Quanto mais ganhamos a conciência de que o dinheiro não nos traz felicidade, mas sim segurança, mais felizes e seguros viveremos poupando ainda mais. – Eu

Não acredito ter propriedade para falar de Saúde, já que não sou médico, dinheiro, por não ser economista, tampouco sobre equilíbrio, que não sei o que significa. Porém, tenho muita vontade de ter tudo isso. Faz parecer que encontraríamos o nirvana nesse caso.

Neste momento, acabei de chegar a meu trabalho. Estou tomando um café amargo na minha chícara de metal esmaltado. Cheguei até aqui de bicicleta após percorrer 7,5 km a partir de minha casa.

Durante tal trajeto vim refletindo se eu estava fazendo algo de errado por que ontem eu e uns colegas tivemos uma conversa sobre dinheiro. Eles diziam coisas como “não consigo entender o porquê deixar de viver hoje para viver amanhã”; “gosto de móveis caros em minha casa”; “não abro mão de pagar caro em um restaurante para me sentir bem”.

Eu me perguntei se eles estavam errados e eu certo. Afinal, pareciam ter tanta convicção. Enquanto pedalava, pensava e cheguei a algumas conclusões que me deixaram preocupado, mas me mostraram que estou no caminho certo.

Todos os dias trocamos nossa juventude e vitalidade por dinheiro durante a nossa idade produtiva. Para mim, isso significa uma coisa: O DINHEIRO É MUITO IMPORTANTE (!). Devemos gastá-lo somente quando for necessário e de forma cuidadosa e planejada.

Se o dinheiro é importante, por que comprar móveis caros? Por que visitar restaurantes caros? Por que comprar roupas caras? Por que fazer empréstimos para compensar a nossa renda insuficiente? A resposta da maioria das pessoas seria: Quando faço isso, sinto-me bem.

Esse é o ponto! Se precisamos de carro, restaurante, roupas caras e outros consumos similares para que possamos nos sentir bem, é porque existe algo de errado. Percebo que, atualmente, sinto-me bem com minha esposa e filhos e comigo mesmo, sozinho. Durmo com vontade de agradecer e acordo com vontade de agradecer. Isso, para mim, parece significar que A FELICIDADE ESTÁ DENTRO DE NÓS.

Obviamente, precisamos de dinheiro para sobreviver, mas devemos guardar o máximo que pudermos realizando ajustes em nosso orçamento e no nosso estilo de vida. Quando guardamos dinheiro, estamos contruindo um “eu” financeiro, que é incansável, trabalhador, eficiente e que, ao contrário de nós, com o passar do tempo, produz cada vez mais.

Eu entendo tudo que eu disse até aqui, mas tenho certeza que pode surgir a dúvida: Se a felicidade está dentro de nós, por que razão pouparemos tanto? É o seguinte, o dinheiro é o que proporciona toda a infraestrutura que nos cerca. Quando poupamos, estamos aumentando a nossa segurança.

Ora, se conseguimos viver com 90% de nossa renda, por que viver com 100%? Podemos guardar esses 10%. O que poupamos, traz a tranquilidade de saber que, CASO PRECISEMOS, teremos esse dinheiro para nos salvar. Caso não precisemos, teremos um eu que nos auxiliará em nossa maturidade e velhice.

Esse é o ponto. A felicidade não está no dinheiro, mas em nós mesmos. O patrimônio serve para nos dar segurança para atender nossas necessidades quando for necessário e quanto maior a taxa de poupança (payin), maior a segurança. Arrisco a dizer que quanto mais ganhamos a conciência de que o dinheiro não nos traz a felicidade, mas sim segurança, mais felizes e seguros viveremos poupando ainda mais mais.

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