Aporte #7/360. Dias de Matrix.

Há algumas décadas, meu pai, preocupado com minha segurança, assinou um seguro de vida. Não era muita coisa, pois ele ainda tinha baixo poder aquisitivo. Todavia, já pensava em minha segurança. Sou muito grato a ele.

Quando ele morreu, fui buscar o seguro e descobri que já haviam sacado o dinheiro e pensei: “tudo bem, vocês sabem que pagaram errado e agora basta pagar pra pessoa certa”. Não era bem assim. A empresa alegou que a pessoa tinha uma procuração minha e, de fato tinha, só que era pra resolver coisas ligadas a um processo específico e não para pegar o meu seguro.

Agora, após muitos anos, estamos em fase de execução. Nos cálculos de meu contador, a empresa me deve algo em torno de R$ 187.000,00. Recebi semana passada R$ 127.000,00. Porém, novamente os malditos advogados, ficaram com grande parte. Recebi R$ 96.000,00. Agora, já pedimos a diferença. Como estamos em fase de execução, as coisas tendem a andar mais rápido.

Estou pagando contas atrasadas: lote, faculdade e outros. Dei belos passeios, comprei roupas novas (adoro camisas polo). Descobri que as polos da Aleatory caem muito bem em mim :). Comprei sapato na Mr. Cat e quero comprar umas 2 calças jeans bacanas. Sai com minha família em gastei R$ 30,00 com sorvetes. Comprei o Chromecast. Vou comprar sofá, materiais escolares e um monte de coisas assim. Estes são dias de Matrix.

Hoje vou transferir R$ 15.000,00 para a corretora e amanhã transfiro o que sobrar desses dias de gastos e reequilíbrio das contas. Posteriormente, terei que tirar um pouco pra finalizar o acabamento da minha sala comercial. Enfim, ter as contas ajustadas me deu uma sensação muito boa. Me fez perceber que minha vida realmente é ótima e que só falta um pouco de segurança financeira pra ficar perfeita.

Estou adiantando esses R$ 15.000,00 para comprar algumas ações. Vou comprar R$ 10.000,00 de BBDC3 e talvez R$ 5.000,00 de WIZS3. O resto aplicarei em títulos públicos e será meu colchão de liquidez. Assim que eu fizer a transferências e as compras, edito este post, que ficará com o nome Aporte #7/360. Dias de Matrix. [EDITADO]. Abaixo colocarei a carteira atualizada.

Meus amigos, sigam com fé, amor e paz. O caminha é longo e prazeroso. Aprendamos com cada erro, mas não nos deixemos nos iludir. As pessoas próximas de nós valem muito mais que qualquer fortuna. Até.

 

Preço Médio no Mercado de Capitais

Comecei a investir esse ano e o que mais me chamou atenção foi a constante necessidade de buscar conhecimento. Cada coisa que eu aprendo indica que devo aprender mais para tomar decisão de forma consciente. Então, tento escrever sobre assuntos que estão na minha linha de aprendizado. Esta semana, escrevo sobre a estratégia do preço médio e seus impactos.

A preocupação de não comprar no topo e de não vender no fundo é fustigante. Com isso em mente, observei vários professores como o Bastter e o Tetzner afirmando como nunca se deve entrar ou sair bruscamente de um ativo; a compra e a venda de um ativo deve ser paulatina, sistemática. Sempre me perguntei o porquê disso. Depois de muito refletir, achei a resposta: justamente para evitar a compra no topo ou a venda no fundo.

Todo iniciante acredita na ideia de comprar na baixa e vender na alta. Esse é um pensamento óbvio. Porém, de difícil execução, pois nunca se sabe qual o real valor de um ativo e, portanto, nunca se sabe se este título está caro ou barato. Veja, nem o próprio contador tem com precisão o valor patrimonial da entidade que controla, imagine o pequeno investidor.

