Bitcoin e Blockchain – O que é, funcionamento e aplicações

Há muito ouço falar de Bitcoins e, por isso, sabia que um dia eu deveria estudar o assunto, uma vez que parece ser uma tendência. Sabia que se tratava de uma moeda digital, mas não conhecia nada além disso.

Um dia desses cai em uma grupo que tratava do tema cryptomoedas e em toda mensagem havia pelo menos algum substantivo que eu não tinha a mínima ideia do que se tratava. Além disso, havia todo tipo de notícias que previam altas estrondosas, bem como outras que prediziam uma grande baixa, que criava uma oportunidade de compra.

Nada que eu ouvia falar me ajudava a entender esse mundo do dinheiro digital até que então, enviaram-me um livro intitulado Bitcoin – A moeda na era digital, que era escrito por Fernand Ulrich. Comecei a ler e fui surpreendido. O Bitcoin tinha ganhado a minha atenção!Lembro-me que na escola foi me ensinado que, no início da humanidade, as pessoas produziam para sua subsistência. Num segundo momento, as pessoas começaram a praticar o escambo.

Em algum momento, convencionou-se utilizar o ouro como moeda de troca. Imagine se uma comunidade queria adquirir uma tonelada de feijão. Teria que transportar uma tonelada de arroz para fazer o escambo? Pouco prático. Com o ouro, bastariam algumas gramas para comprar todo o arroz. Fantástico! O ouro era a moeda da época.

Hoje, o dinheiro é utilizado como era utilizado o ouro. Você precisa de uma fruta? Basta pagar com dinheiro na feira. Você precisa enviar dinheiro para alguém de outro estado? Basta fazer uma transferência bancária. Afinal, todo nosso dinheiro está no banco.

Bitcoin – O que é?

Você não odeia ter que pagar tarifas bancárias? Pacotes? Cestas? Teds? Essa semana um colega meu disse ter vergonha por estar pagando cerca de R$ 50,00 por mês só de tarifa. Aqui entra o Bitcoin. Essa cryptomoeda é completa, haja vista contemplar também um sistema de pagamentos independentes de bancos ou governos.

BITCOIN É UMA MOEDA DIGITAL peer-to-peer (par a par ou, simplesmente, de ponto a ponto), de código aberto, que não depende de uma autoridade central. Fernando Ulrich.

Desse conceito, podemos trabalhar vários pontos neste texto. O primeiro deles é que o Bitcoin é uma moeda digital. No início, eu pensava: ora, meu dinheiro está no banco, logo é digital. Não é a mesma coisa. O Bitcoin é uma MOEDA DIGITAL. Eu pago tarifas, pois vivo com Reais em minha CONTA BANCÁRIA. O Bitcoin é uma moeda digital que fica em uma carteira digital privada. Ou seja, não preciso de intermediários como bancos, operadoras de cartão de crédito e várias outras empresas que existem no mercado financeiro. O dinheiro vai da minha carteira para a sua carteira: SEM INTERMEDIÁRIOS.

O Bitcoin tem código aberto. Isso significa apenas que qualquer pessoa com conhecimentos em programação pode examinar o código e ver como o Bitcoin funciona. O código é seguro, pois as pessoas acreditam nele para depositar seu patrimônio.

Por fim, o Bitcoin não depende de uma autoridade central. Então, quem garante o controle dessa moeda? O Blockchain! Bem, essa parte deixarei para explicar mais adiante, pois essa tecnologia é tão interessante quanto o próprio Bitcoin. Alguns afirmam que é uma revolução dentro de uma revolução.

Agora, para resumir toda essa ideia, recomendo o leitor assistir o seguinte vídeo de Fernando Ulrich:

Ótimo. Pavimentada a ideia do Bitcoin, vamos à do Blockchain.

Blockchain – O que é? Para que serve?

Imagine uma imagem que alguém lhe afirme que valha R$ 100,00 no mercado. Qualquer pessoa faria cópias estiljo Ctrl + C e Ctrl + V e reutilizaria esse arquivo várias vezes. Com o Bitcoin, isso não é possível, uma vez que cada criptomoeda é única e sua propriedade é conhecida por todos no mercado.

Quando compramos um imóvel, a primeira coisa que devemos fazer é ir a um cartório e verificar a situação daquele bem através de certidões. Cada imóvel é único e, ao questionar ao cartório a situação, todos terão a mesma resposta sobre quem é o proprietário do bem. Após a compra, devemos registrar a escritura e todos que consultarem no cartório saberão quem é o novo proprietário.

