Aporte #18/360

Se for para comprar, que seja barato. Bastter diz que o preço não importa, mas Luiz Barsi e Warrent Buffet dizem que sim. Adivinha quem tem razão? O Bastter, porque sou um idiota e não gênio como Barsi e Buffet :). Zoeira. Gênio ou não, quero comprar barato ou pelo menos ter essa sensação.

Hoje, comprei 61 papéis KROT3. Ora, com um VPA de R$ 9,54 e um LPA de R$ 1,13, não tenho dúvidas que pagar R$ 10,90 por KROT3 seja um bom negócio, haja vista R$ 9,54 + R$ 1,13 igual a R$ 10,67. Para mim, não há nada melhor no momento. Aqui perto a Unopar está construindo um prédio. Eu fico imaginando que agora uma porção de um dos azulejos é meu. Cuidado com ele! Carteira:

ABCP11 752 BBDC3 31 CIEL3 41 EGIE3 200 FIIB11 5 FLRY3 200 HYPE3 100 IRBR3 300 ITSA3 1.123 KROT3 61 LEVE3 19 MDIA3 100 ODPV3 700 RADL3 15 SAPR11 200 UGPA3 18

Ações brasileiras, dólares e recomendações de bancos de investimento

Uma imensa parcela da propriedade das ações brasileiras está nas mãos de estrangeiros. Maior até que a parcela dos nacionais. Isso significa que, quando o câmbio sobe, é por que o dolar está ficando mais escasso aqui dentro. Ou seja, american dollars going away from here.

Por que os dólares vão? Os bancos de investimentos americanos dizem: invistam! Eles investem. Os mesmos bancos dizem: cuidado! Eles tiram o dinheiro daqui, o que enseja a queda da bolsa e a elevação do câmbio.

Ações que caíram como KROT3, RADL3 e UGPA3 quase certamente estavam valorizadas pelas doletas. Quando os dólares voltarem, BOOM!

Estudo para concurso

Atualmente, resta pouco para que eu feche o edital, mas esse fato enseja o aumento da preguiça, bem como o atraso do fechamento do próprio edital. Preciso quebrar esse círculo vicioso que está se formando.

Falta apenas as exatas: matemática, mat. financeira e estatística (essa é maldita!).

Quando eu for auditor e puder investir R$ 5.000,00 por mês, poderei focar em entender melhor o mercado e começar a pensar em rentabilidade, pois por enquanto estou no estilo semi-bastter.

LEVE3, FRAS3 e TUPY3 – Final Round

Por enquanto, ficarei apenas com LEVE3. FRAS3 vai ficar para depois e TUPY, N-U-N-C-A. Por que?

Ora, TUPY compra insumos e agrega valor construindo componentes de motores. A Vale é uma vendedora de commodities. O problema é que TUPY tem um ROE de 8% e Vale tem um de 10%. Como pode uma indústria que praticamente não agrega valor ao que extrai da terra e que utiliza maquinário e mão de obra de forma massiva ter um ROE superior a uma indústria que, em tese, gera valor. Não sei e nem quero saber.

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Como se dividem os Ativos no BP – Balanço Patrimonial Parte 2

Quando as pessoas se reúnem com um objetivo específico, formam um grupo e seguem um ideal. Esse grupo possui uma organização. Com o desenrolar da economia, alguns grupos se especializaram em produzir benefícios aos seus participantes. Tais grupos são chamados de empresas ou organizações. Hoje, podemos ser sócios dessas empresas praticamente por meio do mercado de capitais.

Como visto no primeiro post desta série sobre o Balanço Patrimonial,  o patrimônio das empresas se divide em ativo e passivo. Os passivos representam a origem dos recursos, que podém advir dos próprios sócios, que subscrevem ações, ou por meio de endividamento (empréstimos). Tais recursos entram no caixa ou em algum item patrimonial e depois são distribuídos, comumente, na aquisição de ativos que manterão as atividades produtivas da entidade.

A estrutura ou A parte chata…

Em que pese os passivos evidenciarem muito sobre a perpetuidade do negócio, pondera acentuar que são os ativos que geram o valor para os proprietários, usuários, funcionários, diretores e todos que possuem participação no empreendimento. Basicamente, a legislação prevê a seguinte estrutura básica para o ativo:

1. ATIVO
1.1. ATIVO CIRCULANTE
1.2. ATIVO NÃO CIRCULANTE
1.2.1. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
1.2.2. INVESTIMENTO
1.2.3. IMOBILIZADO
1.2.4. INTANGÍVEL

Essa enumeração funciona como uma grande estrutura de diretórios. Os seus usuários podem colocar subdiretórios dentro desses estabelecidos sem infringirem a legislação, mas entendendo o que está posto, entende-se o todo.

