O Preço sobre o lucro (P/L) e a sua importância na avaliação do preço de ações.

Dando uma pausa nos meus estudos para o ICMS-GO para escutar o jogo do Palmeiras, decidi aproveitar o momento e escrever sobre um indicador muito interessante: O preço sobre o lucro, que para os íntimos é o P/L (leia-se Pê éle).

O Majestoso Lucro

A melhor indicação de que uma empresa é boa é ter seu lucro crescente e consistente. Existem empresas que seu lucro está crescente, existem algumas que o lucro varia – as chamadas empresas cíclicas – e existem empresas cujo lucro está caindo.

 

Nessas imagens temos um exemplo de cada situação. A Grendene possui lucro crescente e consistente; A Vale mantém seu lucro acompanhando a demanda de seus produtos, que varia por demais; A Eternit, depois de uma série de problemas jurídicos, financeiros e operacionais apresenta um lucro decadente.

O comportamento do lucro representa o nível de dificuldade de avaliação do investimento. Avaliar o investimento na Grendene, que possui lucros crescentes e consistentes, é de simples avaliação, na medida em que há mais chances de seu lucro se manter crescente e consistente que nas outras empresas.

Agora, investir em Vale e Eternit exige um grau de conhecimento muito superior. Enquanto que no primeiro caso há apenas uma avaliação contábil dos indicadores da empresa, neste caso o lucro, nos outros casos exige-se conhecimento em economia e administração.

Se, economicamente, vislumbre-se o aumento da demanda de minérios da Vale, há uma tendência de seu lucro subir, bem como o seu preço. Normalmente, quando há essa situação, o mercado tende a se adiantar com relação ao mercado real e já subir o preço de suas ações. Resumindo, o investidor precisa ter um conhecimento muito maior para comprar ações desta empresa no mercado secundário.

O caso da Eternit é de dificuldade muito superior, haja vista investir nessa empresa representa a visão de uma recuperação dramática para voltar a ter lucro, o que parece ser improvável no momento. Em outras palavras, uma avaliação de que a Eternit vai se recuperar operacionalmente e financeiramente.

Preço – Chato, mas importantíssimo

Há sempre a discussão sobre a importância ou não do preço. A resposta é depende. Em caso de sistemáticas compras mensais, há uma tendência da importância do preço diminuir, haja vista que ao se adquirir o mesmo papel todos os meses, o investidor o comprará de vários preços: as vezes caro, as vezes barato. Assim, o preço não faria tanta diferença.

No entanto, no caso de se investir uma soma maior, faz-se importante avaliar se a ação se encontra em um patamar de preços adequado, pois se o preço cair muito, como no caso da Hering, que já caiu 40% ou mais este ano, o investidor sentirá uma forte pressão para “realizar o prejuízo”.

Há ainda uma terceira visão. Mesmo no caso de aporte sistemático mensal, pode ser interessante avaliar a empresa que apresenta um patamar de preço mais atrativo. Em tese, caso mensalmente o aporte seja destinado a papéis com melhores preços, acaba sendo razoável acreditar em um retorno maior no longo prazo. Mas como saber se o patamar de preços é bom? O P/L pode ser a solução de seus problemas!

P/L Histórico – A chave do negócio

Analisar uma empresa é diferente de analisar uma ação, uma vez que se determinada empresa, por exemplo, aumenta o número de ações por meio de um desdobramento, a quantidade de ações aumenta, mas a empresa continua a mesma em valor de mercado e em todas suas outras características.

É como se cada fatia de uma pizza fosse cortada ao meio. A pizza (empresa) continuaria sendo a mesma, mas o número de fatias (ações) teria aumentado. O ponto é que o conteúdo de cada ação foi alterado para menos em tal evento. Assim, se uma empresa desdobrar suas ações de 1 para 3, o conteúdo que cada ação possui em seu bojo também diminuirá.

Dessa forma, há pessoas que avaliam a empresa em si e há pessoas que avaliam as ações. Do ponto de vista da empresa, o indicador mais importante é o lucro, enquanto que do ponto de vista das ações, o mais importante é o LPA (lucro por ação), que consiste em dividir o lucro da empresa pelo o número de ações emitidas.

