Hoje recebi uma sintética missiva do analisa Bruce Barbosa (ex-Empíricus), que aprecia sobremaneira o value investing. Em suas cartas Os Superinvestidores de Graham-Doddsville de hoje, disse que o value investing possui três pilares que eu gostaria de “republicar” utilizando minhas próprias palavras.

1. Ações são mais que ações

Ações são empresas. Temos que ter em mente que uma ação representa uma pequena parte de uma empresa. Mais interessante que avaliar uma ação é ser capaz de valiar a empresa: entender seu negócio, vantagens competitivas, lucros, gestão de dívida, governança e outros.

Acredito que boa parte dos investidores analisam ações por meio de seus múltiplus, mas quantos de nós tenta entender a empresa? Para avaliar qualquer ação, temos que avaliar a empresa para entender quanto uma ação vale.

2. Margem de Segurança

Basicamente, margem de segurança é comprar uma ação por um preço inferior ao seu valor intrínseco. Como Buffet dizia, comprar uma ação de forma segura é comprar R$ 1,00 por R$ 0,50 centavos. Dessa forma, o investidor estaria protegido de uma eventual queda. Quanto menor o preço pago por uma ação, maior será a margem de segurança.

“Mesmo com uma margem de segurança agindo a favor do investidor, uma ação individual ainda pode sair mal. De fato, a margem só garante que a chance de o investidor ter lucro é melhor que a chance de perder – ela não significa que perder é impossível. Mas na medida em que o número de ações individuais na carteira, possuindo margens positivas, aumentar, mais certo é que o total dos lucros excederão o total dos prejuízos. A constatação é a base da indústria de seguros.” – Benjamin Graham

Voltamos ao ponto inicial: avaliar empresas, porque somente assim poderemos estimar uma margem de segurança. É verdade, avaliar uma empresa não é para qualquer pessoa, na medida em que é preciso experiência. Não me refiro ao fluxo de caixa descontado, mas à avaliação da empresa para estimar um valor intrínseco. Na minha opinião, a base do Value Investing é a capacidade de avalir a empresa, porque somente assim será possível estimar seu valor intrínceco e, depois, sua margem de segurança.

3. O mercado é maníaco-depressivo

Este conceito foi o primeiro que aprendi e junto com o anterior. O mercado tende a exagerar seus movimentos perante fatos. Percebemos que algumas notícias levanto o ibovespa e outras derrubam. A mesma coisa acontece com ações individuais. Lembro que HYPE3 estava custando cerca de R$ 37,00 e, depois da notícia do envolvimento de algum figurão da companhia nos escandalos da Lava-Jato, caiu para cerca de R$ 25,00.

Isso acontece com várias empresas e não só com notícias ligadas a crimes. Por exemplo, por não sabermos quem será o presidente, no últimos mês, havia várias empresas que haviam caído cerca de 40%. Outras caíram igualmente por ter tido uma queda nos lucros ou mesmo por obsolescência. Este é o momento ideal para se comprar se conhecermos a companhia e avaliarmos que estamos com preço abaixo de seu valor intrínseco.

De maneira inversa, quando saem boas notícias ou bons resultados, há a tendência dos preços se elevarem mais do que a empresa realmente vale. Momento de se distanciar das respectivas ações.

Resumindo, a volatilidade é benéfica para quem compra ativos abaixo de seu valor intrínseco.

Anúncios

Um comentário em “Os 3 pilares do Value Investing de Warren Buffet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s