O ativo, como foi dito, é aplicação do rescursos: o maquinário, as marcas, os direitos ligados a propagandas, a concessões e a patentes, insumos, estoques, dinheiro em caixa, imóveis. Tudo que a empresa se utiliza para rodar.

O ativo divide-se em ativo circulante e ativo não circulante. Basicamente, a diferença é que o circulante é de curto prazo, enquanto que o não-circulante é de longo prazo. Veja, a marca Coca-cola é de longo prazo, mas o produto depende da marca. De outro lado, um dinheiro em caixa pode servir para pagar o salário mensal dos funcionários, evidenciando a sua natureza de curto prazo.

Dentro do ativo não circulante temos quatro sub-grupos: o realizável a longo prazo, o investimento, o imobilizado e o intangível. O realizável a longo prazo são, de forma genérica, direitos realizáveis após o exercício sub-sequente (depois do final do ano seguinte).

O intangível é todo ativo incorpóreo destinado à produção de riquezas da entidade como marcas e patentes. O ativo imobilizado possui a mesma função que o intangível, que é produzir riqueza, tendo como característica distinta o seu corpo, físico. Ou seja, o que produz riqueza é o imobilizado e o intangível.

A conta investimentos registra os investimentos em outras empresas, em lotes, imóveis não utilizados na produção de riquezas (não imobilizados), alguns ativos financeiros de longo prazo e outros itens que se espera uma rentabilidade real.

O caixa (Cash is king!!!)

O nome desta seção deveria ser disponibilidades, mas acho que caixa é muito mais clickbait. Sigo. Disponibilidade é todo o caixa e o equivalente ao caixa, que, em outras palavras, significa todo o recurso com liquidez imediata.

Deste modo, a denominação dada pela lei 6.404 de 1976, é usada para indicar dinheiro em caixa e em bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em mãos e em transito, sendo estes recursos livres para aplicação imediata nas atividades da empresa. -Iudícibus

A conta caixa registra o dinheiro que há no caixa, mas há também a conta bancos, a conta títulos públicos e qualquer outra que se encaixe no conceito, pois, como visto, basta obedecer à estrutura básica. No caso do caixa e equivalentes, devem ser criadas estruturas próprias dentro do grande grupo de ativo circulante. Exemplo:

1. ATIVO
1.1. ATIVO CIRCULANTE
1.1.1. CAIXA
1.1.2. TÍTULOS PÚBLICOS
1.1.3. CONTAS CONRRENTES

Grande parte da movimentação da empresa gira em torno das disponibilidades. As disponibilidades são utilizadas para aquisição de mercadorias, de imóveis, veículos, pagar funcionários e honrar as obrigações com os credores. Literalmente, cash is king!

O estoque

Falei do caixa e agora das mercadorias por que a partir desses dois conceitos será possível introduzir uma série de posts ligados a indicadores. Estou ansioso para isso.

Acho até bobagem falar o que registra a conta estoques, mais vai lá. A conta estoques registra  o valor patrimonial das mercadorias disponíveis para venda e também pertence ao ativo circulante, pois é considerada de curto prazo.

O estoque representa o custo das mercadorias possuídas por uma empresa numa data especifica. – Álvaro G. de Oliveira

É na conta estoques que estão registrados todos os custos ligados a aquisição de insumos para produção, recursos para aquisição de produtos acabados, frete para transportá-los etc. Em suma, todos os custos incorridos na aquisição das mercadorias.

Como vimos nos estudos de DRE no site, o lucro bruto se dá da seguinte forma:

Receita Líquida
(Custo das Mercadorias Vendidas)
=Lucro Bruto

Como já dito anteriormente, o principal fundamento de uma empresa é o seu lucro e, se é pelo custo que, normalmente, conseguimos obtê-lo, é interessante entender seu conceito.

Aporte #17/360 com serviço LEVE3 e FRAS3

Desculpe o trocadilho com leve e trás, mas quis perder a chance. Aproveitei e comprei um pouco de LEVE3. Ela está com um bom Dividend Yield mesmo com um payout relativamente pequeno. Este é um indicador de que o preço está convidativo para mim. A próxima deve ser a FRAS-LE (a única que vou excluir é a Tupy).

