Diário de um Concurseiro de Férias 04.11.2017

Este é o meu quarto dia de férias. Os dias não param de passar, tampouco as horas. Preciso terminar duas disciplinas nesses 30 dias: estatística e legislação do Rondônia. Estatística está me matando. Quero chorar. Sou bom com os números. Por que não consigo aprender? Há duas possibilidades: ou o material é ruim ou sou burro. Como não é possível ser outra pessoa, só me restaria escolher outro material.

Todavia, os materiais que encontrei são extensos e caros demais. Então, não vai rolar. Preciso me virar com esse material. Decidi simplesmente passar de tópico mesmo sem ter compreendido bem o assunto que eu estava estudando. Não há outra saída, pois o tempo é implacável. Há de haver outros assuntos na maldita estatística que eu consiga aprender. Minha cabeça não para de doer. Todas as vezes que eu tento aprender algo novo parece que minha psique quer me desviar para meu inferno pessoal. Muita dor de cansaço e muito sofrimento de lembranças ruins. Parece que todo esse conhecimento está entrelaçado.

Não vejo a hora de me sentir preparado para essa maldita prova que irá me fazer ganhar R$ 17.000,00 por mês. Nem sei quanto isso dá líquido, mas certamente é mais do que eu ganho. Vou poder abreviar a jornada de trabalhador/poupador e me tornar um trabalhador de Uber ou qualquer coisa de meio período só pra complementar a minha renda advinda de ativos financeiros.

Lembro da Bíblia. Deus criou o mundo e deu tudo para Adão e Eva. Eva, mesmo sabendo que Deus havia proibido os homens de comer o fruto, comeu. Agora, todos nós fomos lançados a uma maldição sem fim azeitada pelo capitalismo. A única forma que vejo de romper o ciclo dessa maldição para mim e para toda a minha família é tendo bastante dinheiro na B3, NYSE, criptomoedas e um pouco de real state: uma verdadeira bonança. Um dia chego lá. Como tenho tempo, nessas férias pretendo descrever como estou indo na missão aumento de renda. Abraço. Mantenha contato.

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Aporte #10/360. Férias. Concurso ICMS-RO. Cotação do Bitcoin. Desafios. Foco.

Bem, há alguns dias aportei R$ 1.000,00, mas tive preguiça de postar. Bem, acredito ter comprado algumas cotas do ABCP11, pois nos preços atuais, esta bem abaixo que há três meses. Acredito na possibilidade manipulação de preço por parte do fundo que realizou o leilão: acho que eles inflaram o preço até os R$ 19,00 pra depois leiloar por um bom preço. Enfim, tanto faz, juntei mais papéis. Além disso, como toda boa sardinha, dei uma girada. Realizei um pouco do lucro de SAPR3 e vendi UNIP3, comprando FLRY3, a pedido de minha esposa: sim, eu a escuto.

Como sempre venho reportando que preciso aumentar a minha renda e surgiu uma oportunidade: ICMS-RO. Salvo engano, a remuneração ultrapassa R$ 17.000,00. Tal fato soa como música para meus ouvidos. Estou de férias e estudando violentamente. Acho que estou até adoecendo com tanto estudo. Estatística está me fustigando. Hoje demorei 4 horas para entender uma questão. Sabe, não sou das pessoas mais estúpidas que conheço, mas estou levando uma surra dessa merda de probabilidade condicional. Hoje, acho que dei uma evoluída, mas não foi o suficiente. Estou achando que levarei os 30 dias de férias pra zerar essa matéria. Maldita!

O Bitcoin bateu novo topo histórico: neste momento, a cotação, no bitvalor.com é de R$ 24.923,99. Meu Deus! Pela tarde mal passava de 21. Jesus! Em janeiro, começo a carteira de criptomoedas. Então, terei duas carteiras: uma de ações e fundos imobiliários e outra de criptomoedas com domínio de Bitcoin e Ethereum. Quitei um empréstimo, então destinarei o recurso mensal para a carteira de criptomoedas. Encerrarei as posições todos os anos aplicando o total anual na B3, iniciando novo ciclo no ano seguinte. Assim, espero dar uma turbinada nos meus investimentos. Muitas pessoas disseram que gostaram do post sobre Bitcoins, confira: post sobre Bitcoins.