LPA = Lucro / Número de ações emitidas

A fim de exemplificar, caso a empresa Maestro possua um lucro de R$ 5.000.000,00 e possua 1.000 ações, o LPA será de R$ 5.000,00, haja vista 5.000.000 dividido por 5.000 ser 5.000. Depois de entendida a importância do lucro para a empresa e do LPA para a ação, chegamos ao link desses valores com o preço da ação por meio do P/L.

P/L = Cotação / LPA

Esse indicador revela o quanto está se pagando pelo lucro da empresa em determinado momento. Quanto menos pagamos pelo lucro da empresa, melhor negócio estamos fazendo se a empresa possuir lucros constantes e crescentes. Em outras palavras, se comprarmos uma ação como a da Grendene, há a tendência do que tenhamos um excelentes retorno, porque com o LPA crescendo, o P/L vai cair em relação ao preço pago.

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P/L histórico

Nessa imagem podemos observar o comportamento do P/L de uma empresa fictícia. É deveras interessante observar o confronto entre o LPA e o P/L. Quem adquiriu tais ações em 2011, viu o LPA crescer consistentemente e, portanto, o seu P/L próprio cair. Mais interessante ainda é observar que com o lucro baixo, o P/L era alto e esses valores variam viabilizando o estudo histórico desses famigerados indicadores. No momento atual, observa-se um lucro por ação crescente (Vermelho) e P/L baixo, ou seja, um aparente ótimo negócio.

Resumindo, um P/L 9 não necessariamente é caro ou barato, pondera asseverar que observar o comportamento do lucro da empresa em termos de recorrência, consistência e tendência é importantíssimo para a aferição. O P/L histórico também: quanto menor, melhor. Um P/L que é historicamente de 6, que se apresenta em 9, pode ser uma indicação de que é melhor esperar para a aquisição. Entretanto, não utilize indicadores de forma isolada, pois eles são cegos no que se refere ao negócio e ao mercado real. Use com moderação.

 

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Carta à família. Princípios fundamentais de finanças em família.

Queridos,

Caso aconteça algo comigo e eu não tenha tempo hábil para lhes transmitir estas ideias. Deixo este pequeno texto sobre finanças pessoais que irá lhes trazer uma noção de como as coisas devem ser. No entanto, não se preocupem, porque não pretendo me ausentar tão cedo.

Quero lhes dizer que a coisa mais importante nas suas vidas são vocês mesmos. Nada é mais importante do que ter uns aos outros. Há muitas coisas boas na vida como pizza, sorvete, churrasco, cinema, pipoca, praia, farras e outras. No entanto, o mais importante é olhar para a família e se sentir feliz.

O dinheiro será o suporte para a vida de vocês. Entretanto, a felicidade não está à venda, portanto fiquem juntos e resolvam as divergências. Assim, serão unidos e felizes. Vocês sempre terão em quem confiar.

Para as coisas que estão à venda, o dinheiro é o rei: Cash is king. Com dinheiro vocês têm acesso comida, moradia, transporte, educação, saneamento básico, energia, remédios, academia, internet e outras coisas da vida. Então, dinheiro tem mais ligação com segurança que com a felicidade. Assim, sejam felizes, mas tenham dinheiro.

O principal conceito no que tange ao acúmulo de patrimônio é a ideia de gastar menos do que se ganha. Ora, quem gasta mais do que ganha, terá que recorrer a empréstimos e não conseguirá poupar, mas aumentará sua dívida e sua necessidade por novos empréstimos. Quem gasta menos do que ganha, terá um excedente e poderá guardar, ou seja, poderá armazenar segurança. Vocês entendem?

A forma mais fácil de se gastar menos do que se ganha é determinando limites aos gastos por meio de um orçamento familiar. O jeito que eu recomendo é dividir o orçamento em três: despesas com contratos, despesas sem contratos e despesas financeiras. Todas as suas despesas podem ser classificadas em um desses três tipos.

Aluguel? Despesas com contrato.

Combustível? Despesas sem contrato.

Energia? Despesas com contrato.

Supermercado? Despesas sem contrato.

Cartão de crédito? Despesas financeiras.

Netflix? Despesa com contrato.

Empréstimos? Depesas financeiras.

Água? Despesa com contrato.

Poupança? Despesa financeira.