O Blockchain possui a mesma utilidade que os cartórios. Blockchain  é um arquivo de computadores onde é registrado o proprietário de um Bitcoin específico e todas as transações históricas daquela moeda. Ou seja, todo Bitcoin tem um dono e sua transferência de propriedade é registrada no Blockchain.

Tal arquivo é mantido em uma rede de computadores que se dedicam a minerar Bitcoins realizando operações matemáticas complexas. Ao mesmo tempo que recebem em forma de Bitcoins, mantém as cópias do Blockchain. Abaixo, trago um vídeo que encontrei no youtube explicando de forma extremamente didática o funcionamento do Blockchain.

O número de Bitcoins é limitado. Isso implica não ser possível inflacionar produtos, pois não é possível “imprimir” mais moedas como acontece com as moedas oficiais dos países. A inflação é o imposto dos impostos, além de invisível, cria a exigência de sempre aplicarmos nossas economias a fim de mantermos o nosso poder de compra.

As transações (transferências e pagamentos) fazem uso de criptografia. Embora eu seja profissional da área de tecnologia, não entrarei em detalhes. Basicamente, cada participante da rede possui duas chaves, um pública e outra privada. A chave privada somente é conhecida pelo proprietário, enquanto que a chave pública é conhecida por todos. Quando ocorre uma transação entre usuários, quem está cedendo os fundos assina com sua chave privada e com a chave pública de quem irá receber os fundos. No blocos são registrados os dados de quem envia o fundo, de quem recebe, o valor, a data e a hora.

De onde os Bitcoins vêm? Quem são os mineradores?

Os mineradores são usuários quem utilizam seus computadores para resolver problemas matemáticos e ganhar Bitcoins por isso. É dessa forma que novos Bitcoins são introduzidos na economia. Todavia, há um limite de alguns milhões de Bitcoins. Ao resolver problemas matemáticos, os mineradores possuem uma prova disso, que é chamada de proof of work. Com a prova, reigstra um novo Bitcoin no Blockchain. Dessa forma, recebem não só para introduzir novos Bitcoins, mas principalmente para manter o próprio Blockchain.

No livro do Fernando, ele afirma que a mineração da moeda foi projetada para simular a procura por ouro. Não é uma tarefa fácil, mas quando concluída, traz bom retorno. O Bitcoin foi projetado para ter no máximo 21 milhões de unidades no mundo. Isso significa que não é possível inflacioná-lo.

As transações com Bitcoins não são rastreáveis?

Há uma falsa ideia de que as transações com Bitcoins não são rastreáveis. Todavia, todas as transações, como dito, são registradas com as chaves públicas dos usuários com data e hora. O Blockchain tem em seus registros todas as transações feitas na história do Bitcoin. Assim, é possível rastrear por onde passou qualquer delas.

Portanto, se algum país exigir a identificação para realizar uma transação ao regulamentar uma moeda no país, basta exigir chaves registradas.

Quais as vantagens da utilização de Bitcoins?

A primeira delas é não necessitar de um terceiro como uma banco, como a Cielo ou mesmo o Paypal. Não há pagamento de tarifas, não há serviços. Além de propiciar uma privacidade maior, não gera custos. Acredito até ser por isso que a ITSA3 tem diversificado seus investimentos. Ninguém consegue prever o futuro dos bancos.

Onde estão os Bitcoins?

Os Bitcoins são arquivos como quaisquer outros e, portanto, se seu proprietário o apagar, ele estará perdido como um papel moeda rasgado. Restará o histórico no Blockchain, mas não poderá mais ser transferido. Ou seja, os Bitcoins estão em propriedade de seus donos em forma de arquivos digitais.

Considerações Finais

Fico por aqui. Até agora já esclareci muitas das minhas duvidas sobre Bitcoin. Essa semana, talvez experimente especular. Vi que o book se movimenta muito lentamente. Enfim, gostei da tecnologia. Porém, a sua volatilidade ainda é preocupante.

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Imposto de Renda em FIIs – Como declarar e pagar

Recentemente, vendi o fundo BRCR11 por R$ 106,00 quando o  havia comprado por R$ 96,66. Os fundamentos do FII, na minha visão, estavam péssimos. Senti um alívio, mas veio a ressaca: como declarar e pagar o IR da venda desse fundo de investimento imobiliário?

