O pequeno grande aporte #11/360. Welcome to Blockchain

Hoje fiz coisas que queria fazer desde o início do ano: me cadastrei em uma corretora de Bitcoin e fiz minha primeira compra: pouco mais de 0,003 BTC, que corresponde à R$ 100,00. Agora também sou moderno! Embora a minha rentabilidade tenha sido negativa nesse primeiro dia, estou muito esperançoso com o ano de 2018.

Conforme o Bitcoin vá se popularizando e recebendo o suporte de empresas do setor financeiro, mas ele vai se tornando a criptomoeda padrão, ou melhor, mais ele se mantém como padrão, já que possui mais da metade do market cap. das criptomoedas.

Digo o pequeno grande aporte por que acredito no potencial do Bitcoin, bem como acredito que o bonde ainda não tenha passado, mas está apitando chamando seus últimos passageiros, pois não quer deixar ninguém para trás. Por enquanto, tenho chance de perder R$ 100,00 ou de obter R$ 1.000,00. Esse é o meu target, 10x em 2018.

Mexi bastante na carteira esses dois últimos meses. Fiz muita sardinhada, mas pra minha sorte e para evitar a ira de minha esposa, fiz tudo certo e sempre tive algum proveito. Porém, mesmo me esforçando, parece ser quase impossível alcançar a independência financeira, então é ai que o Bitcoin entra: minha chance de acelerar o alcance.

 

Ativo Quantidade
Bitcoin 0,003
ABCP11 336
EGIE3 300
FFCI11 16
FIIP11B 23
FLRY3 200
GGRC11 30
IRBR3 300
ITSA3 1.000
ODPV3 600
SAPR3 (indo para SAPR11) 1.000
VISC11 9
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Bitcoin: Você precisa ter um!

Há alguns meses atrás, estava conversando com um grande amigo. Uma pessoa de extrema inteligência. Ele dizia-me que havia vendido um lote que estava financiado e que seu pai havia brigado muito com ele por que era assim que ele mesmo adquirira um bom nível de vida e ele deveria fazer o mesmo: acumular imóveis.

Meu pai seguiu o mesmo caminho e conseguiu até bastante coisas. Funcionou para ambos a mesma fórmula: acumular imóveis para renda ou para ganho de capital, no caso de lotes. Lembro também uma colega que disse que o pai havia comprado lotes por mixaria e, alguns anos depois, cada lote valia mais de R$ 1.000.000,00. Eu mesmo já vi isso acontecer diante os meus olhos.

Se você chega em uma cidade que está no início de sua fundação, você pode comprar qualquer imóvel por um salário e receber troco. Já vi várias cidades no início, algumas crescem, outras “encruam” como diz minha sogra. Nas cidades que encruam, nem adianta tentar vender, sendo bem melhor esquecer que algum dia colocou algum trocado que seja nela. Porém, se a cidade crescer, você tirou a sorte grande! Olhe-se no espelho e diga: o mais novo milionário deste país!

Hoje, vejo uma oportunidade semelhante, mas não está sobre a terra, não tem matéria, é algo incipiente: o Bitcoin. Há alguns anos custava alguns poucos reais, eu vi valendo R$ 3.000,00 e hoje, no bitvalor.com está cotado em R$ 26.000,00. Vi o Viver de Construção dizendo em algum post de seu blog que já havia perdido o bonde. Certamente ele tem mais conhecimentos que eu, mas devo discordar. Acredito que o bonde está aguardando seus passageiros para uma bela viagem.

Acredito que a criptomoeda continuará sua escalada ascendente por muito tempo em escala logarítmica. Lembro que quando um país da América do Sul, salvo engano é a Venezuela, começou a sofrer com um cenário hiperinflacionário, boa parte dos cidadãos começaram a utilizar o Bitcoin como reserva de valor e a consequência foi a valorização expressiva da criptomoeda em meados de 2017.

Agora, em Zimbábue, as forças armadas tomaram o poder no país, o que ensejou uma valorização gigantesca da criptomoeda no país e arrastou uma valorização mundial, uma vez que a oferta da moeda é mundial, livre, digital, virtual, não tem fronteiras ou barreiras.