Os meus maiores desafios são: manter o corpo e mente saudáveis, estudar como se não houvesse amanhã, continuar investindo metodicamente, incluindo a nova carteira de criptomoedas. Cara, é muita coisa. Entretanto, a prioridade é o concurso ICMS-RO. Não vejo a hora de ganhar mais de 10.000 líquido. Poderei poupar agressivamente e abreviar o tempo que levará pra realizar os outros 350 aportes restantes. Abraço e desculpe por não postar a carteira. Prometo que coloco ano que vem, quando eu estiver mais tranquilo. 2018 será o ano em que a fera sairá da jaula.

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Investimentos, Estudos, Ansiedade e Aumento de Renda

Meu chefe não veio ao trabalho nesta sexta-feira, então pude escrever mais do que o de costume, pois não haveria ninguém me reprimindo, ainda que tudo seja apenas coisa da minha cabeça. Tenho aprendido bastante sobre vários assuntos esses últimos tempos, porque estou sempre pensando, lendo experimentando e isso é bom.

O duro de tudo isso é que a ansiedade fica “topada” e isso gera um nevoeiro mental: dúvidas e mais dúvidas surgem, requerem mais conhecimento e geram mais dúvidas, requerem mais conhecimentos e mais tomada de decisão. É muito difícil ser ansioso e querer não errar nas decisões.

Passei os últimos anos estudando para concursos. Tive um bom retorno. Se não fosse isso, certamente eu e minha família estaríamos passando fome hoje, mas nossa situação é de estabilidade. Continuo estudando, mas os investimentos meio que estão dividindo a minha atenção. Toda hora eu olho o maldito home broker e o pior é que eu sei que isso é uma merda. Está me atrapalhando muito. É como se esse dinheiro fosse uma maldição, só mais um fator de ansiedade.

Para diminuir a ansiedade, parei de contar calorias (meu resultado físico piorou), parei de contar copos de água (meu resultado físico e mental pioraram), parei de estudar e resolver questões marcialmente (meu resultado nos concursos devem piorar). Agora, se eu conseguisse diminuir minhas idas ao home broker, meus questionamentos sobre minhas opções de quais ações escolher, certamente minha performance em todas as outras áreas irá melhor, até mesmo na área de investimentos, uma vez que vou parar de girar. É o melhor custo benefício de todos!

O pior que tenho plena ciência de que quanto menos se mexe, melhor. O foco tem que ser na seleção dos ativos e, depois, deixar os meninos performarem. Me recuso a aceitar que o preço não importa. Importa sim! Todavia, acho que o Bastter tem razão em boa parte do que diz, principalmente quando diz que devemos focar no aumento da renda, investir em valor e na família e coisas desse tipo. Cara, a vida ficou muito mais difícil com essa merreca que eu tenho investida. Isso deveria ser uma melhora de vida e não piora.

Preciso parar de dividir a minha atenção entre investimentos e o estudo para concursos. Estudar para concurso é que vai me trazer o maior retorno. Disso eu não tenho dúvidas. Quando eu conseguir ser auditor fiscal, consigo aumentar meu consumo mesmo poupando 50% da minha renda líquida. Já pensou? Viver melhor e ainda poupar 50%. Que sonho! Preciso largar grupos de investimentos, livros de investimento, pensamentos sobre investimentos e ficar no aumento da renda.

Poupando 50% do salário de um auditor, consigo dobrar o patrimônio investido em cerca de 1 ano. Não faz sentido dividir o meu tempo entre “cuidar dos investimentos” e aumentar a renda. Ora, se eu investir no ABEV3 terei preocupação? Se eu investir em GRND3 terei preocupação? ITSA3? BBDC3? ODPV3? QUAL3? Não quero ficar acompanhando demonstrações financeiros, releases, blá blá blá. Isso é coisa para quem não tem o que fazer. Agora, eu preciso aumentar a minha renda.