Encontrei várias alternativas na internet, das mais extensas, que chegavam a criar um monstro para vender solução, às mais concisas, que eram concisas demais. Então, optei por fazer um resumo, nem tão resumido assim, que me ajudasse nessas tarefas. Aqui vai.

Como declarar o Imposto de Renda nos FIIs

Eu conheço 3 formas de se ganhar dinheiro com FIIs: recebendo proventos, recebendo amortizações e vendendo a cota por preço superior ao de compra. Detalharei cada uma dessas formas. Porém, antes disso, acentuo que deve ser registrada a propriedade de FIIs quando da declaração anual do imposto de renda. No programa de declaração da Receita, declare as cotas com o código 73 – Fundo de Investimento Imobiliário no menu “Bens e Direitos”.

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Os rendimentos mensais, quando houver, devem ser declarados no menu Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Os valores e seus códigos serão encontrados nos informes de rendimento de cada fundo imobiliário enviados pelo administrador do fundo. O ideal é que o investidor destine algum tempo a essa atividade, pois esse é um ponto sensível e requer certa precisão.

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Já no caso de amortizações, o administrador do fundo retém o imposto de renda, mas ainda sim é preciso declarar. Para declarar, o contribuinte deve acessar o menu “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. O código é o 6, “Rendimentos de aplicações financeiras”. Basta clicar naquele botão com um cifrão. Há dois campos para se preencher: Especificação e Valor. Especificação pode ser “Amortização do fundo tal”, enquanto que valor o montante amortizado.

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Como pagar o DARF na venda com lucro

No caso de venda com lucro, há a incidência de IR de 20% sobre o lucro independente de quanto ele seja. A União recolhe esses valores por meio de DARF cujo código é 6015. Para fazer o cálculo, faça o preço médio de venda menos o preço médio de compra. O valor, se positivo, deve ser declarado.

Em linhas gerais, o procedimento é o seguinte:

  1. Acessar a aplicação da receita;
  2. Selecione a opção “Pagamento”;
  3. Insira o código 6015;

No formulário há um campo de nome Principal. Aqui deve ser preenchido com o valor de imposto de renda devido. Para ter um detalhamento de como pagar o imposto, clique no link: http://blogdouo.blogspot.com.br/2014/07/como-preencher-darf-venda-de-fiis.html.

 

Aporte #7/360. Dias de Matrix.

Há algumas décadas, meu pai, preocupado com minha segurança, assinou um seguro de vida. Não era muita coisa, pois ele ainda tinha baixo poder aquisitivo. Todavia, já pensava em minha segurança. Sou muito grato a ele.

Quando ele morreu, fui buscar o seguro e descobri que já haviam sacado o dinheiro e pensei: “tudo bem, vocês sabem que pagaram errado e agora basta pagar pra pessoa certa”. Não era bem assim. A empresa alegou que a pessoa tinha uma procuração minha e, de fato tinha, só que era pra resolver coisas ligadas a um processo específico e não para pegar o meu seguro.

Agora, após muitos anos, estamos em fase de execução. Nos cálculos de meu contador, a empresa me deve algo em torno de R$ 187.000,00. Recebi semana passada R$ 127.000,00. Porém, novamente os malditos advogados, ficaram com grande parte. Recebi R$ 96.000,00. Agora, já pedimos a diferença. Como estamos em fase de execução, as coisas tendem a andar mais rápido.

Estou pagando contas atrasadas: lote, faculdade e outros. Dei belos passeios, comprei roupas novas (adoro camisas polo). Descobri que as polos da Aleatory caem muito bem em mim :). Comprei sapato na Mr. Cat e quero comprar umas 2 calças jeans bacanas. Sai com minha família em gastei R$ 30,00 com sorvetes. Comprei o Chromecast. Vou comprar sofá, materiais escolares e um monte de coisas assim. Estes são dias de Matrix.

Hoje vou transferir R$ 15.000,00 para a corretora e amanhã transfiro o que sobrar desses dias de gastos e reequilíbrio das contas. Posteriormente, terei que tirar um pouco pra finalizar o acabamento da minha sala comercial. Enfim, ter as contas ajustadas me deu uma sensação muito boa. Me fez perceber que minha vida realmente é ótima e que só falta um pouco de segurança financeira pra ficar perfeita.