Crises no Zimbábue e na Venezuela mostram poder do Bitcoin como o “ouro digital” – Infomoney, 17 nov, 2017

E se um grande país iniciar um uso massivo da criptomoeda, onde ela não irá chegar? No Brasil, estima-se que menos de 1% da população invista em ativos financeiros. Aparentemente, nem a metade disso possui criptomoedas. Quando esse cenário mudar, acredito em uma crescente explosão da moeda digital.

É um caso econômico básico: oferta e demanda. Enquanto só existem 21 milhões de Bitcoins no mundo, a demanda cresce, engendrando a valorização. Caso eu esteja errado e essa “cidade” não seja a que vai florescer, certamente perderei algum dinheiro. Entretanto, caso eu esteja certo, farei a alegria de meus cabelos brancos quando eles chegarem, bem como a de minha descendência.

Obviamente não posso utilizar R$ 20.000,00 para comprar um Bitcoin, mas posso aportar mensalmente para ir comprando frações de Bitcoin. Por um momento me peguei pensando: e se ele valorizar tanto que com meus aportes eu nunca consiga comprar um Bitcoin inteiro? Logo eu pensei: ÓTIMO!!! Estou rico com meio Bitcoin! 🙂

Já escrevi um post técnico sobre o assunto aqui no blog, mas me senti na obrigação de falar sobre isso. Semana que vem faço a minha primeira compra de Bitcoin. Comprarei bem pouco apenas para fazer um teste: comprar e transferir para minha carteira, bem como fazer backup das palavras chaves para posterior recuperação em caso de perda. Durante o ano de 2018, pretendo aportar basicamente em criptomoedas.

Espero que essa cidade chamada Blockchain floresça. Se quiser comentar sobre alguma experiência ou dúvida. Fique à vontade.

 

Aporte #9/360 e Minhas Sardinhagens

Desculpem a ausência. Estou estudando muito para os concursos de auditor fiscal. Sinto que meu cérebro sairá por algum buraco no meio da minha cabeça. Depois que meu patrimônio aumentou, meu nível de ansiedade aumentou bastante. Fico com a sardinhagem de achar que vou ganhar mais com determinado papel e giro.

Sinto que fiz boas trocas até o momento e que agora a carteira está se estabilizando, ficando em um formato que me agrada. Sei analisar as demonstrações contábeis e, então, consigo perceber se uma empresa é saudável ou não, bem como sou capaz de alisar indicadores financeiros. Conjugo essa análise com os critérios do Bazin: empresas com dívidas em níveis aceitáveis e consistência na distribuição de dividendos. Também por isso gosto de FIIs: proventos.

Neste mês, meu aporte foi de pouco mais de R$ 600,00. Fiz a reserva do VISC11, que é um FII de shopping que possui participação em vários imóveis e uma boa diversificação geográfica. Com a queda da taxa de juros e uma boa perspectiva da economia, ainda que meramente subjetiva, espero bons proventos e um bom cap. rate. Estou ansioso para saber o quanto o fundo conseguiu captar e o que irá fazer com o recurso: se vai pagar dívidas ou adquirir mais imóveis. Caso performe bem, deve ser um dos principais ativos da carteira nos próximos anos.

Ativo Quantidade Preço Unitário(R$)
VISC11 6 100,10

É certo que estamos em um bull market, mas o problema é resolver a questão: até quando? A renda variável vem apresentando um desempenho amplamente superior ao CDI. Então, estou aumentando minha exposição paulatinamente, quando vejo oportunidades. Gostei bastante de Sanepar e quando caiu por causa da desmontagem de posição de tubarões, ele caiu e eu comprei. Afinal, a sardinha pode se alimentar dos restos dessas criaturas imensas e ainda sim se dar bem.

Até o próximo post, provavelmente, terei zerado minha exposição à renda fixa. Pretendo não me expor mais a esse tipo de ativo: é muito monótono para mim. No futuro, no máximo papéis atrelados ao IPCA. Selic servirá apenas para capitalizar o suficiente para comprar ativos de um valor incompatível com meus aportes.

Outrossim, percebo que venho performando bem. Acredito que o próximo passo é cotificar a carteira, pois utilizar a taxa interna de retorno daria um trabalho muito grande, coisa que não quero pra mim. Investir não só nos aproximas da liberdade real, como também nos diverte e nos entretêm. A cada dia aumenta a minha satisfação com investimentos.