A partir do momento que eu for auditor, ai sim poderei me preocupar com os vários livros que sonho em ter tempo de ler: o investidor inteligente, ações comuns lucros extraordinários, ações para o longo prazo, margin of safety e outros tantos. Cara, será ótimo. Mas primeiro, aumentar a renda! Por enquanto, o que faço com esses tickers todos? Não tenho a mínima ideia. Só sei que preciso ficar leve pra focar nos estudos.

Mês que vem estarei de férias, preciso arrumar um jeito de focar 100% nos estudos. O concurso da receita deve sair em breve e não posso mais perder tempo. Temo que minha performance não seja suficiente, principalmente na redação. Um dos objetivos do blog foi o aprimoramento da escrita. Notei que dei um salto, embora ainda seja péssimo. Agora, falta adaptar o estilo de escrita para o mundo dos concursos: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Enfim, muitas coisas na cabeça. Preciso diminuir o ritmo do envolvimento com o mundo dos investimentos e deixar tudo no piloto automático, afinal, já tenho um trabalho, sou servidor público. Não posso arrumar outro de “analista de empresas”. Quando eu não precisar mais estudar para concursos, terei o prazer em focar mais e ter uma rentabilidade maior.

 

Como analisar Balanço Patrimonial – Parte 1 – Estudo de caso VIVT3

Após o término de posts sobre demonstração de resultado do exercício, fiquei em dúvida sobre escrever sobre balanço patrimonial ou demonstração de fluxo de caixa. Cara, fiquei muito tentado por falar de caixa, mas percebi que, didaticamente, era melhor começar pelo balanço, uma vez que vários indicadores financeiros dependem de itens do balanço.

Esse primeiro post falarei um pouco do que é o balanço patrimonial, o que é ativo, passivo e patrimônio líquido e sobre a equação do balanço patrimonial. Mostrarei como analisar de forma básica no site fundamentus e, conforme formos avançando. Falaremos sobre tópicos mais avançados.

Conceito de Balanço Patrimonial

Balanço patrimonial é a demonstração contábil que evidencia os recursos controlados pela entidade, bem como a origem financeira para sua produção ou aquisição desses recursos. Que demais! Vou até dar uma acentuada nesse conceito.

Balanço patrimonial é a demonstração contábil que evidencia os recursos controlados pela entidade, bem como a origem financeira para sua produção ou aquisição desses recursos.

Os recursos controlados são os ativos e a origem de tais recursos formam os passivos totais da entidade. Um balanço patrimonial, visualmente, é representado da seguinte forma:

ATIVOS

Do lado direito são representados em forma de lista todos os recursos da entidade, incluindo: conta bancária, veículos, máquinas, aplicações financeiras, imóveis, investimentos em outras entidades e outros recursos.

PASSIVOS TOTAIS

Do lado esquerdo permanecem, também em forma de lista, a origem de todos os recursos utilizados para a aquisição dos ativos. Uma parte do passível pode ser cobrada da empresa e outra não, esta é conhecida como patrimônio líquido.

Aplicação – Estudo de Caso VIVT3

No primeiro momento, pensei em estender vários conceitos de forma bem detalhada. Todavia, para o investidor, pode não ser tão interessante. O foco é pegar a ideia geral para analisar as ações e a fim de analisar as ações. Então, vamos nessa. No site fundamentus, podemos abrir o balanço de VIVT3 de forma gráfica e evolutiva.

vivt3_ativo

Aqui é possível observar que o ativo deu saltos quantitativos nos anos de 2011 e 2015. Tal fato tende a levar a companhia a ter uma maior possibilidade de gerar riquezas, embora também necessite de mais recursos. A aquisição e manutenção desses ativos só é possível de três formas: aumento do patrimônio líquido, aumento de dívida (passivo) ou aumento do patrimônio líquido.

Em outras palavras, se o ativo aumento, ou houve aumento de dívida ou o aumento do patrimônio líquido. De outra forma, se os ativos diminuíram ou diminuíram-se as dívidas ou diminuiu o patrimônio líquido.

Essa certeza se deve ao fato de existir uma equação fundamental. Ela afirma que o ativo é igual a soma dos passivos (dívidas) com o patrimônio líquido (Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido). Ou seja, como eu havia dito, para subir o ativo, pelo menos um de seus componentes deve ter subido.

vivt3_pl

 Acima temos o patrimônio líquido daVIVT3. Mas que coincidência! Veja que aumentou nos mesmos moldes que o ativo. O fundamental é o entendimento de como o PL aumenta. Pois bem, as duas principais formas do PL aumentar é aumentando o lucro ou realizando novas emissões.