Estou adiantando esses R$ 15.000,00 para comprar algumas ações. Vou comprar R$ 10.000,00 de BBDC3 e talvez R$ 5.000,00 de WIZS3. O resto aplicarei em títulos públicos e será meu colchão de liquidez. Assim que eu fizer a transferências e as compras, edito este post, que ficará com o nome Aporte #7/360. Dias de Matrix. [EDITADO]. Abaixo colocarei a carteira atualizada.

Meus amigos, sigam com fé, amor e paz. O caminha é longo e prazeroso. Aprendamos com cada erro, mas não nos deixemos nos iludir. As pessoas próximas de nós valem muito mais que qualquer fortuna. Até.

 

PEG Ratio – Quando comprar uma ação?

Primeiramente, quero registrar que este é um dos posts deste blog que valem a pena ser lidos. Então, leia até o final e, se possível, comente. Isso faz muita diferença. Seja avançado ou novato, dê uma forcinha comentando ou compartilhando. Gosto muito desse indicador e acho que pode ser útil pra você também. Vamos lá.

Eu, como estudante de ciências contábeis e amante do mundo financeiro, venho analisando demonstrações financeiras há um tempo razoável. Estou contabilidade há 2 anos e há um ano e meio estudo para ser auditor fiscal. Então, tenho uma noção, ainda que pequena, sobre demonstrações.

As demonstrações financeira dizem muito sobre a saúde financeira de uma empresa. Se as demonstrações são boas, a empresa deve ter feito o que é certo. Todavia, notei uma grande deficiência no meu conhecimento. Se você quer entender bem e não comprar errado é preciso ter a capacidade de entender de economia, do setor em que a empresa atua, analisar as demonstrações financeiras e, com isso, saber o que e quando comprar.

Quando percebi isso, até um comentário do Mestre dos Dividendos no post sobre preço médio (leia depois) acentuou essa percepção. Certo, sei avaliar se uma empresa é boa ou não, mas e por que preço comprar??? Sabe, mesmo que se compre um excelente ativo, se o preço for alto, você fez um péssimo investimento, haja vista o seu retorno ser pequeno.

Quando encontrei o PEG Ratio fiquei bastante feliz. Pela primeira vez tive a noção de um indicador que me mostrasse a luz no fim do túnel. Basicamente ele vai fazer uma avaliação sobre o potencial de retorno de uma ação, ou seja, se está na hora de comprar ou não.

O que é o PEG Ratio

PEG Ratio significa razão preço por lucro por crescimento. O famoso P/L (Preço/Lucro), em inglês, é P/E (Price/Earnings). Em outras palavras, o PEG leva em consideração três parâmetros: o preço, o lucro E a taxa de crescimento da receita e isso faz toda a diferença.

PEG = Cotação da ação / Lucro por ação / Taxa de Crescimento da Receita

Resumindo, um preço sobre o lucro baixo é interessante, mas é muito interessante levar em conta o crescimento ou decréscimo da receita. Ora, obviamente, quanto maior a taxa de crescimento da receita, maior tende a ser o lucro.

Veja, nem sempre um P/L de 10 vai ser interessante. Se a taxa de crescimento anual da receita for 0,5%, talvez essa ação não seja um bom negócio. Agora, se a taxa de crescimento for de 35%, essa pode ser uma grande compra. Veja, esse indicador não prevê o futuro, mas pode ajudar bastante.

Estudo de caso

Avaliei algumas empresas que acredito estarem saudáveis e depois apliquei esse indicador. Percebi que algumas empresas saudáveis seriam boas compras, outras nem tanto. Então, elaborei alguns exemplos. Interessante observar que todos os valores foram tirados do site fundamentus.com.br.

 Código Preço (R$) Lucro (LPA-R$) Tax. Cresc. (%) PEG Ratio*
 KROT3 14,75  1,08  39,5  0,34
 ABEV3  18,02 0,76 2,8  8,47
 ITUB3 32,28 3,10 10,2  1,02
 BBDC3 27,28 2,46 21,3  0,52
 WIZS3 18,90 0,99 16,6  1,15
 ALUP3 6,49 0,38 5,4 3,16

* O PEG foi calculado como exposto no tópico anterior.