Não gosto de falar de valores, mas quero externalizar minha frustração. NÃO CONSIGO CHEGAR NOS MALDITOS R$ 90.000,00. Como o mercado de renda variável, pois ele varia. Um colega de trabalho me perguntou a minha rentabilidade, disse que não me importava com isso e é fato. Porém, quero os 90!

Todos os meses venho depositando e em vez de meu patrimônio subir financeiramente, cai. Uma certeza que eu tenho é de que meu patrimônio em valor está subindo. Outra certeza é de que a renda passiva deste ano já ultrapassou a renda passiva de 2017. Excelente indicador (indicador indica, não dá certeza).

Nesse momento de queda vejo várias oportunidades. É uma pena não ter uma rapa de tacho para comprar uns papéis. UGPA, BBDC, RADL e CIEL insistem em cair. Destes, o que mais me agrada é BBDC.

Acredito que o meu papel que mais caiu até o momento foi o HYPE3. Meu preço médio é de R$ 36,00 e eu poderia comprá-lo por R$ 26,00 hoje. Que pena que me falta renda fixa. Vou trabalhar isso ano que vem, além da reserva de emergência. Segue o jogo.

ABCP11 751 BBDC3 31 CIEL3 41 EGIE3 200 FIIB11 5 FLRY3 200 HYPE3 100 IRBR3 300 ITSA3 1.000 ITSA9 23 LEVE3 19 MDIA3 100 ODPV3 700 RADL3 15 SAPR11 200 UGPA3 18

O preço orbita o valor!!!

Estava vendo um vídeo na internet que abordava a velha questão da importância ou não do preço. Tive um insight e resolvi escrever este pequeno post.

Acredito que seja de conhecimento de todos que o fluxo define o preço no curto prazo. O livro do Bazin (FALA FORTUNA COM AÇÕES) trata bem exaustivamente o assunto.

Isso significa que se um grande fundo resolver vender sua posição, uma ação ou fundo imobiliário pode cair algo como 10%, 20% e etc. Obviamente, não significa que a empresa piorou, perdeu fundamento, mas apenas que há um maior interesse pela venda que pela compra por parte do mercado naquele momento.

Recentemente, várias empresas tiveram queda em sua cotação: KROT3, UGPA3, RADL3. O fato é que algumas já se recuperaram o seu preço, outras estão em processo de recuperação de seu preço. Afinal, o valor não mudou drasticamente em nenhum dos cases.

Também entendo que todos têm ciência que, no longo prazo, o preço segue o lucro. Ou seja, quanto mais a empresa lucra com o passar do tempo, mais a cotação sobe. Caso comece a ter sucessivos prejuízos, a cotação tenderá a cair (Eternit que o diga).

Resumindo, no curto prazo o fluxo dita o preço, enquanto que no longo, lucros sucessivos ditam o preço.

Porém, no longo prazo, o preço não vai acompanhando o lucro de forma linear. O preço varia para cima e para baixo constantemente tendo como centro de atração o valor, que ninguém sabe qual é de fato. Ou seja, o fluxo SEMPRE DITA O PREÇO.

Todavia, o fluxo tende a não descasar totalmente do valor.

Quando o futuro chega, torna-se presente e, nesse presente, o fluxo domina refletindo de alguma forma o valor.

Tendo como exemplo as ações do banco Itaú, todo ano há valorização de suas ações, bem como todos os anos há lucro.

Seria possível detectar um desconto?

Ora, se os lucros se mantêm, mas o preço cai 40% como ocorreu com a KROT3. O lucro da Kroton foi um pouco menor, mas a queda em 2018 até ontem eram esses 40%. Está com desconto ou não está?

Eu entendo que sim.

NÃO SOU ANALISTA.

ISSO NÃO É UMA RECOMENDAÇÃO DE COMPRA.

ESTE TEXTO NÃO PASSA DE ELUCUBRAÇÕES DE UM PEQUENO INVESTIDOR.

 

Aporte #16/360. O indicador lucro, antibiótico, H1N1, germes…

Minha carteira mudou muito nos últimos dias. Vendi algumas coisas, comprei outras, diversifiquei mais. Entendo que todas as vezes que giramos nosso patrimônio tendemos a ficar mais pobre, pois quem enriquece é aquele que compra e não aquele que vende, mas como mudei meus critérios, fui obrigado a adaptar a carteira a eles.

Eu tinha removido o critério de não investir em ações preferenciais e, por esse motivo, havia adicionado CGAS5 e UNIP6. Porém, CGAS5 fez um cambalacho se apropriando de algumas ações da CGAS5 e isso me deixou bastante chateado. Eu tinha plena consciência do “risco de governança”, mas não sabia que poderia haver roubo em plena luz do dia, tampouco assegurado pela legislação nacional. Então, saí.

