Bitcoin: Você precisa ter um!

Há alguns meses atrás, estava conversando com um grande amigo. Uma pessoa de extrema inteligência. Ele dizia-me que havia vendido um lote que estava financiado e que seu pai havia brigado muito com ele por que era assim que ele mesmo adquirira um bom nível de vida e ele deveria fazer o mesmo: acumular imóveis.

Meu pai seguiu o mesmo caminho e conseguiu até bastante coisas. Funcionou para ambos a mesma fórmula: acumular imóveis para renda ou para ganho de capital, no caso de lotes. Lembro também uma colega que disse que o pai havia comprado lotes por mixaria e, alguns anos depois, cada lote valia mais de R$ 1.000.000,00. Eu mesmo já vi isso acontecer diante os meus olhos.

Se você chega em uma cidade que está no início de sua fundação, você pode comprar qualquer imóvel por um salário e receber troco. Já vi várias cidades no início, algumas crescem, outras “encruam” como diz minha sogra. Nas cidades que encruam, nem adianta tentar vender, sendo bem melhor esquecer que algum dia colocou algum trocado que seja nela. Porém, se a cidade crescer, você tirou a sorte grande! Olhe-se no espelho e diga: o mais novo milionário deste país!

Hoje, vejo uma oportunidade semelhante, mas não está sobre a terra, não tem matéria, é algo incipiente: o Bitcoin. Há alguns anos custava alguns poucos reais, eu vi valendo R$ 3.000,00 e hoje, no bitvalor.com está cotado em R$ 26.000,00. Vi o Viver de Construção dizendo em algum post de seu blog que já havia perdido o bonde. Certamente ele tem mais conhecimentos que eu, mas devo discordar. Acredito que o bonde está aguardando seus passageiros para uma bela viagem.

Acredito que a criptomoeda continuará sua escalada ascendente por muito tempo em escala logarítmica. Lembro que quando um país da América do Sul, salvo engano é a Venezuela, começou a sofrer com um cenário hiperinflacionário, boa parte dos cidadãos começaram a utilizar o Bitcoin como reserva de valor e a consequência foi a valorização expressiva da criptomoeda em meados de 2017.

Agora, em Zimbábue, as forças armadas tomaram o poder no país, o que ensejou uma valorização gigantesca da criptomoeda no país e arrastou uma valorização mundial, uma vez que a oferta da moeda é mundial, livre, digital, virtual, não tem fronteiras ou barreiras.

Crises no Zimbábue e na Venezuela mostram poder do Bitcoin como o “ouro digital” – Infomoney, 17 nov, 2017

E se um grande país iniciar um uso massivo da criptomoeda, onde ela não irá chegar? No Brasil, estima-se que menos de 1% da população invista em ativos financeiros. Aparentemente, nem a metade disso possui criptomoedas. Quando esse cenário mudar, acredito em uma crescente explosão da moeda digital.

É um caso econômico básico: oferta e demanda. Enquanto só existem 21 milhões de Bitcoins no mundo, a demanda cresce, engendrando a valorização. Caso eu esteja errado e essa “cidade” não seja a que vai florescer, certamente perderei algum dinheiro. Entretanto, caso eu esteja certo, farei a alegria de meus cabelos brancos quando eles chegarem, bem como a de minha descendência.

Obviamente não posso utilizar R$ 20.000,00 para comprar um Bitcoin, mas posso aportar mensalmente para ir comprando frações de Bitcoin. Por um momento me peguei pensando: e se ele valorizar tanto que com meus aportes eu nunca consiga comprar um Bitcoin inteiro? Logo eu pensei: ÓTIMO!!! Estou rico com meio Bitcoin! 🙂

Já escrevi um post técnico sobre o assunto aqui no blog, mas me senti na obrigação de falar sobre isso. Semana que vem faço a minha primeira compra de Bitcoin. Comprarei bem pouco apenas para fazer um teste: comprar e transferir para minha carteira, bem como fazer backup das palavras chaves para posterior recuperação em caso de perda. Durante o ano de 2018, pretendo aportar basicamente em criptomoedas.