Apenas para fins de estudo deste indicador e considerando apenas seu funcionamento e nada a mais, as melhores compras seriam KROT3 e BBDC3. Já ABEV3 e ALUP3 seriam as piores compras. Cabe registrar que escolhi somente empresas que considero excelentes. Porém, nem sempre o que queremos está no preço que acreditamos ser justo e é ai que o PEG pode ajudar na identificação dessas oportunidades.

Interessante é que quinta-feira o ITUB3 apresentava uma margem de segurança quase tão boa quanto a do BBDC3, porém essa margem desapareceu, restando apenas pagar o valor justo pela ação: quando o PEG está próximo de 1.

Enfim, enquanto não começo a estudar o valuation, pretendo fazer uso ostensivo desta ferramenta. Claro que utilizarei apenas em empresas excepcionais, ou seja, após um filtro aplicado nas demonstrações financeiras. Era isso, espero que tenha gostado. Deixe seu comentário!

Aporte #6/360. Carteira de FIIs definida. Novo emprego.

Este mês dei uma remexida na carteira. Bateu uma ansiedade para formar logo a carteira e dei uma girada. Que novato nunca fez isso? Eu vendi DIVO11 meio que no zero a zero nominal e comprei 21 cotas de ABCP11, mesmo estando bem acima de seu valor patrimonial. Com o aporte do mês (R$ 350,00) e uns restinhos que eu tinha na corretora, comprei 1 cota de FIIP11B e 1 cota de KNRI11. Pronto, montada a carteira. Seguem as compras do aporte.

Ativo Qtde Preço (R$)
FIIP11B 1 197,49
KNRI11 1 149,89

Um dia desse perguntei ao Tetzner o que ele achava dessa carteira, afirmou que era “bastante conservadora”. Não sei se isso é bom ou ruim de fato, mas é melhor do que algo como “no! Good, please! no!”. Meu objetivo agora é que os FIIs consigam prover a taxa de custódia da Socopa, que é de R$ 10,00. A formação ficou interessante pra mim. Ficaram 2 cotas de shopping (FIGS e ABCP), 1 cota de logística pura (FIIP11B), 1 cota de laje corporativa pura (FFCI) e 1 cota 50%-50% laje escritório (KNRI11). Ou seja, só tem shopping, laje e logística na carteira. Segue a carteira.

Ativo Quantidade Vl. Total (R$) Participação %
Sala Comercial 1 120.000,00
ABCP11 21 342,51 19,7%
FFCI11 2 360,00 20,8%
FIGS11 5 392,10 22,6%
FIIP11B 1 194,00 11,2%
KNRI11 3 446,19 25,7%

Normalmente posto na segunda, mas não tive tempo ontem, porque mudei de setor. Aqui, tenho maiores perspectivas de aumento salarial. A promessa é que eu ganhe uma gratificação de cerca de R$ 2.500,00 se cumprir algumas missões. Nada mal para quem visa fugir da corrida dos ratos.

Como eu venho dizendo, estou utilizando a regra 50-15-35 de orçamentação, que divide as despesas em 50% essencial, 15% financeira e 35% estilo de vida. Esse dinheiro extra ficará fora dessas margens. Utilizarei-o como bem entender. Quando efetivamente eu começar a receber esse valor, direcionarei-o para pagar os empréstimos e outras dívidas atrasadas. Depois, dividirei esse valor tentando formar uma reserva de emergência e investir. Será um grande avanço. Como diria o Máscara, “mas primeiro!”. Antes de tudo, tenho que produzir o que me foi solicitado para ganhar. Enfim, em breve conseguirei.

Desculpem pelas mal escritas linhas. Estou completamente sem tempo. Abraço companheiro!

Preço Médio no Mercado de Capitais

Comecei a investir esse ano e o que mais me chamou atenção foi a constante necessidade de buscar conhecimento. Cada coisa que eu aprendo indica que devo aprender mais para tomar decisão de forma consciente. Então, tento escrever sobre assuntos que estão na minha linha de aprendizado. Esta semana, escrevo sobre a estratégia do preço médio e seus impactos.

A preocupação de não comprar no topo e de não vender no fundo é fustigante. Com isso em mente, observei vários professores como o Bastter e o Tetzner afirmando como nunca se deve entrar ou sair bruscamente de um ativo; a compra e a venda de um ativo deve ser paulatina, sistemática. Sempre me perguntei o porquê disso. Depois de muito refletir, achei a resposta: justamente para evitar a compra no topo ou a venda no fundo.

