Há muito ouço falar de Bitcoins e, por isso, sabia que um dia eu deveria estudar o assunto, uma vez que parece ser uma tendência. Sabia que se tratava de uma moeda digital, mas não conhecia nada além disso.

Um dia desses cai em uma grupo que tratava do tema cryptomoedas e em toda mensagem havia pelo menos algum substantivo que eu não tinha a mínima ideia do que se tratava. Além disso, havia todo tipo de notícias que previam altas estrondosas, bem como outras que prediziam uma grande baixa, que criava uma oportunidade de compra.

Nada que eu ouvia falar me ajudava a entender esse mundo do dinheiro digital até que então, enviaram-me um livro intitulado Bitcoin – A moeda na era digital, que era escrito por Fernand Ulrich. Comecei a ler e fui surpreendido. O Bitcoin tinha ganhado a minha atenção!Lembro-me que na escola foi me ensinado que, no início da humanidade, as pessoas produziam para sua subsistência. Num segundo momento, as pessoas começaram a praticar o escambo.

Em algum momento, convencionou-se utilizar o ouro como moeda de troca. Imagine se uma comunidade queria adquirir uma tonelada de feijão. Teria que transportar uma tonelada de arroz para fazer o escambo? Pouco prático. Com o ouro, bastariam algumas gramas para comprar todo o arroz. Fantástico! O ouro era a moeda da época.

Hoje, o dinheiro é utilizado como era utilizado o ouro. Você precisa de uma fruta? Basta pagar com dinheiro na feira. Você precisa enviar dinheiro para alguém de outro estado? Basta fazer uma transferência bancária. Afinal, todo nosso dinheiro está no banco.

Bitcoin – O que é?

Você não odeia ter que pagar tarifas bancárias? Pacotes? Cestas? Teds? Essa semana um colega meu disse ter vergonha por estar pagando cerca de R$ 50,00 por mês só de tarifa. Aqui entra o Bitcoin. Essa cryptomoeda é completa, haja vista contemplar também um sistema de pagamentos independentes de bancos ou governos.

BITCOIN É UMA MOEDA DIGITAL peer-to-peer (par a par ou, simplesmente, de ponto a ponto), de código aberto, que não depende de uma autoridade central. Fernando Ulrich.

Desse conceito, podemos trabalhar vários pontos neste texto. O primeiro deles é que o Bitcoin é uma moeda digital. No início, eu pensava: ora, meu dinheiro está no banco, logo é digital. Não é a mesma coisa. O Bitcoin é uma MOEDA DIGITAL. Eu pago tarifas, pois vivo com Reais em minha CONTA BANCÁRIA. O Bitcoin é uma moeda digital que fica em uma carteira digital privada. Ou seja, não preciso de intermediários como bancos, operadoras de cartão de crédito e várias outras empresas que existem no mercado financeiro. O dinheiro vai da minha carteira para a sua carteira: SEM INTERMEDIÁRIOS.

O Bitcoin tem código aberto. Isso significa apenas que qualquer pessoa com conhecimentos em programação pode examinar o código e ver como o Bitcoin funciona. O código é seguro, pois as pessoas acreditam nele para depositar seu patrimônio.

Por fim, o Bitcoin não depende de uma autoridade central. Então, quem garante o controle dessa moeda? O Blockchain! Bem, essa parte deixarei para explicar mais adiante, pois essa tecnologia é tão interessante quanto o próprio Bitcoin. Alguns afirmam que é uma revolução dentro de uma revolução.

Agora, para resumir toda essa ideia, recomendo o leitor assistir o seguinte vídeo de Fernando Ulrich:

Ótimo. Pavimentada a ideia do Bitcoin, vamos à do Blockchain.

Blockchain – O que é? Para que serve?

Imagine uma imagem que alguém lhe afirme que valha R$ 100,00 no mercado. Qualquer pessoa faria cópias estiljo Ctrl + C e Ctrl + V e reutilizaria esse arquivo várias vezes. Com o Bitcoin, isso não é possível, uma vez que cada criptomoeda é única e sua propriedade é conhecida por todos no mercado.

Quando compramos um imóvel, a primeira coisa que devemos fazer é ir a um cartório e verificar a situação daquele bem através de certidões. Cada imóvel é único e, ao questionar ao cartório a situação, todos terão a mesma resposta sobre quem é o proprietário do bem. Após a compra, devemos registrar a escritura e todos que consultarem no cartório saberão quem é o novo proprietário.