É fácil classificar, não? Quando se lida com instituições financeiras, despesa financeira. Do resto, basta analisar se há um contrato ou não. Essa classificação facilita bastante a forma de se olhar as despesas. É muito interessante manter um controle de suas despesas que possuam contratos, sejam financeiras ou não. O controle pode ser simples: uma identificação, o valor pago e a data são suficientes.

Uma ideia extremamente interessante é determinar o quanto se quer gastar com cada tipo de despesa. Por exemplo, atualmente, gastamos cerca de R$ 2.000,00 com contratos e mantenho uma planilha para controlar o que paguei e o que falta pagar. Dessa forma, não cometo enganos e não temos nenhum serviço cortado. Ou pelo menos, quase nunca.

Já as despesas sem contrato são, na maioria, variáveis. Isso significa que elas podem ser muito grandes ou muito pequena. Como exemplo, temos o combustível. Se formos utilizar o carro para irmos para todos os lugares que quisermos, certamente gastaremos muito dinheiro. Agora dá pra entender o porquê de eu ir e voltar do trabalho de bicicleta não é mesmo?

Um conceito interessante é sacar o dinheiro que se pretende utilizar nas despesas sem contrato. Dói muito mais consumir vendo as notas desaparecendo da carteira que passando cartões de crédito ou débito. Saque o que pretende gastar. Atualmente, realizo saques de R$ 800,00 por semana para despesas sem contrato. Quando acaba, saco novamente apenas na semana seguinte. É por isso que conseguimos poupar!

A parcela da renda destinada à despesa financeira deve ser muito bem administrada. Se houver empréstimos, financiamentos, faturas ou qualquer outro forma de dívida, o correto é destinar todo o dinheiro destinado para esta finalidade até quitar tudo. Jamais tenha dívidas. Atualmente, ainda temos uma, que é fruto da falta de educação financeira do passado, mas em breve será finalizada. O certo é que se não for feita dívida, ela não existirá.

Possuindo toda a parcela destinada à despesas financeiras livres de pagamentos, vocês devem armazenar os recursos de alguma forma que vocês sejam capazes de entender. Pode ser até na poupança, mas o mais adequado é investir em boas empresas e bons fundos imobiliários.

Um conceito interessante é o de pagar-se primeiro. Pague-se primeiro! Isso quer dizer que quando receber a renda, separe o que será destinado à poupança (englobando todos os tipos de investimento) em primeiro lugar. Depois, pagar as obrigações ligadas a contratos, e o que sobrar deverá ser dividido por 4 e ser sacado todo início de semana. Dessa forma, o orçamento tende a se manter estável no longo prazo.

Sempre que uma emergência surgir, basta realizar o resgaste de recursos que foram anteriormente armazenados. Dessa forma, evita-se o endividamento. Outro importante vetor de manutenção da saúde financeira é a diminuição de supérfluos: consuma-os o mínimo possível.

Com as finanças nos eixos a vida se torna muito mais leve e tranquila. Sem o stress do descontrole financeiro é possível curtir a companhia uns dos outros. Concomitantemente, recomendo a leitura de livros ligados à investimentos: Pai Rico Pai Pobre, O Homem mais rico da Babilônia, Filosofia Bastter.com, Investindo em ações no longo prazo, Faça fortuna com ações, Investindo para vencer, A bola de neve, Warrent Buffet e a análise de balanço e outros.

Os 3 pilares do Value Investing de Warren Buffet

Hoje recebi uma sintética missiva do analisa Bruce Barbosa (ex-Empíricus), que aprecia sobremaneira o value investing. Em suas cartas Os Superinvestidores de Graham-Doddsville de hoje, disse que o value investing possui três pilares que eu gostaria de “republicar” utilizando minhas próprias palavras.

1. Ações são mais que ações

Ações são empresas. Temos que ter em mente que uma ação representa uma pequena parte de uma empresa. Mais interessante que avaliar uma ação é ser capaz de valiar a empresa: entender seu negócio, vantagens competitivas, lucros, gestão de dívida, governança e outros.

Acredito que boa parte dos investidores analisam ações por meio de seus múltiplus, mas quantos de nós tenta entender a empresa? Para avaliar qualquer ação, temos que avaliar a empresa para entender quanto uma ação vale.