Espero que essa cidade chamada Blockchain floresça. Se quiser comentar sobre alguma experiência ou dúvida. Fique à vontade.

 

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Diário de um Concurseiro de Férias 15.11.17

Sabemos que um vencedor não é aquele que vence todas as batalhas, mas aquele que ao final de todas elas, está vivo. Pela primeira vez na vida desisti de estudar um disciplina. Ontem, desisti de estudar Estatística. Tenho ciência de duas coisas: é uma matéria muito difícil e o material que usei era péssimo para meu  contexto.

Estatística é simplesmente a matéria mais complexa que já vi: muitas fórmulas e cada uma possui sua possibilidade de aplicação. Jesus! Veja, se fosse uma matéria que fosse fundamental, eu decoraria todas suas nuances, mas sempre cairá poucas questões sobre tal disciplina nos concursos que farei. Portanto, é de pequenez custo-benefício. Caso volte a estudar, será a última disciplina do plantel.

Ademais, o material utilizado foi péssimo para o meu contexto. Gosto muito do Exponencial Concursos, pois eles possuem um material bem sintético com muitos esquemas e questões, bem como terem o foco na área fiscal. Pra mim, são melhores que o Ponto dos Concursos e que o Estratégia Concursos. Entretanto, o material de estatística do Exponencial, que foi escrito por Fábio Amorim foi péssimo pra mim. Só percebi depois que ele não funcionaria.

Isso se deve justamente ao fato que eu gosto tanto: material resumido. Para disciplinas teóricas, faço uma leitura rápida, vejo os esquemas e já estou apto a responder dezenas de questões. No entanto, em estatística, o buraco foi mais embaixo. Nesse caso, ser sintético prejudicou o entendimento demasiado. Em estatística, na próxima tentativa, devo optar por um material mais extenso.

Outro ponto que prejudicou demais o desenvolvimento da aprendizagem foi o formato do material. Prefiro materiais que explicam um assunto e em seguida oferecem várias questões daquele assunto. Essa característica auxilia na massificação do conhecimento. O material do Fábio foi diferente: vomita toda a teoria e suas fórmulas, depois apresenta questões de assuntos variados. Em disciplinas mais simples, isso pode funcionar, mas não em estatística.

Desde ontem, comecei a estudar comércio internacional e, em dezembro, estudarei legislação aduaneira. Essa dupla pavimentará o meu caminho rumo à Receita Federal. Outrossim, no recesso, voltarei o meu foco para o concurso de Auditor Fiscal de Rondônia. Focarei apenas uma disciplina: legislação tributária do estado. Ela representa um terço da nota.

Se você tem dificuldade em alguma disciplina, não pense que seja estúpido. Mude o material, a metodologia, o ambiente ou talvez mude a disciplina, mas não desista de seu sonho. Eu não desisto. Decidi mudar o destino de minha família e escolhi este caminho. Se Deus quiser poderia algum dia reportar que fui aprovado e estou ganhando mais que o dobro de antes. Abraço!

Regime de Caixa vs. Regime de Competência. Entenda as diferenças e semelhanças.

Sabemos que os homens eram nômades e viviam buscando comida e abrigo contra intempéries e ameaças temporais. Posteriormente, começaram a se estabilizar em grandes grupos, bem como a plantar para tirar o seu sustento da terra de forma programada e possibilitando a sua permanência em uma terra específica.

Essas sociedades não eram capazes de produzir tudo o que era necessário e começaram a realizar trocas entre si, participando do surgimento do que é conhecido como comércio. Quem produzia legumes, cedia legumes para quem produzir a carne, em troca desse produto. Ontem, vi um exemplo fantasioso dessa realidade: os episódios finais da sexta temporada de The Walking Dead. Um grupo conseguia produzir muitos alimentos, mas não eram guerreiros e, então, decidiram ceder metade de seus estoques a fim de que o grupo de Rick Grimes pudesse eliminar seus inimigos.