O Blockchain possui a mesma utilidade que os cartórios. Blockchain  é um arquivo de computadores onde é registrado o proprietário de um Bitcoin específico e todas as transações históricas daquela moeda. Ou seja, todo Bitcoin tem um dono e sua transferência de propriedade é registrada no Blockchain.

Tal arquivo é mantido em uma rede de computadores que se dedicam a minerar Bitcoins realizando operações matemáticas complexas. Ao mesmo tempo que recebem em forma de Bitcoins, mantém as cópias do Blockchain. Abaixo, trago um vídeo que encontrei no youtube explicando de forma extremamente didática o funcionamento do Blockchain.

O número de Bitcoins é limitado. Isso implica não ser possível inflacionar produtos, pois não é possível “imprimir” mais moedas como acontece com as moedas oficiais dos países. A inflação é o imposto dos impostos, além de invisível, cria a exigência de sempre aplicarmos nossas economias a fim de mantermos o nosso poder de compra.

As transações (transferências e pagamentos) fazem uso de criptografia. Embora eu seja profissional da área de tecnologia, não entrarei em detalhes. Basicamente, cada participante da rede possui duas chaves, um pública e outra privada. A chave privada somente é conhecida pelo proprietário, enquanto que a chave pública é conhecida por todos. Quando ocorre uma transação entre usuários, quem está cedendo os fundos assina com sua chave privada e com a chave pública de quem irá receber os fundos. No blocos são registrados os dados de quem envia o fundo, de quem recebe, o valor, a data e a hora.

De onde os Bitcoins vêm? Quem são os mineradores?

Os mineradores são usuários quem utilizam seus computadores para resolver problemas matemáticos e ganhar Bitcoins por isso. É dessa forma que novos Bitcoins são introduzidos na economia. Todavia, há um limite de alguns milhões de Bitcoins. Ao resolver problemas matemáticos, os mineradores possuem uma prova disso, que é chamada de proof of work. Com a prova, reigstra um novo Bitcoin no Blockchain. Dessa forma, recebem não só para introduzir novos Bitcoins, mas principalmente para manter o próprio Blockchain.

No livro do Fernando, ele afirma que a mineração da moeda foi projetada para simular a procura por ouro. Não é uma tarefa fácil, mas quando concluída, traz bom retorno. O Bitcoin foi projetado para ter no máximo 21 milhões de unidades no mundo. Isso significa que não é possível inflacioná-lo.

As transações com Bitcoins não são rastreáveis?

Há uma falsa ideia de que as transações com Bitcoins não são rastreáveis. Todavia, todas as transações, como dito, são registradas com as chaves públicas dos usuários com data e hora. O Blockchain tem em seus registros todas as transações feitas na história do Bitcoin. Assim, é possível rastrear por onde passou qualquer delas.

Portanto, se algum país exigir a identificação para realizar uma transação ao regulamentar uma moeda no país, basta exigir chaves registradas.

Quais as vantagens da utilização de Bitcoins?

A primeira delas é não necessitar de um terceiro como uma banco, como a Cielo ou mesmo o Paypal. Não há pagamento de tarifas, não há serviços. Além de propiciar uma privacidade maior, não gera custos. Acredito até ser por isso que a ITSA3 tem diversificado seus investimentos. Ninguém consegue prever o futuro dos bancos.

Onde estão os Bitcoins?

Os Bitcoins são arquivos como quaisquer outros e, portanto, se seu proprietário o apagar, ele estará perdido como um papel moeda rasgado. Restará o histórico no Blockchain, mas não poderá mais ser transferido. Ou seja, os Bitcoins estão em propriedade de seus donos em forma de arquivos digitais.

Considerações Finais

Fico por aqui. Até agora já esclareci muitas das minhas duvidas sobre Bitcoin. Essa semana, talvez experimente especular. Vi que o book se movimenta muito lentamente. Enfim, gostei da tecnologia. Porém, a sua volatilidade ainda é preocupante.

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10 comentários em “Bitcoin e Blockchain – O que é, funcionamento e aplicações

      1. Sou novato. Todavia, arrisco um palpite. Não há muita corelação entre o bitcoin e os outros ativos que conhecemos. Como a demanda muldial está aumentando, inclusive por regulamentação de alguns governos. A tendência no longo prazo é a valorização, haja vista a oferta ser limitada e a demanda crescente. Também pretendo colocar um pouco. Talvez 5%.

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