É uma pena, tanto CGAS5, quanto UNIP6 sao empresas que eu gostaria de ter em carteira, porém, não posso aceitar que brinquem com meu dinheiro, que já é pouco. Então, tirei ambas e adicionei BBDC3, UGPA3 e RADL3. Antes que digam que não são empresas de dividendos, informo que já sai disso, mas são empresas lucrativas e honestas.

Não dá pra escolher só empresas de dividendos na B3, as opções que me agradam são pouquíssimas. Além disso, a própria UGPA3 já informou que vai diminuir o CAPEX este ano e, portanto, vai distribuir mais. Este mês, comprei 41 ações da CIEL3. Mesmo que a margem esteja caindo, ainda é uma empresa violenta e que dá lucros.

ABCP11 751 BBDC3 31 CIEL3 41 EGIE3 200 FIIB11 5 FLRY3 200 HYPE3 100 IRBR3 300 ITSA3 1.000 ITSA9 23 MDIA3 100 ODPV3 700 RADL3 15 SAPR11 200 UGPA3 18

Nunca havia experimentado a sensação reportada por alguns colegas, mas agora foi. Vendi CGAS5 e UNIP6, que valorizaram e comprei BBDC3, UGPA3 e RADL3 que, embora já haviam caído muito, caíram ainda mais. Debutante!

Resultados e o melhor indicador de boa empresa (o LUCRO!)

Até o momento, as empresas que me surpreenderam com seus resultados foram Sanepar, IRB e Odontoprev. Tudo crescendo, benza a Deus.  Não compro empresas que dão prejuízo, por óbvio. Porém, essas só crescem os lucros.

Entendo que o lucro é o principal indicador a se analisar em uma empresa. Ela dá lucro? Os lucros caem, se mantêm ou crescem? No caso de Sanepar, Odontoprev e IRB só crescem. Porém, no caso da Cielo, estão caindo, MAS HÁ LUCRO E MUITO. Como o preço está caindo, comprei um pouco.

H1N1, germes e antibióticos

Por esses dias, passei por uma zica em casa. Todos adoeceram. Meu filho foi diagnosticado com H1N1 e o resto da família com um germe atípico que ataca o pulmão.  O filho tomou um antiviral e o resto tomou antibiótico.

Até agora meu estômago dói. Minha filhinha, coitada, nem se fala. Vai ao médico para ver como curar seu estômago e poder voltar a comer. Ao fim e ao cabo, todos estamos bem.

Temos certeza que minha filha desenvolveu a doença a partir da vacina e passou para todos os outros. Ela nunca havia adoecido antes, tomou a vacina e amanhaceu doente. Passou para os outros e todos ficaram igualmente doentes. CUIDADO COM A VACINA DO H1N1.

Crise no relacionamento

Todo relacionamento tem seu início e seu fim, mesmo que seja pelo morte. O certo é que o relacionamento do meu chefe acabou pela décima vez. Isso mesmo, décima vez. Começa com uma insatisfação, manifestação de descontentamento e termina no fim.

Lá em casa tem sido difícil, muitas crises, mas todas foram superadas. Acho que maturidade é assim. Quase nunca minha esposa é do jeito que eu gostaria e eu, igualmente perante ela. Aceite!

5 meses de Bike

Andar de bike tem sido um prazer em minha vida. Desloco-me olhando a paisagem e sem o stress dos sinais vermelhos e das fechadas. Mas que belo veículo! Cada vez mais eu creio que a bicicleta é um instrumento da felicidade, saúde e riqueza.

Em breve escreverei um post falando tecnicamente das partes da bicicleta. O motivo? Quero aprender sobre.

ROI: Um estudo sobre o retorno sobre o patrimônio líquido e ao acionista

Estive pensando em investimentos e acho que agora é uma boa hora para me distrair escrevendo algo no blog, uma vez que meu filho foi internado e não posso sair de casa: estou cuidando de minha filha menor. Vou falar de algo interessante que aprendi apenas pensando sobre ROE. Isso vai me ajudar e pode servir ao entendimento de todos.

Sempre preferi empresas de alto ROE e, quanto maior o ROE, melhor eu achava que a empresa remuneraria o seu patrimônio. O ponto é que isso é de fato verdade. Qual a discussão então? O problema dessa ideia é que nem sempre pagamos o valor do patrimônio líquido no papel, ou melhor, praticamente nunca.