Nesse contexto, entra a estratégia de compra conhecida como preço médio. Tal método consiste na compra sistemática de títulos mobiliários por valor e intervalo de tempo pré-determinados. Utilizando a estratégia do preço médio, seria bastante improvável que tanto a compra seja realizada sempre no topo, quanto a venda, sempre no fundo. Assim, essa técnica auxilia investidor que não possuem conhecimento suficiente para detectar os melhores momentos de entrar ou sair de um ativo.

O preço médio é calculado como a média aritmética dos preços pagos nas diversas compras de determinado título. Por exemplo, se uma cota foi comprada por R$ 10,50, outra por R$ 15,00 e outra por R$ 20,50, o seu preço médio é de cerca de R$ 16,00. Com essa informação, é possível verificar a rentabilidade da carteira, pois se o valor de mercado da cota for R$ 17,60, significa que houve uma rentabilidade de 10% sobre os R$ 16,00. Assim, fica fácil notar que a partir do preço histórico, obtém-se o preço médio e é possível aferir a rentabilidade da aplicação.

A avaliação do Dividend Yield (DY) pode ser calculado com base no preço médio e com base na cotação atual. Ao aferir o DY frente ao preço médio, temos uma avaliação de rentabilidade da ação. Entretanto, ao calcular o DY do papel frente à cotação atual, temos um indicador que nos possibilita uma reflexão sobre manter ou não a posição no papel: há papéis que me oferecem melhor retorno? Para aqueles que focam nos dividendos, esses dois DYs são relevantes para reavaliar a posição.

No que tange ao Imposto de Renda, tributo de competência da União, a sua base de cálculo é justamente o valor da venda dos papéis que forem vendidos acima do preço médio (no caso das vendas ultrapassarem R$ 20.000,00 no mês). Embora seja interessante a utilização do preço médio na avaliação da rentabilidade e no cumprimento de obrigações fiscais, tal estratégia deve ser refutada como forma de reduzir o prejuízo na aquisição de títulos que caem de valor.

Há pessoas que acreditam que comprar papéis de sua carteira que estão se desvalorizando irá diminuir o prejuízo, o que não é verdade. De fato, o preço médio irá cair, uma vez que os papéis estão sendo adquiridos por um preço abaixo que antes, porém o prejuízo na compra dos primeiros papéis será mantido. Não há mágica, apenas um problema de interpretação dos números.

Enfim, dos vários pontos analisados, o mais importante é ir se posicionando ou se desfazendo da posição vagarosamente, seja observando o preço médio ou não. Deixo um vídeo do Bastter descrevendo cada um dos aspectos de aplicação do preço médio. Como sempre, drástico, ele afirma que o preço médio não serve para nada além do IR. Enfim, vale a pena conferir.

 

Risco de Mercado: Uma introdução. Brasil e ETFs.

Risco significa que é possível que algo indesejado ocorra. Quando o investidor aplica o seu dinheiro, ele espera ter um retorno daquele investimento. Assim, no contexto dos investimentos, risco é a possibilidade de que as expectativas do investidor não se confirmem.

No mercado, os analistas analisam, normalmente, cinco riscos: mercado, crédito, liquidez, operacional e legal. O escopo deste post é tecer comentários sobre o risco de mercado.

Basicamente, o volume (quantidade) e a amplitude da variação do preço e o prazo do investimento perfazem o risco do mercado. Se um ativo tem seu preço alterado a todo momento, há risco de mercado. O câmbio, por exemplo, varia diariamente, ainda que alguns centavos.

Sobre a amplitude, temos o exemplo recente da JBS. Em outubro de 2016, JBS chega a cair 20% e lidera quedas do dia na Bovespa. Há 7 dias, ação da JBS cai mais de 25%. Já há 3 dias, JBS sobe 22%. Além do volume da variação ser grande, a amplitude também é acentuada. Tais fatos caracterizam esse ativo e, portanto, extremamente volátil, arriscado.