Há registros de atividade comercial desde os registros iniciais da história: no Egito, Mesopotâmia, Babilônia e outros. Dá pedra polida até os tempos atuais. Ou seja, registrar o patrimônio e a atividade econômica é uma necessidade social que sempre existiu. Os homens começaram a registrar seu patrimônio na pedra polida, passaram para o papiro, papel e, hoje, em sistemas computadorizados integrados com a produção, gestão de materiais e outros setores/processos organizacionais.

Um exemplo bem simples de contabilização do patrimônio no mundo antigo é a de um homem que possuía ovelhas. Uma vez por mês tal homem realizava a contagem de seu rebanho: para cada ovelha que ele separava, era jogada uma pedra em um cesto. Caso houvesse mais pedras que a contagem do mês anterior, seu patrimônio havia crescido. De outra forma, seu patrimônio teria diminuído ou até mesmo se mantido. Isso é patrimônio e não dinheiro. Todo dinheiro é patrimônio, mas nem todo patrimônio é dinheiro.

Existiram momentos em que o patrimônio era majoritariamente a terra e seu cultivo. Na revolução industrial, de 1.760 à 1.840, a terra certamente tinha o seu valor, bem como os galpões industriais, mas valor maior possuíam as máquinas à vapor que ditavam a marcha da produção. Atualmente, a informação e o conhecimento possuem valor descomunal. Tudo isso é patrimônio que, por vezes geram riquezas financeiras e por vezes representam apenas fatos econômicos.

Nessa introdução, tentei evidenciar a diferença entre dinheiro e patrimônio. Terras, cultivo, animais, construções, veículos, máquinas e até mesmo o dinheiro formam o patrimônio das organizações, enquanto o seu caixa aceita apenas dinheiro ou seu equivalente. É por isso que existe um regime diferente do de caixa: registrar eventos econômicos e não apenas financeiros.

O regime de caixa é o que usamos no dia a dia e até mesmo na gestão de pequenas empresas. Funciona assim, o dinheiro sai, a saída é registrada, o dinheiro entra, a entrada é registrada. Simples assim. A gestão da sua conta bancária provavelmente é feita pelo regime de caixa. Cada salário ou benefício que recebemos representa uma entrada, enquanto que cada gasto ou pagamento que fazemos representa uma saída do caixa.

Já o regime de competência, registra eventos econômicos. Quando alguém entrega leite em troca de feijões para outra pessoa, está realizando um fato econômico, mesmo que não exista dinheiro envolvido, ou seja, não representa um fato financeiro. Agora, caso alguém troque cerveja por alguns reais, estamos frente a um evento econômico com impacto no caixa.

Enquanto o regime de caixa registre apenas a movimentação do dinheiro, o de competência evidencia todos os eventos patrimoniais. Um exemplo que utilizei para explicar para meus colegas de curso como funciona o regime de competência foi o abastecer de um carro. Quando enchemos o tanque, entregamos dinheiro e recebemos o tanque de gasolina cheio.

Desse evento, percebemos que há uma diminuição imediata no caixa: pagamento do posto de gasolina. Todavia, não houve diminuição do patrimônio: parte do patrimônio que era dinheiro se transformou em gasolina. Ainda temos o patrimônio, porém em outra forma que não dinheiro. Todavia, quando começamos a dirigir e o combustível é queimado, está ocorrendo um evento econômico, mas não um efeito no caixa.

Percebo a estranheza de muitos ao analisar as demonstrações contábeis de empresas que possuem em seu patrimônio concessões públicas. A concessão é um elemento patrimonial que vai diminuindo conforme o tempo passa, não importando a frequência de recebimento de valores. Se a concessão possuir duração de 20 anos, todo ano um vinte avos desse contrato era desaparecer. Porém, durante todo esse período, o caixa não é afetado. A empresa continua recebendo dinheiro.

Quando a concessão acaba, não há uma diminuição abrupta do patrimônio, mas há uma abrupta de caixa, haja vista o patrimônio ter sido diminuído sistematicamente, respeitando o regime de competência, enquanto o caixa não. Esse é o caso da RAP (Receita Anual Permitida) das concessionárias ligadas à transmissão de energia elétrica como ALUP11, TAEE11 e TRPL3.

