“Há apenas uma maneira de evitar críticas: não fazer, não falar e não ser nada” Aristóteles

Estou, por alguma razão, a quase três dias sem dormir direito. Também não estou conseguindo trabalhar. O pior é que não sei o porquê ao certo. Já que não consigo trabalhar, decidi escrever um post que tenho vontade há tempos. Uma compilação de conselhos sobre finanças pessoais.

Todos sabemos que se conselho fosse bom não seria dado, mas vendido. Entretanto, meu objetivo é transcrever algumas ideias sobre eventos que me levaram ao desequilíbrio financeiro para revisitação e posterior consulta. Creio que pode ser interessante. Vou enumerar e ordem decrescente de importância.

1. Não tome empréstimos

As minhas finanças não são um primor, mas tem melhorado QoQ (trimestre a trimestre de um jeito chique). Eu vivia pegando empréstimos, parcelando o pagamento de produtos e e utilizando o cartão de crédito. Agora, evito ao maximo.

Eu pegava empréstimo por que devido à falta de gestão dos meus recursos, acabava ficando sem dinheiro e a solução mais fácil era pegar empréstimos. E se eu quisesse reduzir a parcela? Refinanciaria com prazos mais longos, é claro!!! Mas que idiota…

idiota

Como fui tão ignorante por tanto tempo? Eu sei a resposta, eu não tinha ouvido falar sobre independência financeira até então. Essa ideia entrou na minha vida como uma luz nas trevas.

Parcelar produtos? Jamais! Sou radical. Quando digo sem empréstimos é sem empréstimos mesmo. Cartão de crédito? Putz. Só se não existir alternativa mesmo. Ou tenho o dinheiro para comprar ou não compro. É simples assim.

Como não peguei mais empréstimos, meu individamente vem caindo e minha saúde financeiro subindo e, consequentemente, minha saúde mental e física também, pois agora tenho paz.

Jamais tome empréstimos, porque eles são a manifestação do poder dos juros compostos a seu desfavor. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos. Não tome empréstimos.

2. Gaste menos do que ganha

Este é o mais clássico de todos e, provavelmente, deve ser o mais popular também. Eu mesmo já tinha ouvido falar várias vezes isso, mas pra mim não faria sentido. Afinal, o que eu faria com o resto do dinheiro? Certamente, em outros tempos, compraria uma cervejinha e uma picanha na chapa. Para o bem ou para mal, já não mais.

Até que então, um amigo, que já poupava e investia me deu um livro que mudou definitivamente a minha vida. As ideias escritas no eBook foram como um grão de mostarda. É por isso que já não pego empréstimos, tento gastar menos do que ganho, poupo e invisto. O nome do livro é 11 Segredos para a Construção da Riqueza de Mark Ford. Vou até reler e falar mais sobre o que aprendi nele em outro post.

Ford não me transmitiu nada sobre matemática financeira, dividendos, CAPEX, OPEX, CAGR ou qualquer outro desses termos. Ele revelou o seu próprio mindset. O sistema mental de um verdadeiro vencedor no mundo das finanças. Isso começou a ficar muito claro quando ele começou a falar sobre os baldes de renda, gastos, poupança e investimentos.

baldes

A água, que simboliza todo dinheiro que recebemos, nasce de dois poços: o poço da renda ativa (emprego) e o poço da renda passiva (investimentos geradores de renda) e seguem para o balde dos gastos. Toda a nossa renda irá direto para o balde dos gastos, mas não irá parar nele.

O balde dos gastos funciona como um despachante de recursos. Ele destina a “água” para três destinos: o balde da poupança, o balde dos investimentos e para o contas a pagar. A poupança seria onde estão os recursos ligados à reserva de emergência (estou falhando nesse ponto, mas em breve estará formada). Os investimentos podem ser os mais variados tipos e que conformarão o poço da renda passiva. Já as contas a pagar, tudo o que a gente precisa para viver.