Essa volatilidade, aliás, é característica da bolsa brasileiras, que é considerada especulativa por algumas agências, basta colocar no Google Rating Mood’s Brasil: Moody’s rebaixa perspectiva de rating do Brasil para negativa. Ou seja, boa parte das empresas do país variam demais o preço, tem muita volatilidade, muito risco, são pura especulação. O risco de mercado ou volatilidade é, aliás, característica da B3, a antiga BM&FBovespa.

Nesse contexto é que os ETFs entram no Brasil: especulação. Ora, uma empresa pode cair até não valer mais nada, vide Eternit. Até o ponto de não conseguir mais recuperar o seu preço. Já os ETFs, podem cair, cair e cair que não vão quebrar, pois não são empresas. Em cenários baixistas, compra. Em altistas, vende e realiza o lucro. Simples assim.

O prazo do investimento também deve ser levado em consideração. Quanto maior o prazo, maior tende a ser a volatilidade. Nesse contexto, se torna interessante ressaltar que nem todos os títulos públicos são seguros sob o ponto de vista do risco de mercado.  Veja aqui o quanto o preço dos títulos Tesouro IPCA+ variam. É por isso que, pelo menos num curto prazo, depois de ter ajustado as minhas finanças, não pretendo aplicar em Tesouro IPCA. Certa vez vi o Bastter comentando que não existe investimento no curto prazo (Tesouro Selic), mas só no longo (Tesouro IPCA+). Discordo, ambos são investimentos, o Selic menos arriscado por ter menor risco de mercado, o IPCA+ mais arriscado pelo motivo inverso.

 

Plano de Ação 2017

Quero que esse ano seja o ano da virada. Já manifestei isso em outros posts. Estive pensando no que há de errado nas minhas finanças. Seria eu muito desleixado? Acredito que não. Em 2008, quase dez anos atrás, eu era solteiro e ganhava R$ 3.500,00. A minha vida era relativamente tranquila. Até que eu casei e comecei a ter problemas. Os pensamentos que estou escrevendo neste post têm a exclusiva finalidade de reflexão e entendimento, por favor, não se encomode com a simplicidade.

De 2008 até hoje, temos a inflação acumulada de 76% (ipca). Isso significa que, se eu continuasse solteiro, teria que estar ganhando hoje R$ 6.160. Isso só para manter o mesmo humilde nível de tranquilade. Fazendo uma conta de padaria, algo próximo de R$ 12.000 se casado, que é o meu caso. Ganho, bruto, R$ 9.000. Ou seja, no meu caso, não aumentar o nível de consumo não é possível, mas diminuir. Isso sem levar em conta os filhos.

Ademais, devido às sucessivas mudanças de endereço, haja vista ter passado em concursos em diversos lugares, criou a minha principal dívida, que eu chamo de empréstimo maior. Mulheres gostam de ter a casa mobiliada. Caso contrário, “não é uma casa”. A falta de conhecimento financeiro me levou a concordar com ideias como
“vamos parcelas, afinal, todos vivem endividados”.

A faculdade de minha esposa ultrapassa os R$ 1.000 por mês e, semestre que vem, meu filho começará a ir para escola. Como o meu “resultado financeiro” tem estado péssimo, essas questões tendem a agravar o quadro. A minha única saída é aumentar a renda drásticamente. Preciso ser aprovado em um concurso de auditor fiscal urgentemente. Isso equilibraria as contas e, em pouco tempo, teria um bom resultado financeiro.

A aprovação não ocorre quando queremos, mas quando há oportunidades e estamos preparados. Preparo-me diariamente, faltam as oportunidades. Enquanto não chegam, elaborei um plano de fuga da corrida dos ratos. Está anotada em um papel já velho, então resolvi escrever este post para deixar registrada.

O plano

  1. Quitar dívidas;
  2. Nunca mais utilizar dinheiro de terceiros;
  3. Aumentar a renda e manter o nível de consumo;
  4. Formar um colchão de liquidez/reserva de emergência; e
  5. Investir.