Estudo EGIE3 vs. SAPR11

Sempre uso o Fundamentus quando quero fazer uma análise inicial do papel e, quando quero aprofundar, utilizo os últimos releases. Estudemos o caso de EGIE3. Neste momento, a cotação é de R$ 37,64, o VPA é de R$ 11,21 e o ROE é de 27,9%. Wow! Mas que belo ROE!

Só que há um problema nessa tara por altos ROEs: o retorno é sobre o VPA e não sobre o preço que pagamos. Então, podemos acompanhar a sequência e analisar:

engie

Ano 1 -> VPA de R$ 14,34 (11,21×1,279)
Ano 2 -> VPA de R$ 18,34
Ano 3 -> VPA de R$ 23,45
Ano 4 -> VPA de R$ 30,00
Ano 5 -> VPA de R$ 38,37 (recuperamos o dinheiro em termos nominais)
Ano 6 -> VPA de R$ 49,07
Ano 7 -> VPA de R$ 62,76
Ano 8 -> VPA de R$ 80,27
Ano 9 -> VPA de R$ 102,66
Ano 10 -> VPA de R$131,31 (multiplicamos o nosso patrimônio em 11,7x)

Quando compramos uma ação por determinado preço, deixamos de possuir o dinheiro e passamos a possuir um patrimônio e o ideal é que esse patrimônio seja bem remunerado como o acima. Todavia, devemos perceber que, nominalmente, só tivemos o payback em 5 anos, uma vez que o P/VPA foi maior que 3x.

Agora vamos ver o caso de uma boa empresa que possua um ROE bem menor. Pokemom Cachorro, eu escolho você!!! (copiado do Viver de Construção). Brincadeiras a parte, escolho SAPR11 para comparar com EGIE3. A Sanepar está cotada a R$ 59,48, tem o VPA de 51,14 e possui um ROE de 13,3% (menos da metade de Engie).

sanepar

Ano 1 -> VPA de R$57,94 (51,14×1,133)
Ano 2 -> VPA de R$65,65 (recuperamos o dinheiro no início do ano 2)
Ano 3 -> VPA de R$ 74,37
Ano 4 -> VPA de R$ 84,27
Ano 5 -> VPA de R$ 95,47
Ano 6 -> VPA de R$ 108,18
Ano 7 -> VPA de R$ 122,57
Ano 8 -> VPA de R$ 138,87
Ano 9 -> VPA de R$ 157,33
Ano 10 -> VPA de R$  178,26 (multiplicamos o nosso patrimônio por x3,5)

O P/VPA (preço sobre valor patrimonial) de Sanepar (1,26x) é infinitamente menor que o de Engie (3,35x) e a consequência é que o payback da companhia de saneamento se dá pouco mais de 1 ano, enquanto que o da geradora, dá-se em 5. Percebemos que, matematicamente, há uma tendência de termos o retorno de um  investimento em tempo muito menor quando o múltiplo P/VPA é menor.

Todavia, no longo prazo, há uma tendência do retorno ser maior para a empresa com maior ROE. Percebemos que em 10 anos, Engie (11,7x) aumentou o patrimônio mais de 3 vezes que Sanepar (3,5x).

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Engie golpeando Sanepar no longo prazo

Certo. Isso significa que devemos apostar em altos ROEs ou baixos P/VPA? Bem, pagar um baixo P/VPA, ao meu ver, não significa que você é um gênio das finanças por ter achado o papel, mas que você está diminuindo o seu risco, uma vez que tende a ter um retorno em menos tempo mesmo com um ROE inferior a outras opções.

Já, ao escolher um ROE maior, está pensando em obter retorno patrimonial no longo prazo. Como sabemos, em tese, quanto maior o prazo do investimento, maior o risco. Cabe ressaltar que, no caso de renda variável, não há uma negociação das taxas e, caso as características da empresa comece a desagradar, basta vendê-la e encerrar a posição.

ROE, VPA e rentabilidade

Neste post, pudemos observar que o ROE possui uma relação muito grande com o P/VPA. Não que seja um indicador perfeito, mas, recentemente, descobri que é utilizado por ninguém menos que Luiz Barsi Filho, que é um dos heróis da bolsa brasileira.

Lembro que o Barsi comprou BBAS3 com P/VPA inferior a 1. Para mim (e para ele!!!) é óbvio que ele teria o retorno muito rapidamente. Só com essa jogada, ficou alguns milhões mais rico. Grande player!