Talvez alguém possa dizer: ele só pensa assim por que estamos em um bull market. Na verdade, não. Atualmente, foco em duas coisas: aumentar o número de papéis e a renda média mensal. Claro, ninguém aprecia ver seu patrimônio ser diminuído e adorei quando em questão de minutos minha carteira aumento R$ 2.000,00 pela subida de +8% de sapr3, mas não é o meu principal foco. De fato, mal posso esperar a próxima crise. Comprar papéis como GRND3 e QUAL3 próximos do valor patrimonial, já pensou?

Lembro quando GRND3 estava valendo a metade de agora: eu não tinha nenhum real no bolso e ficava olhando e orando para ter algum dinheiro antes que subisse, pois eu sabia do potencial. Infelizmente, não deu tempo. Ano retrasado, salvo engano, eu também olhava QUAL3 com olhos brilhantes. Não deu. Acredito, sem muita objetividade, que estamos em um bull market que permanecerá por alguns anos. Então, vamos surfando.

A carteira agora é o que está a baixo. Como disse, ainda estou formatando a carteira. Atualmente minhas dúvidas são: Pesando todos os fatores que acredito serem importantes, GEPA3 pode valer a pena? SAPR3 realmente é a opção que eu penso que é? Será que o EBITDA da UNIP3 vai explodir? Será que UNIP3 merece maior participação na carteira? Introduzo HGBS11 e HGLG11? Enfim, desculpe a minha sinceridade, mas é que sou sardinha todo.

Ativo Quantidade
Tesouro SELIC 2,51
ABCP11 59
FFCI11 16
FIGS11 24
FIIP11B 23
GEPA3 200
GGRC11 30
ITSA3 1.000
KNRI11 14
SAPR3 1.200
UNIP3 200

Aporte #8/360

Olá! Quem acompanha o blog sabe que eu dei uma sumida. Estou resolvendo várias questões pessoais. Meu filho começou a ir pra escola, minha filha nasceu e agora está doentinha. Estou aprendendo a investir com um volume maior de dinheiro na marra, uma vez que recebi parte de uma ação que movi contra a seguradora Sul América por ter pagado o seguro, que eu era beneficiário, para a outra pessoa. Enfim, muita coisa acontecendo. Não estou conseguindo estudar, nem ir pra academia, nada…

A carteira aumentou um pouco justamente pela grana que recebi. Seguindo o Plano de Ação de 2017, paguei várias dívidas e deixei outras para serem finalizadas. Estou bem com o orçamento bem mais estável. Tenho ciência de que não consegui isso sozinho, essa ação judicial, fruto de um seguro que meu falecido pai me deixou me ajudou tremendamente. Entretanto, sei que se eu tivesse esse dinheiro antes, eu o teria gastado em vão.

Aporte #8

Como equilibrei minhas finanças, aumentei meu aporte para 10% da minha renda. Dessa forma, acredito conseguirei acelerar a chegada à terra prometida.

Ativo Quantidade Preço Unitário(R$)
FFCI11 3 176,51
ABCP11 5 17,20

Meu racional, no FFCI11, foi o simples fato de ele ter sido o único ativo da carteira que teve uma queda no dia. Já o ABCP11, eu o utilizo como uma espécie de reserva de valor. O que sobra, coloco lá. Quando preciso de algum trocado para inteirar a compra de algum ativo, recorro a essa reserva.

Agora a carteira está mais recheada. Já fiz o que todos recomendam não fazer: girei várias vezes. É quase inevitável. É mais forte que eu. Quando vejo uma valorização logo penso que vai desabar e realizo o lucro.

Segue a carteira simplificada. Não tenho tido tempo para firulas. No futuro, pretendo cotificar meu patrimônio, comparar com a inflação e fazer mais melhorias no post de aporte/fechamento.

Ativo Quantidade Preço Unitário (R$)
Tesouro SELIC 4,02 9.058,13
ABCP11 44 17,38
FFCI11 16 178,50
FIGS11 17 80,20
FIIP11B 23 187,99
GGRC11 30 119,29
KNRI11 14 150,55
EGIE3 190 36,94
GRND3 200 28,00
ITSA3 630 10,29
SAPR3 500 9,21

Outra coisa, resolvi tirar meu imóvel daqui por não ser um ativo financeiro. Abraço! Sigamos com fé!