Isso se deve ao fato de que o pl é o patrimônio dos sócios da empresa e ele vem dos lucros e de novas emissões, fortalecendo a entidade. As dívidas são diferentes. Esse dinheiro terá que ser devolvido a terceiros que tem como única intenção lucrar juros com a empresa. Para descobri a dívida com terceiros basta subtrair do ativo o patrimônio líquido. Lembra da equação?

Passivo = Ativo – Patrimônio Líquido

Passivo é dívida. Utilizei o termo próprio para já familiar os não acostumados. Em nosso contexto, os passivos deVIVT3 somam cerca de R$ 30.000.000.000,00, uma vez que o ativo está em R$ 100.000.000.000,00 e o pl em R$ 70.000.000.000,00. No fundamentus consta uma dívida bruta bem menor, uma vez que nem todo passivo é uma dívida financeira, por que há outros tipos de passivos como salários, serviços a pagar e outras depesas.

Em outras palavras, nem todo passivo é uma dívida financeira e, portanto, nem sempre ensejará a cobrança de juros. A análise deve ter ciência do que se quer aferir dívidas financeiras ou dívidas em geral, que são chamadas de obrigações ou passivos.

Resumo

Bem, ativo é tudo que a empresa tem para gerar renda como carteira de clientes, imóveis, veículos, caixa, aplicações financeiras, máquinas, estoques e afins. Os recursos para a aquisição desses ativos devem vir de algum de dois lugares: patrimônio líquido ou passivo. O patrimônio líquido é o “dinheiro dos sócios”, enquanto que o passivo são obrigações, mas nem todas elas são financeiras. Então, fique atento.

Aporte #9/360 e Minhas Sardinhagens

Desculpem a ausência. Estou estudando muito para os concursos de auditor fiscal. Sinto que meu cérebro sairá por algum buraco no meio da minha cabeça. Depois que meu patrimônio aumentou, meu nível de ansiedade aumentou bastante. Fico com a sardinhagem de achar que vou ganhar mais com determinado papel e giro.

Sinto que fiz boas trocas até o momento e que agora a carteira está se estabilizando, ficando em um formato que me agrada. Sei analisar as demonstrações contábeis e, então, consigo perceber se uma empresa é saudável ou não, bem como sou capaz de alisar indicadores financeiros. Conjugo essa análise com os critérios do Bazin: empresas com dívidas em níveis aceitáveis e consistência na distribuição de dividendos. Também por isso gosto de FIIs: proventos.

Neste mês, meu aporte foi de pouco mais de R$ 600,00. Fiz a reserva do VISC11, que é um FII de shopping que possui participação em vários imóveis e uma boa diversificação geográfica. Com a queda da taxa de juros e uma boa perspectiva da economia, ainda que meramente subjetiva, espero bons proventos e um bom cap. rate. Estou ansioso para saber o quanto o fundo conseguiu captar e o que irá fazer com o recurso: se vai pagar dívidas ou adquirir mais imóveis. Caso performe bem, deve ser um dos principais ativos da carteira nos próximos anos.

Ativo Quantidade Preço Unitário(R$)
VISC11 6 100,10

É certo que estamos em um bull market, mas o problema é resolver a questão: até quando? A renda variável vem apresentando um desempenho amplamente superior ao CDI. Então, estou aumentando minha exposição paulatinamente, quando vejo oportunidades. Gostei bastante de Sanepar e quando caiu por causa da desmontagem de posição de tubarões, ele caiu e eu comprei. Afinal, a sardinha pode se alimentar dos restos dessas criaturas imensas e ainda sim se dar bem.

Até o próximo post, provavelmente, terei zerado minha exposição à renda fixa. Pretendo não me expor mais a esse tipo de ativo: é muito monótono para mim. No futuro, no máximo papéis atrelados ao IPCA. Selic servirá apenas para capitalizar o suficiente para comprar ativos de um valor incompatível com meus aportes.