2. Margem de Segurança

Basicamente, margem de segurança é comprar uma ação por um preço inferior ao seu valor intrínseco. Como Buffet dizia, comprar uma ação de forma segura é comprar R$ 1,00 por R$ 0,50 centavos. Dessa forma, o investidor estaria protegido de uma eventual queda. Quanto menor o preço pago por uma ação, maior será a margem de segurança.

“Mesmo com uma margem de segurança agindo a favor do investidor, uma ação individual ainda pode sair mal. De fato, a margem só garante que a chance de o investidor ter lucro é melhor que a chance de perder – ela não significa que perder é impossível. Mas na medida em que o número de ações individuais na carteira, possuindo margens positivas, aumentar, mais certo é que o total dos lucros excederão o total dos prejuízos. A constatação é a base da indústria de seguros.” – Benjamin Graham

Voltamos ao ponto inicial: avaliar empresas, porque somente assim poderemos estimar uma margem de segurança. É verdade, avaliar uma empresa não é para qualquer pessoa, na medida em que é preciso experiência. Não me refiro ao fluxo de caixa descontado, mas à avaliação da empresa para estimar um valor intrínseco. Na minha opinião, a base do Value Investing é a capacidade de avalir a empresa, porque somente assim será possível estimar seu valor intrínceco e, depois, sua margem de segurança.

3. O mercado é maníaco-depressivo

Este conceito foi o primeiro que aprendi e junto com o anterior. O mercado tende a exagerar seus movimentos perante fatos. Percebemos que algumas notícias levanto o ibovespa e outras derrubam. A mesma coisa acontece com ações individuais. Lembro que HYPE3 estava custando cerca de R$ 37,00 e, depois da notícia do envolvimento de algum figurão da companhia nos escandalos da Lava-Jato, caiu para cerca de R$ 25,00.

Isso acontece com várias empresas e não só com notícias ligadas a crimes. Por exemplo, por não sabermos quem será o presidente, no últimos mês, havia várias empresas que haviam caído cerca de 40%. Outras caíram igualmente por ter tido uma queda nos lucros ou mesmo por obsolescência. Este é o momento ideal para se comprar se conhecermos a companhia e avaliarmos que estamos com preço abaixo de seu valor intrínseco.

De maneira inversa, quando saem boas notícias ou bons resultados, há a tendência dos preços se elevarem mais do que a empresa realmente vale. Momento de se distanciar das respectivas ações.

Resumindo, a volatilidade é benéfica para quem compra ativos abaixo de seu valor intrínseco.

Quais contas pagar primeiro? Um guia emergencial.

Muitos de nós crescendo acreditando que as vezes é melhor tomar um empréstimo para obter algo ou mesmo que utilizar o cartão de crédito é uma boa ideia, mas o fato é que a pessoa física deve utilizar apenas os recursos que possui. Falamos bastante sobre isso nos Melhores Conselhos de Finanças Pessoais.

As empresas fazem uso de um conceito de administração financeira chamado estrutura de capital. Nela, por vezes, é melhor utilizar o capital de terceiros (pegar empréstimo) do que utilizar o capital próprio quando o primeiro possuir um custo menor que o último. No caso das pessoas físicas, simplesmente, o melhor a fazer é nunca tomar um empréstimo: esse é o principal conselho.

Utilize apenas o dinheiro que você possua. Se for necessário financiar uma casa para a terceira idade, faça-o, mas somente nesse caso compre algo com um dinheiro que você não possui.

Entretanto, nem sempre é possível pagar o que consumimos de forma instantânea. Basta lembrar das contas de água, a conta de luz, a escola das crianças, o aluguel e etc. Então, o que fazer se as vezes somos obrigados a ter dívidas?

Pois bem, depois te ter passado anos na corrida dos ratos e tendo que administrar uma dívida crescente, agora sou uma pessoa com dívidas em queda (de muitas, agora tenho apenas uma) e com uma taxa de poupança crescente: comecei com 5%, passei para 10 e, atualmente, está em 20%. Pretendo aumentar a minha renda para poupar 50% e, ainda assim, consumir um pouco mais (esse é outro papo, voltemos ao que pagar primeiro).