Todo iniciante acredita na ideia de comprar na baixa e vender na alta. Esse é um pensamento óbvio. Porém, de difícil execução, pois nunca se sabe qual o real valor de um ativo e, portanto, nunca se sabe se este título está caro ou barato. Veja, nem o próprio contador tem com precisão o valor patrimonial da entidade que controla, imagine o pequeno investidor.

Nesse contexto, entra a estratégia de compra conhecida como preço médio. Tal método consiste na compra sistemática de títulos mobiliários por valor e intervalo de tempo pré-determinados. Utilizando a estratégia do preço médio, seria bastante improvável que tanto a compra seja realizada sempre no topo, quanto a venda, sempre no fundo. Assim, essa técnica auxilia investidor que não possuem conhecimento suficiente para detectar os melhores momentos de entrar ou sair de um ativo.

O preço médio é calculado como a média aritmética dos preços pagos nas diversas compras de determinado título. Por exemplo, se uma cota foi comprada por R$ 10,50, outra por R$ 15,00 e outra por R$ 20,50, o seu preço médio é de cerca de R$ 16,00. Com essa informação, é possível verificar a rentabilidade da carteira, pois se o valor de mercado da cota for R$ 17,60, significa que houve uma rentabilidade de 10% sobre os R$ 16,00. Assim, fica fácil notar que a partir do preço histórico, obtém-se o preço médio e é possível aferir a rentabilidade da aplicação.

A avaliação do Dividend Yield (DY) pode ser calculado com base no preço médio e com base na cotação atual. Ao aferir o DY frente ao preço médio, temos uma avaliação de rentabilidade da ação. Entretanto, ao calcular o DY do papel frente à cotação atual, temos um indicador que nos possibilita uma reflexão sobre manter ou não a posição no papel: há papéis que me oferecem melhor retorno? Para aqueles que focam nos dividendos, esses dois DYs são relevantes para reavaliar a posição.

No que tange ao Imposto de Renda, tributo de competência da União, a sua base de cálculo é justamente o valor da venda dos papéis que forem vendidos acima do preço médio (no caso das vendas ultrapassarem R$ 20.000,00 no mês). Embora seja interessante a utilização do preço médio na avaliação da rentabilidade e no cumprimento de obrigações fiscais, tal estratégia deve ser refutada como forma de reduzir o prejuízo na aquisição de títulos que caem de valor.

Há pessoas que acreditam que comprar papéis de sua carteira que estão se desvalorizando irá diminuir o prejuízo, o que não é verdade. De fato, o preço médio irá cair, uma vez que os papéis estão sendo adquiridos por um preço abaixo que antes, porém o prejuízo na compra dos primeiros papéis será mantido. Não há mágica, apenas um problema de interpretação dos números.

Enfim, dos vários pontos analisados, o mais importante é ir se posicionando ou se desfazendo da posição vagarosamente, seja observando o preço médio ou não. Deixo um vídeo do Bastter descrevendo cada um dos aspectos de aplicação do preço médio. Como sempre, drástico, ele afirma que o preço médio não serve para nada além do IR. Enfim, vale a pena conferir.

 

Dividendos, Dividend Yield e Payout. Vantagens e Desvantagens.

Tenho recebido vários e-mails da Suno Research, que vem fazendo uma bela campanha de marketing. Apropriando-se da imagem de Luiz Barsi para incutir a ideia de que os dividendos são a cereja do bolo, de que investindo em empresas de dividendos o retorno é bem maior. O interessante é que o trabalho não é só marketing, acredito ter aprendido coisas interessantes em seus materiais gratuitos. Para os mais avançados, no final das contas, talvez seja só mais “material de manada”. Enfim, li e gostei de algumas coisas que li. Talvez eu assine.

Conforme fui avançando nos estudos sobre empresas, negócios, ações, fundos e outros títulos privados ou públicos, fui deixando essa tara de dividendos de lado e fui atrás de entender como formar uma carteira. Trabalho cujo esforço ainda é inicial, mas um dia alcanço o nirvana.

Agora, “depois de velho”, voltei a me interessar pelo assunto de dividendos, DY, payout etc. A minha incipiente carteira é formada, atualmente, por FIIs. Isso, por si só, já é um bom indicador de que prezo por uma renda mensal, de que sou rentista. Acho que é natural a dúvida de quem inicia no mundo dos investimentos: qual aplicação? qual prazo? qual índice? Quanto diversificar? O certo é que a chama dos dividendos reacenderam em mim, assim como a dúvida: é possível viver de dividendos?