Dívida Líquida/EBITDA. Um estudo sobre o nível de endividamento de empresas – DRE #9/10

Quando analisamos empresas, um ponto chave é o seu nível de endividamento, uma vez que o resultado financeiro pode transformar um bom desempenho operacional em prejuízo. Veremos um pouco de história para entender o porquê de  o múltiplo dívida líquida por EBITDA é o mais importante indicador endividamento. Coloquei este tópico junto com outros sobre DRE por utilizar o conceito de EBITDA.

Com a Revolução Industrial (1.760-1.840), tivemos uma revolução na produção de bens de consumo. Anteriormente, a produção era artesanal e acabava que cada um era dono do que produzia e podia comercializar por si. A partir da revolução, os donos do capital puderam adquirir maquinário e contratar pessoas para trabalhar. Só havia duas opções: produzir artesanalmente e vender por si, o que ensejaria uma renda imprevisível, ou trabalhar para os capitalistas.

Nessa época, o valor da empresa estava intrinsecamente ligada a seu ativo imobilizado: suas máquinas, galpões destinados à produção e veículos de transporte e, portanto, para se estudar o endividamento dessas indústrias, bastava comparar seu nível de endividamento com o seu valor patrimonial (VPA).

Entretanto, a última revolução transformou o patrimônio em algo, por vezes, secundário. Vivemos na era da revolução da informação. Uma época em que comumente a informação é o próprio patrimônio, a própria fonte de renda e o próprio recurso. Comparar a dívida de uma entidade com o seu patrimônio pode ser algo tolo de se fazer em certos contextos.

Nesses casos, o indicador mais utilizado certamente é o (Dívida Líquida)/EBITDA. No livro FAÇA FORTUNA COM AÇÕES, pág. 61, Décio Bazin afirma que aprendeu duas grandes lições em um livro chamado AÇÕES & PRECAUÇÕES – de Gerard Haentzschel:

  1. Para investir no mercado acionário ninguém precisa saber mais do que as quatro operações aritméticas; e
  2. Um investimento vale pelo rendimento que proporciona.

O indicador de endividamento proposto atende justamente essa ideia. Pois bem, vamos analisar a fórmula. A forma como se calcula o EBITDA já foi detalhada no post sobre o tema. No entanto, o cálculo da dívida líquida será explicado a seguir.

Dívida Líquida = Dívida Bruta – Caixa ou equivalente de caixa

Dívida Bruta é, em termos simples, tudo que entidade deve a seus fornecedores, investidores, debenturistas, empregados e outros interessados e é caixa ou equivalente todo dinheiro em caixa, valores em conta corrente, títulos imediatamente convertidos em dinheiro e similares. Ou seja, a dívida líquida é a dívida bruta menos as disponibilidades imediatas da empresa em termos matemáticos.

Não significa que para o conceito de dívida líquida ter validade, a empresa terá que realmente amortizar parte de suas dívidas com o seu caixa, mas apenas uma avaliação que atenua a dívida, pois há recursos para isso.

Como o próprio nome do múltiplo sugere, para se calcular esse indicador basta dividir a dívida líquida pelo EBITDA.

Nível de Endividamento = Dívida Líquida / EBITDA*

O EBITDA representa o resultado operacional da empresa, ou seja, o que ela conseguiu gerar de valor agregado. Então, o indicador representa quantos exercícios seriam necessários para pagar a dívida desconsiderando outros fatores, notadamente, os impostos. Agora, aplicaremos esse indicador a algumas empresas para fins de consolidação do entendimento. Alguns dos dados serão retirados do site OCEANS14, enquanto que outros do Fundamentus.

*Considera-se o EBITDA acumulado dos últimos 12 meses.

Estudo de endividamento de TRPL4 e TAEE11

É interessante ressaltar que os múltiplos são melhor aplicado na comparação intrassetorial, uma vez que comparar empresas de setores diferentes pode gerar um entendimento problemático do nível de endividamento da empresa. TRPL4 e TAEE11 foram os papéis escolhidos nesta seção e ambos são do subsetor de transmissão de energia elétrica.