Espero que funcione.

A regra 50-15-35 de orçamentação. Minha situação atual. Planejando a virada.

Quem acompanha o blog já sabe que eu passei por várias dificuldades como a busca e apreensão de meu carro, gastar mais que receber, despesas gerais com família e até mesmo falta de controle de despesas supérfluas. A despeito disso, tenho conseguido levar a minha vida e honrar a maioria dos meus compromissos, mas sempre colocando em risco o pouco que tenho investido, haja vista ainda não possuir uma reserva de emergência. Por isso, venho procurando uma saída séria e definitiva para a estruturação de minhas finanças.

Tenho percebido que quando há complicações demais, registros demais ou mesmo detalhes demais, o controle tende a não funcionar. Estudo contabilidade. Talvez seja estranho eu ser contra o controle moeda por moeda, mas o fato é que somos diferentes de uma empresa. Em uma corporação, há profissionais específicos para escriturar e acompanhar as demonstrações financeiras. Eu como pessoa física não teria essa disponibilidade. Mesmo com aplicativos que registram tudo automaticamente como o GuiaBolso, tenho que classificar e acompanhar tudo o que é gasto para, por fim, não ter o resultado esperado.

Então, aumentei as minhas buscas para responder a seguinte questão: como controlar minhas contas? Afinal, este é o primeiro passo para quem quer ser um investidor. Me lembrei que há alguns anos atrás eu havia lido sobre uma regra de três números que definia percentuais para cada categoria de gastos. Bom Google. Encontrei a regra e ela se chama 50-15-35.

A regra 50-15-35

A regra 50-15-35 é composta por três números que somados totalizam 100, ou seja, eles representam 100% do seu orçamento. As despesas devem ser obrigatoriamente ser divididas em Essencial (50%), Financeira (15%) e Estilo de Vida (35%). Observe a sequência, pois ela possui um significado. Primeiro, devemos pagar as despesas essenciais como água, energia, aluguel, transporte, educação, saúde e similares. Posteriormente, pagar as dívidas financeiras e, caso não haja dívida, constituir o colchão de liquidez. E, por último, mas não menos importante, 35% para “viver”.

Obviamente, esses valores podem variar de pessoa para pessoa. Alguém com uma renda mensal de R$ 40.000,00 não precisa gastar a metade com despesas essenciais e poderia aumentar a despesa financeira para 20%, 30% ou mais. No meu caso, vou começar com os valores indicados no nome da regra. Esse será o meu ponto de partida.

A minha situação atual

Não objetivo me expor, até por que não me identifico pelo nome. Desejo apenas registrar minha vida financeira “do desastre ao triunfo” sem utilizar caminhos fáceis como vender isso ou aquilo para pagar. Enfim, vou enumerar minha dívidas atrasadas, despesas, investimentos e aferir o quanto minhas despesas são aderentes à regra.

Seguem meus recursos que estão 100% sob meu controle. Além desses há outros que depende de decisão judicial e serão acrescentados conforme forem sendo realizados. Elas são: uma sala comercial inacabada de R$ 120.000,00, fundos imobiliários e ETFs no valor aproximado de R$ 1.000,00 e
carro popular no valor (tabela FIPE) de R$ 35.000,00, R$ 8.000,00 em gado. Meus recursos controlados totalizam aproximadamente R$ 164.000,00.

As dívidas atrasadas são: R$ 1.500,00 na Dívida Ativa, R$ 3.000,00 na caixa econômica, R$ 1.700,00 com uma imobiliária (comprei um lote em 2008 e ainda não terminei de pagar), R$ 800,00 na faculdade. Tais dívidas totalizam R$ 7.000,00.