Outrossim, percebo que venho performando bem. Acredito que o próximo passo é cotificar a carteira, pois utilizar a taxa interna de retorno daria um trabalho muito grande, coisa que não quero pra mim. Investir não só nos aproximas da liberdade real, como também nos diverte e nos entretêm. A cada dia aumenta a minha satisfação com investimentos.

Talvez alguém possa dizer: ele só pensa assim por que estamos em um bull market. Na verdade, não. Atualmente, foco em duas coisas: aumentar o número de papéis e a renda média mensal. Claro, ninguém aprecia ver seu patrimônio ser diminuído e adorei quando em questão de minutos minha carteira aumento R$ 2.000,00 pela subida de +8% de sapr3, mas não é o meu principal foco. De fato, mal posso esperar a próxima crise. Comprar papéis como GRND3 e QUAL3 próximos do valor patrimonial, já pensou?

Lembro quando GRND3 estava valendo a metade de agora: eu não tinha nenhum real no bolso e ficava olhando e orando para ter algum dinheiro antes que subisse, pois eu sabia do potencial. Infelizmente, não deu tempo. Ano retrasado, salvo engano, eu também olhava QUAL3 com olhos brilhantes. Não deu. Acredito, sem muita objetividade, que estamos em um bull market que permanecerá por alguns anos. Então, vamos surfando.

A carteira agora é o que está a baixo. Como disse, ainda estou formatando a carteira. Atualmente minhas dúvidas são: Pesando todos os fatores que acredito serem importantes, GEPA3 pode valer a pena? SAPR3 realmente é a opção que eu penso que é? Será que o EBITDA da UNIP3 vai explodir? Será que UNIP3 merece maior participação na carteira? Introduzo HGBS11 e HGLG11? Enfim, desculpe a minha sinceridade, mas é que sou sardinha todo.

Ativo Quantidade
Tesouro SELIC 2,51
ABCP11 59
FFCI11 16
FIGS11 24
FIIP11B 23
GEPA3 200
GGRC11 30
ITSA3 1.000
KNRI11 14
SAPR3 1.200
UNIP3 200

Como avaliar empresas pelas margens bruta e EBIT – CGRA3 – Análise de Demonstrações Contábeis #10/10

Chegamos ao último post da série sobre Demonstração do Resultado do Exercício com muita satisfação e conhecimento adquirido. Aprendi bastante escrevendo sobre o assunto. Com o conhecimento maturado, aprendi a avaliar se entraria ou não em uma empresa e me sinto satisfeito.

Outrossim, tenho plena ciência de que há muitos outros assuntos sobre tal temo que poderiam ser tratados, mas para que não fique enfadonho e mesmo para que possamos desenvolver outro tema, resolvemos dar seguimento e falar de outra demonstração contábil. Acredito que pedagogicamente o certo seria seguirmos para o Balanço Patrimonial, mas estou com muita vontade de seguir para a Demonstração de Fluxo de Caixa, tendo recebido até mesmo pedido de leitores para que eu fale sobre DFC. Dúvida cruel!

Bem, o tema do post é o impacto das despesas administrativas sobre as margens. Tive essa ideia quando fui analisar as margens da Grazziotin. O gráfico me chamou atenção e resolvi falar sobre o tema. O post é bem simples, como todos os outros. Todavia, entendo ser um ótimo para entender como as margens funcionam.

Conforme evidenciamos em vários de nossos posts, basicamente, a margem bruta leva em consideração o retorno com relação ao custo dos produtos, enquanto que na margem EBIT, o retorno com relação ao custo dos produtos e às depesas administrativas/operacionais. Ou seja, a diferença é que a margem EBIT leva em consideração as depesas administrativas e operacionais.

graficos3

As margens acima dizem respeito à Grazziotin (CGRA3). Perceba que enquanto a margem bruta está subindo, a margem EBIT está caindo. Após a explicação do parágrafo anterior, fica fácil imaginar o porquê. Ora, houve uma aumento da eficiência com relação ao custo dos produtos vendidos, mas as despesas administrativas encareceram seja por conta do aumento do número de pessoal, seja por aumento de salários, enfim.