Essas empresas tem o direito de serem remuneradas por transportar energia e esse fato econômico é remunerado financeiramente. Segundo a ANEEL,

A Receita Anual Permitida (RAP) é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação o serviço público de transmissão aos usuários. Paras as transmissoras que foram licitadas, a RAP é obtida como resultado do próprio leilão de transmissão e é pago às transmissoras a partir da entrada em operação comercial de suas instalações, com revisão a cada quatro ou cinco anos, nos termos dos contratos de concessão.

Esse RAP é previsto em contrato, que representa a concessão. Toda a remuneração é baseada nesse instituto e tem efeito caixa, enquanto que o passar dos anos diminui o valor patrimonial do RAP.

Num último esforço na tentativa de transmitir a diferença entre o regime de caixa e o regime de competência, enumerarei vários fatos econômicos e seus respectivos efeitos em ambos os regimes, comentando os efeitos e evidenciando as diferenças.

Cenário 1. Aquisição à vista e em dinheiro de um veículo por R$ 40.000,00.

Regime de Caixa: Saída de R$ 40.000,00.

Regime de Competência: Não há efeito quantitativa neste regime. O que há de verdade é uma modificação qualitativa no patrimônio: R$ 40.000,00 em dinheiro se transformam em R$ 40.000,00 em veículo. Caso a entidade planeje utilizar tal veículo por 5 anos, deverá registrar uma despesa anual de R$ 8.000,00 com a depreciação, até zerar o valor do veículo ou apurar um valor residual.

Cenário 2. Segundo ano do contrato de concessão (RAP anual da TAEE11)

Regime de Caixa: Entrada financeira relativa ao RAP.

Regime de Competência: Receita relativa ao RAP, bem como a amortização (minoração) da concessão, que é um elemento patrimonial. Se o contrato for de 20 anos, irá amortizar durante todo esse tempo até zerar.

Cenário 3. Venda de mercadorias a prazo

Regime de caixa: zero de entrada e zero de saída.

Regime de Competência: Receita relativa à venda a prazo de mercadorias, haja vista ter ocorrido o fato econômico, embora não tenha ocorrido, ainda, a entrada de de dinheiro em caixa.

Comentários finais

Espero que tenha ficado clara a diferença entre os dois regimes. Entender a diferença nos ajuda a entender por que as vezes a empresa distribui mais do que o lucro, por exemplo. Isso pode ocorrer por que pode se ter recebido bastante caixa, mesmo sem ter ocorrido o fato econômico ainda. Por isso ocorrem distribuições, por vezes, maiores que o próprio lucro.

Quando uma empresa possui um lucro grande, mas a maioria dele ainda não refletiu no caixa, a companhia pode registrar uma conta de Reserva de Lucros a Realizar para, quando ocorrer a realização financeira, distribuir e cumprir o payout definido pela lei ou instituído.

 

Diário de um concurseiro de férias 10.11.2017

Tenho grande facilidade no aprendizado de conteúdos novos, bem como na criação de estratégias de aprendizado acelerado. Entretanto, encontrei um inimigo de mesmo nível: E-S-T-A-T-Í-S-T-I-C-A. Uma palavra que encerra em si dezenas de teorias, axiomas, princípios e fórmulas. Sem dúvida, a matéria mais difícil que já vi na vida.

A aula 0 me deixou bastante animado. Consegui vencer as questões quase que por W.O.  A partir desse momento, pensei que Estatística seria só mais uma matéria que eu iria penar, aprender e amar, só que não. Tal disciplina é medonha: probabilidade condicional, Bernoulli, binomial, Poisson, normal e normal padronizada. Será que realmente preciso saber de tudo isso? Certeza que não, mas os examinadores devem adorar. Nem deve ser necessário queimar as pestanas pra criar uma questão dessas, bastando apenas abrir um velho livro, copiar a questão e mudar apenas os números e olhe lá.

Na aula 1, vi a probabilidade condicional a fundo. Jesus! Minha esposa me viu chorar pela primeira vez. Demorei uma tarde para entender uma questão. Apanhei, apanhei e apanhei. Não sei se tenho condições de responder uma questões dessas no ápice da tensão de uma prova? Não creio. Perda de tempo. Péssimo custo benefício.

