Há alguns meses atrás, estava conversando com um grande amigo. Uma pessoa de extrema inteligência. Ele dizia-me que havia vendido um lote que estava financiado e que seu pai havia brigado muito com ele por que era assim que ele mesmo adquirira um bom nível de vida e ele deveria fazer o mesmo: acumular imóveis.

Meu pai seguiu o mesmo caminho e conseguiu até bastante coisas. Funcionou para ambos a mesma fórmula: acumular imóveis para renda ou para ganho de capital, no caso de lotes. Lembro também uma colega que disse que o pai havia comprado lotes por mixaria e, alguns anos depois, cada lote valia mais de R$ 1.000.000,00. Eu mesmo já vi isso acontecer diante os meus olhos.

Se você chega em uma cidade que está no início de sua fundação, você pode comprar qualquer imóvel por um salário e receber troco. Já vi várias cidades no início, algumas crescem, outras “encruam” como diz minha sogra. Nas cidades que encruam, nem adianta tentar vender, sendo bem melhor esquecer que algum dia colocou algum trocado que seja nela. Porém, se a cidade crescer, você tirou a sorte grande! Olhe-se no espelho e diga: o mais novo milionário deste país!

Hoje, vejo uma oportunidade semelhante, mas não está sobre a terra, não tem matéria, é algo incipiente: o Bitcoin. Há alguns anos custava alguns poucos reais, eu vi valendo R$ 3.000,00 e hoje, no bitvalor.com está cotado em R$ 26.000,00. Vi o Viver de Construção dizendo em algum post de seu blog que já havia perdido o bonde. Certamente ele tem mais conhecimentos que eu, mas devo discordar. Acredito que o bonde está aguardando seus passageiros para uma bela viagem.

Acredito que a criptomoeda continuará sua escalada ascendente por muito tempo em escala logarítmica. Lembro que quando um país da América do Sul, salvo engano é a Venezuela, começou a sofrer com um cenário hiperinflacionário, boa parte dos cidadãos começaram a utilizar o Bitcoin como reserva de valor e a consequência foi a valorização expressiva da criptomoeda em meados de 2017.

Agora, em Zimbábue, as forças armadas tomaram o poder no país, o que ensejou uma valorização gigantesca da criptomoeda no país e arrastou uma valorização mundial, uma vez que a oferta da moeda é mundial, livre, digital, virtual, não tem fronteiras ou barreiras.

Crises no Zimbábue e na Venezuela mostram poder do Bitcoin como o “ouro digital” – Infomoney, 17 nov, 2017

E se um grande país iniciar um uso massivo da criptomoeda, onde ela não irá chegar? No Brasil, estima-se que menos de 1% da população invista em ativos financeiros. Aparentemente, nem a metade disso possui criptomoedas. Quando esse cenário mudar, acredito em uma crescente explosão da moeda digital.

É um caso econômico básico: oferta e demanda. Enquanto só existem 21 milhões de Bitcoins no mundo, a demanda cresce, engendrando a valorização. Caso eu esteja errado e essa “cidade” não seja a que vai florescer, certamente perderei algum dinheiro. Entretanto, caso eu esteja certo, farei a alegria de meus cabelos brancos quando eles chegarem, bem como a de minha descendência.

Obviamente não posso utilizar R$ 20.000,00 para comprar um Bitcoin, mas posso aportar mensalmente para ir comprando frações de Bitcoin. Por um momento me peguei pensando: e se ele valorizar tanto que com meus aportes eu nunca consiga comprar um Bitcoin inteiro? Logo eu pensei: ÓTIMO!!! Estou rico com meio Bitcoin! 🙂

Já escrevi um post técnico sobre o assunto aqui no blog, mas me senti na obrigação de falar sobre isso. Semana que vem faço a minha primeira compra de Bitcoin. Comprarei bem pouco apenas para fazer um teste: comprar e transferir para minha carteira, bem como fazer backup das palavras chaves para posterior recuperação em caso de perda. Durante o ano de 2018, pretendo aportar basicamente em criptomoedas.

Espero que essa cidade chamada Blockchain floresça. Se quiser comentar sobre alguma experiência ou dúvida. Fique à vontade.

 

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