Meu salário líquido é de aproximadamente R$ 7.200,00. Aplicando a regra temos R$ 3.600,00 para despesas essenciais, R$ 1.080,00 para finanças e R$ 2.520,00 com estilo de vida. Pelos meus cálculos, viver com R$ 3.600,00 para despesas essenciais é tranquilo. Porém, R$ 2.520 para estilo de vida e R$ 1.080,00 para a questão financeira é difícil.

O problema prático e a quase solução teórica

Seguindo a regra, tenho disponível R$ 1.080,00 para despesa financeira. Porém, tenho dois empréstimo que já abocanham 100% desse montante. Ou seja, em tese não teria margem para pagar as dívidas atrasadas e, na prática, é o que acontece. Ademais, quanto mais o tempo passa, os valores aumentam devido aos juros e às multas.

Assim, a única forma que vejo de quitar essas dívidas atrasadas seria a venda de algum recurso controlado, porque com os 15% não seria possível salda-las. Seria estupidez vender o apartamento, uma vez que o mercado imobiliário está péssimo. Seria perda de tempo perder meus títulos privados, já que perfazem um montante muito pequeno. O carro, esse eu não vendo :). Sobrou o gado. R$ 8.000,00 (valor de custo do início do ano passado) seria ideal para sumir com as dívidas atrasadas. Pena que estamos sofrendo com a liquidez do gado por esses tempos e não estou conseguindo vender.

Esse problema de liquidez do gado choca com a minha urgência no caso da imobiliária, uma vez que o lote corre o risco de ser revendido caso não quite esse saldo urgentemente. Enfim, são muitos os problemas. O mais importante foi feito: enumerar dívidas, enumerar despesas, orçamentar, ter consciência e ter vontade.

Acompanhamento

Analisarei uma forma de publicar o acompanhamento de minhas despesas. A intenção é me estimular a dar uma virada. Não uma virada fácil, mas uma virada técnica na vida financeira. Com essa análise de cenário, plano traçado, agora falta a execução. Em breve saberei de que sou feito.

Pelo andar da carruagem, este ano será o ano da virada. Será o pontapé inicial composto por conhecimento, paz e a fuga da corrida dos ratos. Desculpe a exposição e opiniões em demasia, mas o blog serve pra isso mesmo. 🙂

A vantagem competitiva nas empresas

Vejo vários investidores afirmando selecionar empresas que possuem vantagem competitiva e resolvi falar sobre o tema neste post. Existem inúmeras teorias, mas aqui escolhi falar sobre uma que achei de mais fácil entendimento e serve, no mínimo, para iniciar o estudo do tema. O nome da teoria é As Cinco Forças de Michel Porter, que é professor  da Harvard Business School.

Quando analisamos demonstrações financeiras e os produtos e serviços comercializados por uma empresa, estamos analisando forças ou fraquezas internas à entidade. Porém, apenas essa análise pode se tornar insuficiente. Então, o estudo deve extrapolar a empresa e ir ao seu ambiente. Analisar as vantagens e desvantagens da entidade com relação à concorrência. Essa é a utilidade da teoria de Porter.

As-5-Forças-de-Porter
As 5 forças de Porter

A força central é também a mais significativa. Ela representa o comportamento das entidades concorrentes. Se tentam sempre copiar, inovar ou revolucionar. Quanto é gasto com marketing, qualidade e outras despesas administrativas que resultem no aumento do market share. Algumas empresas se mantêm na frente por muito tempo, mas algum concorrente agressivo pode tentar tomar a frente.

A barreira a entrada de novos concorrentes simboliza as dificuldades do surgimento de novos concorrentes. Por exemplo, não seria nada fácil ter os canais de comunicação da Brasil Foods ou às proteções legais da VALE. Também não seria fácil ter o apoio que A Cielo tem, afinal, é de propriedade dos bancos brasileiros, embora o PagSeguro esteja entrando no mercado e outras formas de pagamento.