Bom, vou passar uma ideia geral em forma de guia numerado do que deve ser pago primeiro e o que deve ser pago por último.

  1. O Financiamento de carro ou casa. Com exceção da casa para viver a terceira idade, não recomendo financiamento. Todavia, muitos de nós já temos um. Eu mesmo já financiei uns 3 carros nessa vida. Enfim. Se tiver um financiamento, pague primeiro. A jurisprudencial atual é totalmente favorável ao banco e mesmo se tendo atrasado apenas uma parcela, o banco pode lhe tomar seu carro ou casa. Já aconteceu com um carro meu e contei a história neste post;
  2. O Mercado. Quando digo mercado, quero dizer o mercado em que adquire carne, verdura, frutas, produtos de limpeza e etc. Quando nos endividando, acabamos por ter uma notinha. Pague, caso contrário ficará sem crédito e, quando seu dinheiro acabar DE NOVO, não te cederão produtos;
  3. A conta de água e luz. Quem vive sem água ou luz? No meu caso, que tenho família, não imagino o que seria alguns dias sem água ou luz. Quando a energia acaba por 1 hora ou menos já é um grande transtorno, imagine por dias;
  4. Os empréstimos. Tomos queremos investir para ter retorno financeiro, mas quando devemos, quem tem retorno é o banco. Quando não pagamos uma dívida em um mês, a parcela do mês atual se soma à do mês seguinte acrescida de juros. Essa é a bola de neve ao contrário. Pague os empréstimos;

No caso de se estar devendo muito, é interessante garantir o transporte por meio de uma bicicleta, porque elas podem atingir uma grande distância em um período relativamente curto de tempo. Assim, a chegada ao trabalho, a principal fonte de renda, estaria garantida.

Não recomendo investir nessa situação, mas pelo contrário. Se houver investimento ou uma reserva de emergência, é uma boa hora para organizar as contas. Assim, a disciplina de investimento estaria garantida de forma sustentável.

Pense bem e tome suas decisões. Lembre-se que você sofrerá as consequências de suas decisões e, se possuir família, eles também pagarão pelos seus erros. Controle suas finanças. Boa sorte.

Saúde Mental, Dinheiro e Felicidade

Quanto mais ganhamos a conciência de que o dinheiro não nos traz felicidade, mas sim segurança, mais felizes e seguros viveremos poupando ainda mais. – Eu

Não acredito ter propriedade para falar de Saúde, já que não sou médico, dinheiro, por não ser economista, tampouco sobre equilíbrio, que não sei o que significa. Porém, tenho muita vontade de ter tudo isso. Faz parecer que encontraríamos o nirvana nesse caso.

Neste momento, acabei de chegar a meu trabalho. Estou tomando um café amargo na minha chícara de metal esmaltado. Cheguei até aqui de bicicleta após percorrer 7,5 km a partir de minha casa.

Durante tal trajeto vim refletindo se eu estava fazendo algo de errado por que ontem eu e uns colegas tivemos uma conversa sobre dinheiro. Eles diziam coisas como “não consigo entender o porquê deixar de viver hoje para viver amanhã”; “gosto de móveis caros em minha casa”; “não abro mão de pagar caro em um restaurante para me sentir bem”.

Eu me perguntei se eles estavam errados e eu certo. Afinal, pareciam ter tanta convicção. Enquanto pedalava, pensava e cheguei a algumas conclusões que me deixaram preocupado, mas me mostraram que estou no caminho certo.

Todos os dias trocamos nossa juventude e vitalidade por dinheiro durante a nossa idade produtiva. Para mim, isso significa uma coisa: O DINHEIRO É MUITO IMPORTANTE (!). Devemos gastá-lo somente quando for necessário e de forma cuidadosa e planejada.

Se o dinheiro é importante, por que comprar móveis caros? Por que visitar restaurantes caros? Por que comprar roupas caras? Por que fazer empréstimos para compensar a nossa renda insuficiente? A resposta da maioria das pessoas seria: Quando faço isso, sinto-me bem.

Esse é o ponto! Se precisamos de carro, restaurante, roupas caras e outros consumos similares para que possamos nos sentir bem, é porque existe algo de errado. Percebo que, atualmente, sinto-me bem com minha esposa e filhos e comigo mesmo, sozinho. Durmo com vontade de agradecer e acordo com vontade de agradecer. Isso, para mim, parece significar que A FELICIDADE ESTÁ DENTRO DE NÓS.