Agora, na aula 2, nem mesmo comecei a fazer as questões, ainda estou na teoria, mas já senti que a pedreira está apenas começando. Disciplina implacável que tem me tirado a paz.

Hoje, usufruí o décimo dia de minhas férias, um terço. Gostaria de estudar a legislação do estado de Rondônia que tem o peso de um terço da prova. Excelente custo benefício e se encaixa bem no meu perfil. O problema é que já faz alguns anos que venho adiando esse confronto com estatística e, por enquanto, trata-se de uma questão de honra. Preciso superar essa disciplina para que quando chegar uma prova qualquer, eu possa focar exclusivamente nas disciplinas específicas.

Espero que eu consiga.

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Foco: Como se manter focado e conseguir qualquer coisa

Comumente pessoas me chamam de focado e eu acho que eles tem razão. Não conheço muitas pessoas, mas das que eu conheço, sou a mais focada, sem dúvidas. Então, me perguntei como fiz pra ser como sou, além disso, pretendo abordar um pouco mais da minha história de vida e, o principal, vou enumerar ideias que ajudariam até o mais tolos dos tolos a ter foco. Começo contando parte de minha vida, se não se interessar, você pode pular para o próximo tópico.

Quando meu pai morreu há 1 década atrás, eu tinha uma vida excelente. Eu poderia passar o dia vendo documentários, lendo livros literários, sem me preocupar com renda, pois meu pai cuidava de tudo. No posto, eu só pedia pra abastecer e podia ir embora, pois eles anotavam e, posteriormente, meu pai pagava. Igualmente no mercado, na faculdade e em todos os outros lugares. Eu nem mesmo precisava pegar no dinheiro.

O dinheiro era tão desnecessário que se tornava desinteressante pra mim. Meu pai dizia que queria me dar dinheiro e eu respondia: não precisa. Eu vivia em minha própria matrix. Ela me fazia permanecer distante deste mundo onde as pessoas destroem qualquer um por alguns trocados ou até mesmo por diversão.

Quando ele morreu, percebi que minha vida iria mudar drasticamente, cheguei a trabalhar como pedreiro e minha especialidade era cavar buracos. Eu adorava cavar buracos. Pena que pagavam muito pouco por isso. Era um trabalho muito simples, eu cavava até chegar à profundidade exigida. Quando alguma pedra atrapalhava, eu pegava uma haste de metal e batia nela até que se quebrasse e eu pudesse continuar a cavar.

Não sei se já disse isso antes, mas a única coisa ruim era o chefe. Um canalha como os que existem aos montes por ai. Não entro em detalhes, mas digo que foi, talvez, a única vez que a convivência com alguém perverso me beneficiou. Digo isso por que certa vez me disse o seguinte: “Este não é um lugar pra você. Se você quiser algo da vida, lute por isso agora, porque quanto mais o tempo passa, mais difícil será”. Pensei sobre isso muito tempo. E decidi ir para a casa de minha mãe.

Para resumir, eu já havia tentado a iniciativa privada e já havia tentado empreender: ambos muito difíceis. Só me restava ser como meu pai: servidor público. Eu não dependeria de outras pessoas e nem precisaria puxar o saco de ninguém. A partir dessa decisão, percebi que estudar para concurso exigiria foco. Eu não tinha nada e havia passado muito necessidade e eu já tinha também tido uma vida boa. Escolhi a segundo e eu precisava passar em um concurso mesmo nunca tendo estudado antes e até mesmo reprovado duas vezes na escola. Resumindo, eu era um péssimo aluno e eu tinha uma missão difícil. Eu precisava de foco e, nesses 5 anos de estudo aprendi muito sobre e conto o que aprendi nos próximos tópicos.

1. Objetivo – Defina onde se quer chegar

Parece óbvio e é mesmo. Acontece que existem pessoas que dizem: “queria ser focado como você”. Entretanto, não sabem dizer no que tem foco claramente e dizem algo como: “passar em um concurso”, “ter um corpo legal” ou “juntar algum dinheiro”. É preciso definir com clareza um objetivo. O meu target atual é ser Auditor Fiscal que ganhe o dobro do que eu ganho atualmente.