Poder de barganha dos compradores. Se os produtos da entidade tem pouca diferença, ou seja, há uma uniformidade nos produtos da praça, os compradores têm grande poder, haja vista ser fácil comprar de outra empresa. Um indicador é a margem líquida pequena. Ora, se não é possível aumentar a margem é por que os compradores podem comprar de outras empresas sem sentir falta do produto ou serviço fornecido pela entidade.

Poder de barganha dos fornecedores se manifesta quando há poucos fornecedores do produto, como no caso de empresas que dependam de petróleo no Brasil, que dependem da Petrobras. Tem poder de barganha quando a entidade é pouco significativa em relação ao total faturado pelo fornecedor.

A ameaça de produtos substitutos é um dos mais interessantes. Não quer presunto? Tem apresuntado. Não quer apresuntado? Tem salame? Não quer salame? Tem “lanche”. Todos esses são produtos que se substituem, embora não sejam idênticos. Faz-se necessária a análise desses produtos que podem tirar o mercado da entidade.

Assim, enumerar todos esses aspectos parece ser uma atitude inteligente antes de investir adquirindo ações de empresas, ainda que apresentem boas demonstrações financeiras e bom market share.

Concurso Público. Qual cargo escolher?

É mais do que natural as pessoas e mesmo os especialistas afirmarem que uma das fases do planejamento para ser aprovado em um concurso público é a escolha do cargo. Porém, não creio que escolher o cargo seja o mais inteligente, mas avaliar qual você terá mais chance de ser aprovado.

Existem vários fatores que dirão qual o cargo mais indicado para o seu perfil. Não adianta querer ser juiz sem ter formação em direito. Também não adianta querer ser policial não tendo uma boa condição física. Não adianta querer trabalhar no Senado não gostando do CESPE (ou CEBRASPE), pois essa será a banca do certame. Acredito que eu já tenha conseguido mostrar o meu ponto.

Proponho o seguinte:

  1. Avaliar o seu background. Você sempre gostou de que disciplinas na escola? Qual a sua formação? O que você anda se interessando? Em que disciplina você tem mais facilidade? Avalie seus pontos fortes e fracos;
  2. Avalie o volume de estudos necessário. Você não estuda pra concurso e quer ser aprovado como Analisa Administrativo do TRT. É possível, mas você terá que estudar como se sua vida dependesse disso ou ser um gênio. Não é inteligente. Estude para um cargo que exija menos disciplinas para estudo e seja menos concorrido;
  3. Mensure seu desempenho com a banca. Esse ponto é muito importante e nunca vi alguém mencionar. CADA PESSOA LIDA MELHOR COM CADA TIPO DE BANCA. Por exemplo, eu sou excelente em CESPE. Meu desempenho é muito superior ao da maioria das pessoas nessa banca. Esse é inclusive um erro de estratégia, haja vista eu ter escolhido a área fiscal, que é dominada por FCC e ESAF e sou péssimo nelas.

Os dois pontos podem varias bastante. Se você está sendo sustentado e não tem pressa, não se preocupe. Aprenda todas as matérias que forem necessárias sem se incomodar com o volume de estudos ou seu background, porque sempre há tempo para mudanças e aprendizado. Agora, com relação ao terceiro ponto, por favor, acredite em mim. Se não acreditar, verifique o seu desempenho em várias disciplinas em várias bancas.

O correto seria eleger algumas disciplinas como Português, Raciocínio, Informática, Direito Constitucional e responder centenas de questões. Posteriormente, verificar qual o percentual de acerto em cada banca. Onde se é melhor Português? E Informática? Enfim. Deve ser o suficiente para avaliar o próprio desempenho.

A dica relativa à banca é importante por que a nossa maneira de pensar não muda. Se temos uma facilidade natural para acertar mais questões de uma banca por que prestar concurso para outra? No meu caso, eu ainda não havia pensado nisso. Foco na área fiscal no longo prazo, então espero me adaptar à FCC. Era isso. Obrigado pela visita.