Obviamente, precisamos de dinheiro para sobreviver, mas devemos guardar o máximo que pudermos realizando ajustes em nosso orçamento e no nosso estilo de vida. Quando guardamos dinheiro, estamos contruindo um “eu” financeiro, que é incansável, trabalhador, eficiente e que, ao contrário de nós, com o passar do tempo, produz cada vez mais.

Eu entendo tudo que eu disse até aqui, mas tenho certeza que pode surgir a dúvida: Se a felicidade está dentro de nós, por que razão pouparemos tanto? É o seguinte, o dinheiro é o que proporciona toda a infraestrutura que nos cerca. Quando poupamos, estamos aumentando a nossa segurança.

Ora, se conseguimos viver com 90% de nossa renda, por que viver com 100%? Podemos guardar esses 10%. O que poupamos, traz a tranquilidade de saber que, CASO PRECISEMOS, teremos esse dinheiro para nos salvar. Caso não precisemos, teremos um eu que nos auxiliará em nossa maturidade e velhice.

Esse é o ponto. A felicidade não está no dinheiro, mas em nós mesmos. O patrimônio serve para nos dar segurança para atender nossas necessidades quando for necessário e quanto maior a taxa de poupança (payin), maior a segurança. Arrisco a dizer que quanto mais ganhamos a conciência de que o dinheiro não nos traz a felicidade, mas sim segurança, mais felizes e seguros viveremos poupando ainda mais mais.

LEIA! O não aumento da renda e a desonestidade que corrompe o setor público + Aporte #20/360

Se você achou o título meio clickbate, tem razão.

Essa era de fato a minha intenção.

A minha intenção é expressar o meus sentimentos após a reunião de hoje.

Em posts anterior, que foram apagados por mim, eu disse que estava pleiteando um aumento no órgão em que trabalho, mas não disse faticamente como. Segue.

Exerço atribuições que são previstar EXCLUSIVAMENTE em um cargo em comissão específico do órgão há mais de um ano.

Porém, nunca me nomearam.

Uma mulher, em outro setor, entrou para realizar atividades de nível médio e foi nomeada nesse mesmo cargo que eu pleiteio.

Fiquei muito sentido e fiz uma petição administrativa evidenciando que o cargo somente poderia ser exercido no setor em que trabalho, bem como que eu já realizava todas as tarefas.

Na petição afirmei que um cargo é formado pelo binômio responsabilidade-remuneração. A remuneração é devida para quem exerce as atribuições dele, que representam a responsabilidade.

Resumindo, a moça, que não é efetiva, está recebendo além do que deveria e eu a menos. Quem trabalha sou eu, mas quem recebe é ela (!).

Hoje, meu chefe me chamou em uma reunião afirmando que conversou a tarde toda com o chefe maior deste antro de desonestidade.

Segundo meu chefe, o maioral achava que eu estava “revoltado” e que meu boss teve que me defender bastante para explicar que apenas queria o que eu via como meu direito.

Achei até justo, mas ao final meu chefe afirmou:

– Disse para ele: olha, pode até arquivar que não haverá problema nenhum.

Apertamos as mãos e eu sai.

Ao fim e ao cabo, mais uma mulher comissionada.

Adoro as mulheres e seus talentos, mas cada caso é um caso.

Ora, ela não exerce o cargo, como pode ganhar?

Em vários setores do órgão mulheres ganham comissões enormes sem ter, nem mesmo, o conhecimento técnico do setor, que retribuem em forma de favores sexuais.

Há também amigos e familiares que ganham enormes comissões pelo simples vínculo social.

E os homens e mulheres dignos que trabalham e não ganham o devido?

Para que criar leis para depois desrespeitá-las?

Se o cargo só pode ser exercido em um setor tendo esta norma previsão no próprio regimento interno, há razoabilidade de interpretação que era isso mesmo que deveria ocorrer.

Então, é o fim da busca de aumento de renda neste órgão. Vou continuar estudando para concursos e somente vou esperar aumento neste âmbito.