O desempenho de uma empresa é o resultado da confrontação de todas as receitas, despesas e custos. Após a tributação do resultado, temos o lucro líquido antes do IR, que será tributado pelo Imposto de Renda e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e, por fim, temos o lucro líquido do exercício. A legislação obriga as empresas de capital aberto a distribuírem, no mínimo, 25% desse lucro. Se essa for a política de dividendos da entidade, diz-se que o seu payout é de 25%. Por exemplo, se a empresa lucrar R$ 1.000.000,00 e distribuir R$ 500.000,00, o seu payout é de 50% e os acionistas recebem esse valor a título de dividendos.

A política de dividendos revela a decisão dos controladores sobre o efeito da distribuição dos dividendos e o futuro da entidade. Alguns acreditam que quanto maior o payout, maior será o preço de suas ações e menor será o custo do capital próprio no caso de novas emissões.Outros acreditam que os dividendos não influenciarão o preço dos ativos. Alguns distribuirão mensalmente, outros trimestralmente, semestralmente ou, comumente, uma vez por ano.

A TAEE11 distribui, com certa frequência, payout superior a 100% inclusive se endividando para isso. Por ser uma transportadora de energia, creio não haver muito o que fazer com os lucros retidos além de distribuí-los. Essa postura, que considera até mesmo o endividamento, mostra a preocupação da Taesa com seus acionistas.

O Bastter, um cara que admiro e aprendo muito com ele, em um de seus vídeos afirma que o dividendo representa um pedaço do valor da empresa sendo distribuído. Nada além disso. Embora eu não concorde com isso, tenho que respeitar a visão desse cara. Pelo nome do vídeo, dá pra entender sua visão sobre o assunto.

Na prática, na fase de acumulação de patrimônio, qualquer investidor abriria mão de um grande payout para ter um aumento da receita, o que enseja a valorização dos papéis. Todavia, as vezes, não é possível aumentar essa receita. Nesse contexto, cabe a análise do controlador sobre qual a melhor destinação do recurso: aplicar em ativos financeiros ou distribuir para aplicação direta por parte do investidor.

Um dos arduos defensores de empresas com alto yield está Luiz Barsi Filho cuja opinião, também não devemos descartar. Ele acumulou toda a sua riqueza escolhendo empresas saudáveis que possuem alto yield.

Alguns teóricos indicam a busca por empresas ditas High Yield, Low Payout como a mais vantajosa, uma vez que evidenciam o comportamento das empresas que regularmente trazem os melhores benefícios aos acionistas. Isso posto, falemos de DY (Dividend Yield). Enquanto o payout representa a proporção dos lucros que será distribuído, o yield representa a proporção entre o preço pago pela ação e o dividendo recebido. Por exemplo, se eu pagar R$ 20,00 por uma cota e receber R$ 10,00 por ano, meu yield é de 50%. Assim, em tese, empresas que apresentam um grande yield e um pequeno payout, são vantajosas para o investidor. Além de estar retendo o lucro com a finalidade de crescimento futuro da receita, ainda trazem um bom retorno financeiro ao investidor.

O  payout e os dividendos são definidos na política de dividendos da entidade, mas o yield sofre uma forte influência do investidor, haja vista quanto maior o preço pago pela cota, menor será o yield e quanto menor, maior será o yield. O yield de uma ação que retorna R$ 10,00 anuais vai depender do preço pago por ela. Se pagar R$ 100,00, temos um yield de 10%. Se pagar R$ 50,00, teremos um yield de 20%. Com esses conceitos, uma possível estratégia seria encontrar empresas com um payout razoável por um preço justo (deixar a ordem de compra até ser fisgada).

Considero que os dividendos são um retorno mais seguro que um futuro aumento do valor da cota, já que o prazo influencia o risco de mercado: quanto maior o prazo, maior o risco. Todavia, não desejo ser sócio de entidades com a receita estagnada. Entre uma empresa com uma boa distribuição de dividendos com a receita estagnada e um fundo de investimento imobiliário, prefiro um FII. Dessa forma, “sigo os relatores” e tenho preferência por ações de grande yield e pequeno payout. Ou seja, empresas que mantêm o equilíbrio entre a distribuição e a retenção dos lucros, mas que me tragam um bom retorno frente ao valor justo pago.