Caso a margem bruto não tivesse aumentado, o impacto no lucro seria considerável. Na forma atual, houve um equilíbrio. A margem EBIT caiu, mas foi compensada pela subida da margem bruta. Situação equilibrada.

Agora, como forma de exercitar o entendimento. Vejamos a imagem abaixo. Tente interpretar o porquê dos comportamentos dessas margens e suas consequências. Lembrando que o traço azul é a margem bruta e o verde, a EBIT.

margens_tipos

Tentei ilustrar várias possibilidades nas evoluções das margens. O tipo (d) é o que está mais próximo às margens da Grazziotin. O tipo (c) me lembra bem a margem da Cielo. Enfim, podemos fazer uma comparação com várias empresas. Entretanto, mais importante é entender.

Em (a), (b) e (c), percebemos que não há uma dissociação das margens Bruta e EBIT. Isso quer dizer que houve uma alteração no preço do produto para cima (a) ou para baixo (c). Até mesmo a manutenção dos preços (b).

Já no caso de (d) e (e), temos uma discrepância. Em (d), temos o caso de aumento de despesas administrativas/operacionais somada a uma aumento do preço de venda dos produtos ou diminuição dos custos dos mesmos. Em (e), o cenário é inverso. Há uma diminuição do preço ou aumento dos custos conjugados com uma diminuição drástica das despesas administrativas/operacionais.

Outrossim, torno a reforçar: entenda e reflita! Assim, chegaremos à sabedoria. Obrigado por acompanhar a série até aqui. Em breve devo estar começando a séria de fluxo de caixa ou de balanço patrimonial. Espero aprender bastante. Obrigado!

Aporte #8/360

Olá! Quem acompanha o blog sabe que eu dei uma sumida. Estou resolvendo várias questões pessoais. Meu filho começou a ir pra escola, minha filha nasceu e agora está doentinha. Estou aprendendo a investir com um volume maior de dinheiro na marra, uma vez que recebi parte de uma ação que movi contra a seguradora Sul América por ter pagado o seguro, que eu era beneficiário, para a outra pessoa. Enfim, muita coisa acontecendo. Não estou conseguindo estudar, nem ir pra academia, nada…

A carteira aumentou um pouco justamente pela grana que recebi. Seguindo o Plano de Ação de 2017, paguei várias dívidas e deixei outras para serem finalizadas. Estou bem com o orçamento bem mais estável. Tenho ciência de que não consegui isso sozinho, essa ação judicial, fruto de um seguro que meu falecido pai me deixou me ajudou tremendamente. Entretanto, sei que se eu tivesse esse dinheiro antes, eu o teria gastado em vão.

Aporte #8

Como equilibrei minhas finanças, aumentei meu aporte para 10% da minha renda. Dessa forma, acredito conseguirei acelerar a chegada à terra prometida.

Ativo Quantidade Preço Unitário(R$)
FFCI11 3 176,51
ABCP11 5 17,20

Meu racional, no FFCI11, foi o simples fato de ele ter sido o único ativo da carteira que teve uma queda no dia. Já o ABCP11, eu o utilizo como uma espécie de reserva de valor. O que sobra, coloco lá. Quando preciso de algum trocado para inteirar a compra de algum ativo, recorro a essa reserva.

Agora a carteira está mais recheada. Já fiz o que todos recomendam não fazer: girei várias vezes. É quase inevitável. É mais forte que eu. Quando vejo uma valorização logo penso que vai desabar e realizo o lucro.

Segue a carteira simplificada. Não tenho tido tempo para firulas. No futuro, pretendo cotificar meu patrimônio, comparar com a inflação e fazer mais melhorias no post de aporte/fechamento.

Ativo Quantidade Preço Unitário (R$)
Tesouro SELIC 4,02 9.058,13
ABCP11 44 17,38
FFCI11 16 178,50
FIGS11 17 80,20
FIIP11B 23 187,99
GGRC11 30 119,29
KNRI11 14 150,55
EGIE3 190 36,94
GRND3 200 28,00
ITSA3 630 10,29
SAPR3 500 9,21

Outra coisa, resolvi tirar meu imóvel daqui por não ser um ativo financeiro. Abraço! Sigamos com fé!