Tenho estudado diariamente desde 2012 e já tive muitos focos. Atingi todos eles, tendo passado pela polícia federal, ministério público federal, ganhei 10 quilos em 1 ano com o exame de bioimpedância dizendo: uau! Tudo isso por que eu sabia onde queria chegar. Não sou esperto, mas sou tão focado que pareço ser: ninguém vê o esforço que é feito. meu amigo, defina claramente onde você quer chegar.

2. Resiliência – Acredite que é possível e tenha fé

Em que pese possa parecer bobagem, não o é. As pessoas, por vezes, sabem o que querem, mas não acreditam que possam ser capazes de conseguir. Esse é um erro crucial. A ideia é perceber que, se uma pessoa pode, todos podem. Certamente, alguns conseguirão alcançar o mesmo objetivo com mais facilidades a depender de seu background e de suas habilidades, mas ninguém pode se tornar outra pessoa. O jeito é se adaptar.

Fracassos no caminho são esperados. Muitos mais são os que desistem dos que os que não conseguem atingir seus objetivos. Resiliência é o nome da moda justamente por que é o que faz com que o competidor continue sua peleja dia após dia. Acredite e tenha fé, incluindo a fé religiosa. Havia 4 horas que tentava entender uma teoria da estatística, mas quando pedi a Deus para que me fizesse entender por que precisava dar uma vida melhor a minha família, ele atendeu as minhas preces de pronto.

3. Planeje – Crie metas e mantenha-se firme

Esse ponto é extremamente importante, pois é o dia a dia em direção ao objetivo. As metas precisam ser pequenas e, de preferência, possam ser executadas diariamente. Isso facilita a criação do hábito, que é essencial para se manter no caminho por longos períodos. Além disso, por serem metas pequenas e diárias, são fáceis de ser mensuradas, bastante apenas comparar com o desempenho dos outros dias.

Tenho algumas metas diárias:

  • Revisar x tópicos das disciplinas ligadas aos concursos da área fiscal diariamente. Todos os dias, com raras exceções eu faço isso de forma que já tenho esse hábito e sei quando vou bem e mal. No fim das contas, se eu for resiliente, sei que vou conseguir ser auditor fiscal;
  • Academia e Ingestão de 1,5 gramas de proteína por quilo corpóreo, ambas diariamente. No longo prazo, tendo a ter menos gordura, uma vez que a saciedade trazia pela proteína encerra em si uma diminuição da busca por alimentos menos saudáveis, também tendo a ter mais massa muscular, haja vista a junção da alimentação correta somada ao exercício de hipertrofia trazem esses resultados.

Essas metas me levam dia após dia ao atingimento de meus objetivos. Lembro sempre de um provérbio chinês que diz que “toda jornada começa com um primeiro passo”. Certos objetivos desejados parecem ser de muito difícil alcance e isso se deve ao fato de realmente serem. Todavia, com pequenas metas vamos alimentando a sensação de estarmos cada vez mais próximos de nossos objetivos. Veremos o sucesso de maneira cada vez mais clara, um passo de cada vez.

4. Estude e Pratique – Aprenda e treine o máximo possível

Duas de suas metas devem obrigatoriamente ser estudar e praticar. Despiciendo é falar que a instrução é a base de qualquer coisa, mas não resisto. Reforçando, a instrução é a base de qualquer tipo de sucesso, ainda que adquirida sem a leitura de um livro. Sem instrução não há como se desenhar o caminho. Sem instrução, por vezes, acreditamos estar com as metas corretas, mas na verdade, elas nos levam à direção oposta, o que é péssimo e desanimador.

Pratique! Sem a prática, o conhecimento perece. Certa vez, li num livro do Paulo Coelho que o conhecimento sem prática é como uma espada que nunca sai da bainha e, quando for necessário o seu uso, provavelmente ela estará enferrujada. Pratique! Se a meta for passar numa prova, faça questões. Se for ficar musculoso, vá à academia. Se for ficar rico, invista. A mera leitura não fará ninguém atingir seus objetivos práticos.