Quanto mais a água é armazenada nos baldes de poupança e investimentos, menos água vaza para as contas a pagar. Quanto mais compromissos assumimos com, por exemplo, empréstimos, mais a água desaparecerá e menos ficará nos baldes de poupança e investimentos.

Ideia lúdica e simples que me fez ouvir o click mágico da saúde financeira. A prova mais evidente é que no último mês aumentei meu “payin” para 20% da minha renda. Vitória!

3. Tenha uma reserva de emergência

Lembra do balde da poupança? Pois é, ele simboliza a reserva de emergência. Tal montante serve para equalizar a necessidade de pagamentos com a renda. Quero dizer que, por mais que tenhamos renda suficiente para assumir compromissos, nem sempre temos dinheiro em mãos e é esse problema que a reserva de emergência resolve.

A falta de reserva de emergẽncia é que nos faz descumprir a regra número 1 de não tomar empréstimos. Todos os momentos que eu tinha, me dei bem e nos que não tinha, a coisa ficou feia.

Hoje mesmo tenho um pensamento martelando na minha cabeça: amanhã  vence uma obrigação (ainda bem que é sábado) e somente irei receber o dinheiro para quitá-la depois da semana santa. Tenho 5 cabeças de gado para vender, mas os açougues somente irão comprar depois da semana santa, uma vez que agora ninguém vai comprar carne, mas peixe.

Meus inquilinos da sala comercial não têm pagado o condomínio, que tem sobrado para eu pagar. Ocorre que eles sempre pagam de tempos em tempos. Então, fica claro que há um descasamento entre o que tenho para receber e o que tenho para pagar. É esse o tipo de problema que poderia ser resolvido se eu tivesse uma reserva de emergência.

Bastaria eu pagar minhas obrigações com os fundos da reserva de emergência e quando vendesse o gado ou recebesse os condomínios atrasados de meus inquilinos, eu devolveria ao balde de poupança. Só que não, tenho que refazer minhas reservas! Não gosto de descupas, mas quem comeu essa grana foi a minha filha mais nova com suas fraldas, remédios e objetos requeridos. Pequeno serumaninho!!

4. Invista somente naquilo que você entende

Minha esposa tem um velho e rico tio que sempre fala de gado. Gado bom por isso, gado é bom por aquilo. “Gado é dinheiro vivo, é só abrir a boca e vender”. “Gado é bom por que a vaca dá um bezerro por ano” (yield de 100% anual!!! só que não…). Ele falou tanto de gado por tanto tempo que eu disse:

– Vou criar gado também.

– Não faça isso.

– Qual o problema? Não é o melhor investimento do mundo??

– A gente tem que mexer apenas com aquilo que a gente conhece.

Esse foi um conselho valioso que veio de um homem rico, que eu não escutei. Há dois anos encontrei 8 vacas estimados (ainda confiava na precificação alheia) em R$ 1.000,00 que estavam sendo vendidas por R$ 800,00. Ao todo, compraria 8 vacas que valiam R$ 10.000,00 por R$ 8.000,00. Não tinha como dar errado! O mais legal é que eu peguei um empréstimo para comprar, porque era fácil demais. Afinal, era só esperar 1 ano que eu teria mais 8 animais, no pior caso, alguns morreriam, mas ainda sim teria lucro.

dilma

Acontece que, a teoria é diferente da prática. Hoje, dois anos depois, graças a Deus terminei de pagar o empréstimo (aquele que eu disse lá em cima). Nem calculei, mas provavelmente paguei quase o dobro do dinheiro que peguei; O gado come muito capim, precisa de vacina e sal; Nenhuma vaca pariu um maldito bezerro que seja nesses dois anos. PREJUÍZO TOTAL! Aniquilação!

Não importa o quão simples algo possa parecer, invista somente se você compreende o s custos, os benefícios e os riscos dessa operação. Se você conseguir entender essa tríade e estiver disposto, invista.

Era isso!

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Um comentário em “Os melhores conselhos sobre finanças pessoais (espero que gostem)

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