Estou bastante chateado em saber que processo não adianta pra nada, que o direito não adianta para nada, que leis não adiantam e que o setor público é um antro de prostituição e de nepotismo.


Sobre o aporte, comprei CCRO3. Como disse no aporte #19, estava já de olho e não aguentei. Segue a carteira.

Segue a carteira atual.

ABCP11 752 BBDC3 31 CCRO3 67 CIEL3 41 EGIE3 200 FIIB11 5 FLRY3 200 HYPE3 100 IRBR3 300 ITSA3 1.123 KROT3 61 LEVE3 19 MALL11 5 MDIA3 100 ODPV3 700 RADL3 15 SAPR11 200 UGPA3 18

 

A dieta fit de quem tem o orçamento reduzido

Venho percebendo que a saída da academia e a deterioração da minha alimentação vêm apresentando seus efeitos. Uma gordura vem se acumulando na região abdominal, o que é uma droga.

Estudos recentes indicam que medir a circunferência abdominal é um exame que indica risco de câncer, diabetes e uma série de outros problemas. Resumindo, não queira ter um abdômen avantajado, porque é problema na certa.

Antigamente, eu achava que era muito simples manter a vida equilibrada: físico, mental, religioso, familiar e social. Percebi que não é não. Pelo contrário, é bem difícil, pois tudo exige foco e, por natureza, exige-se exclusividade. Como estou focado em aumentar a renda por meio de concursos, a musculação e a nutrição ficaram para trás.

Achei que a bicicleta iria destruir a gordura que iria acumular quando eu parasse de fazer academia. Enganei-me. Talvez acima da atividade física, está a questão da alimentação. Como meu orçamento está enxuto para manter a casa em ordem, sem déficit, minha alimentação ficou muito mais barata e pior.

Vamos entender alguns conceitos. Em termos de macronutrientes, temos três possibilidades de nos nutrir: carboidratos, gorduras e proteínas. Listei em ordem de exigência de trabalho para se obter energia: do mais fácil ao mais difícil.

Os Carboidrato é a fonte que dá menos trabalho pro corpo obter energia e, por isso, acaba ficando disponível mais rápido. Enseja dois pontos: se você não utilizar, há a tendência de acúmulo; deve ser utilizada preponderantemente próximo à atividades físicas. A proteína é diferente: mais difícil de ser processada e, por isso, exige mais energia do corpo.

Ora, ao comermos proteínas estamos exigindo mais do corpo do que quando comemos carboidratos. Isso por si mesmo já ajuda a manter a forma. Ademais, os músculos são criados por meio de um processo chamado síntese proteica. Não é preciso ser inteligente para sacar que para criar músculos é preciso ingerir proteínas.

Quem tem o objetivo de obter a tranquilidade financeira precisa economizar. Não deve gastar com suplementos proteicos, haja vista os bons serem de elevado preço. Quem percorre nosso caminho precisa obter seus macronutrientes de fontes baratas e de uma forma inteligente, com conhecimento.

Este post vai inaugurar um novo link no blog: Eu, fit. Nele, vou escrever minha dieta atual, bem como todos os exercícios que tenho feito, bem como se são bem sucedidos ou não. Caso eu não esteja obtendo sucesso, vou reajustar e postar. Por enquanto, não farei academia, mas apenas exercícios que possam ser feitos em casa sem equipamentos e a tradicional bicicleta.

A dieta

Pela manhã, comerei 3 ovos (temperados com sal, azeite de oliva e orégano) e uma fruta. O almoço é livre, desde que tenha um bife – pode ser de frango, de peixe ou de gado -, arroz e feijão, e vegetais, incluindo frutas, verduras e legumes. O lanche da tarde serão dois bifes de frango. O jantar, 400 ml de iogurte caseiro com aveia e granola, bem como uma fruta.

Está proibido: refrigerante, porque uma latinha possui 40g de açúcar, o que equivale a 8 saches daqueles de lanchonete; Cervejas, porque tem muitas calorias que não nutrem e ainda dificultam a absorção de outros nutrientes por fermentar as fezes; Pães e salgados;

O acompanhamento

Vou medir a circunferência abdominal todo dia 1 e observar meu corpo no espelho (essa atitude é bem melhor que a balança). Todo dia primeiro vou postar o resultado no link Eu, fit.