5. Afinando. Livre-se de seus vícios

O que me fez escrever este post foi um outro sobre o foco: 10 ways to stay ridiculously focused on your goals. Em que pese a abordagem seja no formato de dicas, pondera recomendar a leitura. Nesse post aprendi uma coisa só, o que é excelente. Adoro aprender algo e isso é muito preciso. Aprendi um conceito de vício: vício é aquilo que a gente faz quando não quer fazer o serviço pesado.

Detecte os seus vícios. Eu, quando me deparava com uma questão de concurso que fosse complexa, automaticamente ia checar o e-mail, ver um vídeo ou começava a viajar na maionese. Quando eu tinha que pensar em algo difícil e tomar uma decisão, comprava uma cerveja e relaxava. Esses são meus vícios e me atrapalham. Conhecendo meus inimigos, terei aumentado minhas chances de sucesso. Agora, quando surge a vontade de fazer algo, digo pra mim mesmo: só depois de resolver essa questão; só depois de resolver esse problema. Liberte-se!

Comentários finais

Sempre quando houver dúvidas sobre se uma meta está lhe ajudando ou não, reflita. Altere suas metas se for necessário, aumente o tamanho das metas se for possível, diminua também se for necessário. Adapta-se e não desiste. A glória nos espera. 🙂

Espero que tenha gostado do post. Tentei me esforçar pra refletir em um texto a ideia geral. Levou umas duas horas pra escrever, então, por favor, comente! 🙂

Diário de um Concurseiro de Férias 04.11.2017

Este é o meu quarto dia de férias. Os dias não param de passar, tampouco as horas. Preciso terminar duas disciplinas nesses 30 dias: estatística e legislação do Rondônia. Estatística está me matando. Quero chorar. Sou bom com os números. Por que não consigo aprender? Há duas possibilidades: ou o material é ruim ou sou burro. Como não é possível ser outra pessoa, só me restaria escolher outro material.

Todavia, os materiais que encontrei são extensos e caros demais. Então, não vai rolar. Preciso me virar com esse material. Decidi simplesmente passar de tópico mesmo sem ter compreendido bem o assunto que eu estava estudando. Não há outra saída, pois o tempo é implacável. Há de haver outros assuntos na maldita estatística que eu consiga aprender. Minha cabeça não para de doer. Todas as vezes que eu tento aprender algo novo parece que minha psique quer me desviar para meu inferno pessoal. Muita dor de cansaço e muito sofrimento de lembranças ruins. Parece que todo esse conhecimento está entrelaçado.

Não vejo a hora de me sentir preparado para essa maldita prova que irá me fazer ganhar R$ 17.000,00 por mês. Nem sei quanto isso dá líquido, mas certamente é mais do que eu ganho. Vou poder abreviar a jornada de trabalhador/poupador e me tornar um trabalhador de Uber ou qualquer coisa de meio período só pra complementar a minha renda advinda de ativos financeiros.

Lembro da Bíblia. Deus criou o mundo e deu tudo para Adão e Eva. Eva, mesmo sabendo que Deus havia proibido os homens de comer o fruto, comeu. Agora, todos nós fomos lançados a uma maldição sem fim azeitada pelo capitalismo. A única forma que vejo de romper o ciclo dessa maldição para mim e para toda a minha família é tendo bastante dinheiro na B3, NYSE, criptomoedas e um pouco de real state: uma verdadeira bonança. Um dia chego lá. Como tenho tempo, nessas férias pretendo descrever como estou indo na missão aumento de renda. Abraço. Mantenha contato.

Investimentos, Estudos, Ansiedade e Aumento de Renda

Meu chefe não veio ao trabalho nesta sexta-feira, então pude escrever mais do que o de costume, pois não haveria ninguém me reprimindo, ainda que tudo seja apenas coisa da minha cabeça. Tenho aprendido bastante sobre vários assuntos esses últimos tempos, porque estou sempre pensando, lendo experimentando e isso é bom.

