Queridos,

Caso aconteça algo comigo e eu não tenha tempo hábil para lhes transmitir estas ideias. Deixo este pequeno texto sobre finanças pessoais que irá lhes trazer uma noção de como as coisas devem ser. No entanto, não se preocupem, porque não pretendo me ausentar tão cedo.

Quero lhes dizer que a coisa mais importante nas suas vidas são vocês mesmos. Nada é mais importante do que ter uns aos outros. Há muitas coisas boas na vida como pizza, sorvete, churrasco, cinema, pipoca, praia, farras e outras. No entanto, o mais importante é olhar para a família e se sentir feliz.

O dinheiro será o suporte para a vida de vocês. Entretanto, a felicidade não está à venda, portanto fiquem juntos e resolvam as divergências. Assim, serão unidos e felizes. Vocês sempre terão em quem confiar.

Para as coisas que estão à venda, o dinheiro é o rei: Cash is king. Com dinheiro vocês têm acesso comida, moradia, transporte, educação, saneamento básico, energia, remédios, academia, internet e outras coisas da vida. Então, dinheiro tem mais ligação com segurança que com a felicidade. Assim, sejam felizes, mas tenham dinheiro.

O principal conceito no que tange ao acúmulo de patrimônio é a ideia de gastar menos do que se ganha. Ora, quem gasta mais do que ganha, terá que recorrer a empréstimos e não conseguirá poupar, mas aumentará sua dívida e sua necessidade por novos empréstimos. Quem gasta menos do que ganha, terá um excedente e poderá guardar, ou seja, poderá armazenar segurança. Vocês entendem?

A forma mais fácil de se gastar menos do que se ganha é determinando limites aos gastos por meio de um orçamento familiar. O jeito que eu recomendo é dividir o orçamento em três: despesas com contratos, despesas sem contratos e despesas financeiras. Todas as suas despesas podem ser classificadas em um desses três tipos.

Aluguel? Despesas com contrato.

Combustível? Despesas sem contrato.

Energia? Despesas com contrato.

Supermercado? Despesas sem contrato.

Cartão de crédito? Despesas financeiras.

Netflix? Despesa com contrato.

Empréstimos? Depesas financeiras.

Água? Despesa com contrato.

Poupança? Despesa financeira.

É fácil classificar, não? Quando se lida com instituições financeiras, despesa financeira. Do resto, basta analisar se há um contrato ou não. Essa classificação facilita bastante a forma de se olhar as despesas. É muito interessante manter um controle de suas despesas que possuam contratos, sejam financeiras ou não. O controle pode ser simples: uma identificação, o valor pago e a data são suficientes.

Uma ideia extremamente interessante é determinar o quanto se quer gastar com cada tipo de despesa. Por exemplo, atualmente, gastamos cerca de R$ 2.000,00 com contratos e mantenho uma planilha para controlar o que paguei e o que falta pagar. Dessa forma, não cometo enganos e não temos nenhum serviço cortado. Ou pelo menos, quase nunca.

Já as despesas sem contrato são, na maioria, variáveis. Isso significa que elas podem ser muito grandes ou muito pequena. Como exemplo, temos o combustível. Se formos utilizar o carro para irmos para todos os lugares que quisermos, certamente gastaremos muito dinheiro. Agora dá pra entender o porquê de eu ir e voltar do trabalho de bicicleta não é mesmo?

Um conceito interessante é sacar o dinheiro que se pretende utilizar nas despesas sem contrato. Dói muito mais consumir vendo as notas desaparecendo da carteira que passando cartões de crédito ou débito. Saque o que pretende gastar. Atualmente, realizo saques de R$ 800,00 por semana para despesas sem contrato. Quando acaba, saco novamente apenas na semana seguinte. É por isso que conseguimos poupar!

A parcela da renda destinada à despesa financeira deve ser muito bem administrada. Se houver empréstimos, financiamentos, faturas ou qualquer outro forma de dívida, o correto é destinar todo o dinheiro destinado para esta finalidade até quitar tudo. Jamais tenha dívidas. Atualmente, ainda temos uma, que é fruto da falta de educação financeira do passado, mas em breve será finalizada. O certo é que se não for feita dívida, ela não existirá.

Possuindo toda a parcela destinada à despesas financeiras livres de pagamentos, vocês devem armazenar os recursos de alguma forma que vocês sejam capazes de entender. Pode ser até na poupança, mas o mais adequado é investir em boas empresas e bons fundos imobiliários.

Um conceito interessante é o de pagar-se primeiro. Pague-se primeiro! Isso quer dizer que quando receber a renda, separe o que será destinado à poupança (englobando todos os tipos de investimento) em primeiro lugar. Depois, pagar as obrigações ligadas a contratos, e o que sobrar deverá ser dividido por 4 e ser sacado todo início de semana. Dessa forma, o orçamento tende a se manter estável no longo prazo.

Sempre que uma emergência surgir, basta realizar o resgaste de recursos que foram anteriormente armazenados. Dessa forma, evita-se o endividamento. Outro importante vetor de manutenção da saúde financeira é a diminuição de supérfluos: consuma-os o mínimo possível.

Com as finanças nos eixos a vida se torna muito mais leve e tranquila. Sem o stress do descontrole financeiro é possível curtir a companhia uns dos outros. Concomitantemente, recomendo a leitura de livros ligados à investimentos: Pai Rico Pai Pobre, O Homem mais rico da Babilônia, Filosofia Bastter.com, Investindo em ações no longo prazo, Faça fortuna com ações, Investindo para vencer, A bola de neve, Warrent Buffet e a análise de balanço e outros.

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