Código Dív. Brt. Disp. Dív. Líq. EBITDA* Nv. End.
TRPL4 1.288 259 1.029 7.967 0,13x
TAEE11 3.412 84 3.328 883 3,76x

*Por questão de praticidade, utilizei o EBIT no lugar do EBITDA (não precisei fazer cálculos para obter).

No quesito endividamento, fica evidente que TAEE11 está em um nível de endividamento superior ao da TRPL4. Entretanto, sabe-se que ela não está em uma situação muito grave devido o seu contexto. Ademais, utilizamos o EBIT no denominador, que é menor que o EBITDA. Caso utilizado o EBITDA, o múltiplo de ambas as empresas seriam menores. Entretanto, para fins de comparação, mantivemos a simetria.

Considerações Finais

 É muito comum o entendimento de que um múltiplo dívida líquida / EBITDA se situa em faixas:

  • O endividamento <= 2x é confortável;
  • O endividamento > 2x e < 3,5x é aceitável; e
  • O endividamento > 3,5x é considerado preocupante.

No entanto, cada empresa tem o seu contexto, mais do que avaliar o nível de endividamento da empresa que está sendo estudada com as concorrentes do setor, é acompanhar o endividamento, os motivos dele, as aplicações dos recursos, bem como a composição da dívida.

No mundo dos investimentos, não há fórmulas infalíveis. Utilize o indicador com parcimônia. Abraço!

Imposto de Renda em FIIs – Como declarar e pagar

Recentemente, vendi o fundo BRCR11 por R$ 106,00 quando o  havia comprado por R$ 96,66. Os fundamentos do FII, na minha visão, estavam péssimos. Senti um alívio, mas veio a ressaca: como declarar e pagar o IR da venda desse fundo de investimento imobiliário?

Encontrei várias alternativas na internet, das mais extensas, que chegavam a criar um monstro para vender solução, às mais concisas, que eram concisas demais. Então, optei por fazer um resumo, nem tão resumido assim, que me ajudasse nessas tarefas. Aqui vai.

Como declarar o Imposto de Renda nos FIIs

Eu conheço 3 formas de se ganhar dinheiro com FIIs: recebendo proventos, recebendo amortizações e vendendo a cota por preço superior ao de compra. Detalharei cada uma dessas formas. Porém, antes disso, acentuo que deve ser registrada a propriedade de FIIs quando da declaração anual do imposto de renda. No programa de declaração da Receita, declare as cotas com o código 73 – Fundo de Investimento Imobiliário no menu “Bens e Direitos”.

bens e direitos

Os rendimentos mensais, quando houver, devem ser declarados no menu Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Os valores e seus códigos serão encontrados nos informes de rendimento de cada fundo imobiliário enviados pelo administrador do fundo. O ideal é que o investidor destine algum tempo a essa atividade, pois esse é um ponto sensível e requer certa precisão.

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Já no caso de amortizações, o administrador do fundo retém o imposto de renda, mas ainda sim é preciso declarar. Para declarar, o contribuinte deve acessar o menu “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. O código é o 6, “Rendimentos de aplicações financeiras”. Basta clicar naquele botão com um cifrão. Há dois campos para se preencher: Especificação e Valor. Especificação pode ser “Amortização do fundo tal”, enquanto que valor o montante amortizado.

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Como pagar o DARF na venda com lucro

No caso de venda com lucro, há a incidência de IR de 20% sobre o lucro independente de quanto ele seja. A União recolhe esses valores por meio de DARF cujo código é 6015. Para fazer o cálculo, faça o preço médio de venda menos o preço médio de compra. O valor, se positivo, deve ser declarado.

Em linhas gerais, o procedimento é o seguinte:

  1. Acessar a aplicação da receita;
  2. Selecione a opção “Pagamento”;
  3. Insira o código 6015;

No formulário há um campo de nome Principal. Aqui deve ser preenchido com o valor de imposto de renda devido. Para ter um detalhamento de como pagar o imposto, clique no link: http://blogdouo.blogspot.com.br/2014/07/como-preencher-darf-venda-de-fiis.html.

 

PEG Ratio – Quando comprar uma ação?