O duro de tudo isso é que a ansiedade fica “topada” e isso gera um nevoeiro mental: dúvidas e mais dúvidas surgem, requerem mais conhecimento e geram mais dúvidas, requerem mais conhecimentos e mais tomada de decisão. É muito difícil ser ansioso e querer não errar nas decisões.

Passei os últimos anos estudando para concursos. Tive um bom retorno. Se não fosse isso, certamente eu e minha família estaríamos passando fome hoje, mas nossa situação é de estabilidade. Continuo estudando, mas os investimentos meio que estão dividindo a minha atenção. Toda hora eu olho o maldito home broker e o pior é que eu sei que isso é uma merda. Está me atrapalhando muito. É como se esse dinheiro fosse uma maldição, só mais um fator de ansiedade.

Para diminuir a ansiedade, parei de contar calorias (meu resultado físico piorou), parei de contar copos de água (meu resultado físico e mental pioraram), parei de estudar e resolver questões marcialmente (meu resultado nos concursos devem piorar). Agora, se eu conseguisse diminuir minhas idas ao home broker, meus questionamentos sobre minhas opções de quais ações escolher, certamente minha performance em todas as outras áreas irá melhor, até mesmo na área de investimentos, uma vez que vou parar de girar. É o melhor custo benefício de todos!

O pior que tenho plena ciência de que quanto menos se mexe, melhor. O foco tem que ser na seleção dos ativos e, depois, deixar os meninos performarem. Me recuso a aceitar que o preço não importa. Importa sim! Todavia, acho que o Bastter tem razão em boa parte do que diz, principalmente quando diz que devemos focar no aumento da renda, investir em valor e na família e coisas desse tipo. Cara, a vida ficou muito mais difícil com essa merreca que eu tenho investida. Isso deveria ser uma melhora de vida e não piora.

Preciso parar de dividir a minha atenção entre investimentos e o estudo para concursos. Estudar para concurso é que vai me trazer o maior retorno. Disso eu não tenho dúvidas. Quando eu conseguir ser auditor fiscal, consigo aumentar meu consumo mesmo poupando 50% da minha renda líquida. Já pensou? Viver melhor e ainda poupar 50%. Que sonho! Preciso largar grupos de investimentos, livros de investimento, pensamentos sobre investimentos e ficar no aumento da renda.

Poupando 50% do salário de um auditor, consigo dobrar o patrimônio investido em cerca de 1 ano. Não faz sentido dividir o meu tempo entre “cuidar dos investimentos” e aumentar a renda. Ora, se eu investir no ABEV3 terei preocupação? Se eu investir em GRND3 terei preocupação? ITSA3? BBDC3? ODPV3? QUAL3? Não quero ficar acompanhando demonstrações financeiros, releases, blá blá blá. Isso é coisa para quem não tem o que fazer. Agora, eu preciso aumentar a minha renda.

A partir do momento que eu for auditor, ai sim poderei me preocupar com os vários livros que sonho em ter tempo de ler: o investidor inteligente, ações comuns lucros extraordinários, ações para o longo prazo, margin of safety e outros tantos. Cara, será ótimo. Mas primeiro, aumentar a renda! Por enquanto, o que faço com esses tickers todos? Não tenho a mínima ideia. Só sei que preciso ficar leve pra focar nos estudos.

Mês que vem estarei de férias, preciso arrumar um jeito de focar 100% nos estudos. O concurso da receita deve sair em breve e não posso mais perder tempo. Temo que minha performance não seja suficiente, principalmente na redação. Um dos objetivos do blog foi o aprimoramento da escrita. Notei que dei um salto, embora ainda seja péssimo. Agora, falta adaptar o estilo de escrita para o mundo dos concursos: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Enfim, muitas coisas na cabeça. Preciso diminuir o ritmo do envolvimento com o mundo dos investimentos e deixar tudo no piloto automático, afinal, já tenho um trabalho, sou servidor público. Não posso arrumar outro de “analista de empresas”. Quando eu não precisar mais estudar para concursos, terei o prazer em focar mais e ter uma rentabilidade maior.