Utilizei este critério apenas em dois calls: ITSA3 e SAPR3. Quer saber? Fui muito feliz as duas vezes. Haters do P/VPA a parte, funcionaram muito bem pra mim. Funciona sempre? Óbvio que não, pois caso contrário, seria fácil demais.

Lembro-me que tanto ITSA3, quanto SAPR3 estavam com o P/VPA menores que o ROE somado a 1 e isso me chamava muita atenção: compre-me!!! estou muito barato!!! O resultado foi os melhores que eu tive com relação aos outros critérios. Sorte? Talvez…

A minha visão foi a seguinte: se o ROE + 1 for superior que o P/VPA, o retorno é quase certo. Em ITSA3, tive um retorno, em termos patrimoniais, de cerca de 50% fora os vultuosas dividendos. Já, a agora, SAPR11, tive o retorno de cerca de 35% fora os dividendos. Ou seja, nas duas vezes que utilizei este critério performei excepcionalmente.

Além desses casos, não faz muito tempo, apliquei o mesmo critério em EZTC3. Não comprei o papel, que estava com P/VPA menor que 1!!! Para quem comprou o excelente call, o P/VPA já supera os 1,33x (valorização de quase 40% do P/VPA inferior a 1) e dividend yield de 17%.

Entendimento da comparação CDI vs. ROE

Vejo muitos colegas comparando o ROE com o CDI: há, o ROE é maior que o CDI, então passa nos meus critérios. Acho que pra quem leu o post até aqui será capaz de entender que somente será possível comparar o ROE com o CDI se o P/VPA for próximo de 1.

Caso o CDI seja de 7% ao ano, patrimonial e matematicamente, teríamos um retorno maior com uma empresa com o P/VPA igual a 1 e o ROE igual a 7%, uma vez que a renda fixa possui imposto de renda.

Agora, saber se vão pagar P/VPA maior que 1 é outra história. Afinal, estamos falando de renda variável. Neste mundo, nada é certo.

Empresas com o ROE+1 é superior ao P/VPA

Coloquei os seguintes critérios no Fundamentus:

  • P/L maior que 0;
  • EV/EVBIT maior que 0;
  • Liquidez maior que 10000;
  • P/VPA: maior que 1 e menor que 1,2; e
  • ROE: maior que 0.1.

Assim, obtive a seguinte lista: EALT4 (P/VPA 1,2x, ROE 33,89%), CCPR3 (P/VPA 1,18x, ROE 17,36%), SAPR4 (P/VPA 1,03x, ROE 13,32%), TRPL4 (P/VPA 1,01x, ROE 12,43%), SAPR11 (P/VPA 1,16x, ROE 13,32%), QGEP3 (P/VPA 1,04x, ROE 11,49%), CGRA3 (P/VPA 1,13x, ROE 12,02%) e CGRA4 (P/VPA 1,16x, ROE 12,02%).

Caso formos seguir o critério de preferência de ações ordinárias, as únicas candidatas seriam CCPR3, CGRA3 e QGEP3. No caso das duas primeiras, o payback em termos patrimoniais ocorreria em pouco mais de um ano, enquanto que no caso de QGEP3, seria em pouquíssimo tempo.

Conclusões

Não podemos achar que existe uma fórmula para entender a geração de riqueza no mundo, tampouco acreditar que podemos prever o futuro tendo em mãos apenas o passado. Porém, é interessante ter o entendimento de alguns indicadores para pelo menos diminuir a chance de erros em nossa vida de investidor. Até a próxima!

Trabalhar faz mal à saúde

Sempre tive medo dos malefícios que o álcool poderia causar a minha saúde, mas recentemente recebi uma informação interessante: trabalhar, como eu trabalho, pode fazer mais mal que o álcool. Mais um ponto para a aposentadoria precoce!

A informação que eu tenho é que a ingestão diária de álcool pode diminuir nosso tempo de vida em 5 anos. O chocante é que, segundo o doutor Mike Evans, trabalhar sentado por 6 horas por dia pode nos levar os mesmos 5 anos de vida.

Ora, quer dizer que um desempregado que viva ingerindo alcool diariamente está fazendo menos mal para a sua saúde que eu, que fico sentado cerca de 12 horas por dia, uma vez que trabalho e estudo diariamente.

Minha intenção não é esgotar o assunto, mas informar todos aqueles que estão na corrida pela independencia financeira. Afinal, quanto mais vivermos para curtir a independência, melhor.

Segue um vídeo muito interessante do doutor Evans, que, aliás, aborda o tema.