Primeiramente, quero registrar que este é um dos posts deste blog que valem a pena ser lidos. Então, leia até o final e, se possível, comente. Isso faz muita diferença. Seja avançado ou novato, dê uma forcinha comentando ou compartilhando. Gosto muito desse indicador e acho que pode ser útil pra você também. Vamos lá.

Eu, como estudante de ciências contábeis e amante do mundo financeiro, venho analisando demonstrações financeiras há um tempo razoável. Estou contabilidade há 2 anos e há um ano e meio estudo para ser auditor fiscal. Então, tenho uma noção, ainda que pequena, sobre demonstrações.

As demonstrações financeira dizem muito sobre a saúde financeira de uma empresa. Se as demonstrações são boas, a empresa deve ter feito o que é certo. Todavia, notei uma grande deficiência no meu conhecimento. Se você quer entender bem e não comprar errado é preciso ter a capacidade de entender de economia, do setor em que a empresa atua, analisar as demonstrações financeiras e, com isso, saber o que e quando comprar.

Quando percebi isso, até um comentário do Mestre dos Dividendos no post sobre preço médio (leia depois) acentuou essa percepção. Certo, sei avaliar se uma empresa é boa ou não, mas e por que preço comprar??? Sabe, mesmo que se compre um excelente ativo, se o preço for alto, você fez um péssimo investimento, haja vista o seu retorno ser pequeno.

Quando encontrei o PEG Ratio fiquei bastante feliz. Pela primeira vez tive a noção de um indicador que me mostrasse a luz no fim do túnel. Basicamente ele vai fazer uma avaliação sobre o potencial de retorno de uma ação, ou seja, se está na hora de comprar ou não.

O que é o PEG Ratio

PEG Ratio significa razão preço por lucro por crescimento. O famoso P/L (Preço/Lucro), em inglês, é P/E (Price/Earnings). Em outras palavras, o PEG leva em consideração três parâmetros: o preço, o lucro E a taxa de crescimento da receita e isso faz toda a diferença.

PEG = Cotação da ação / Lucro por ação / Taxa de Crescimento da Receita

Resumindo, um preço sobre o lucro baixo é interessante, mas é muito interessante levar em conta o crescimento ou decréscimo da receita. Ora, obviamente, quanto maior a taxa de crescimento da receita, maior tende a ser o lucro.

Veja, nem sempre um P/L de 10 vai ser interessante. Se a taxa de crescimento anual da receita for 0,5%, talvez essa ação não seja um bom negócio. Agora, se a taxa de crescimento for de 35%, essa pode ser uma grande compra. Veja, esse indicador não prevê o futuro, mas pode ajudar bastante.

Estudo de caso

Avaliei algumas empresas que acredito estarem saudáveis e depois apliquei esse indicador. Percebi que algumas empresas saudáveis seriam boas compras, outras nem tanto. Então, elaborei alguns exemplos. Interessante observar que todos os valores foram tirados do site fundamentus.com.br.

 Código Preço (R$) Lucro (LPA-R$) Tax. Cresc. (%) PEG Ratio*
 KROT3 14,75  1,08  39,5  0,34
 ABEV3  18,02 0,76 2,8  8,47
 ITUB3 32,28 3,10 10,2  1,02
 BBDC3 27,28 2,46 21,3  0,52
 WIZS3 18,90 0,99 16,6  1,15
 ALUP3 6,49 0,38 5,4 3,16

* O PEG foi calculado como exposto no tópico anterior.

Apenas para fins de estudo deste indicador e considerando apenas seu funcionamento e nada a mais, as melhores compras seriam KROT3 e BBDC3. Já ABEV3 e ALUP3 seriam as piores compras. Cabe registrar que escolhi somente empresas que considero excelentes. Porém, nem sempre o que queremos está no preço que acreditamos ser justo e é ai que o PEG pode ajudar na identificação dessas oportunidades.

Interessante é que quinta-feira o ITUB3 apresentava uma margem de segurança quase tão boa quanto a do BBDC3, porém essa margem desapareceu, restando apenas pagar o valor justo pela ação: quando o PEG está próximo de 1.

Enfim, enquanto não começo a estudar o valuation, pretendo fazer uso ostensivo desta ferramenta. Claro que utilizarei apenas em empresas excepcionais, ou seja, após um filtro aplicado nas demonstrações financeiras. Era isso, espero que tenha gostado. Deixe seu comentário!