Risco significa que é possível que algo indesejado ocorra. Quando o investidor aplica o seu dinheiro, ele espera ter um retorno daquele investimento. Assim, no contexto dos investimentos, risco é a possibilidade de que as expectativas do investidor não se confirmem.

No mercado, os analistas analisam, normalmente, cinco riscos: mercado, crédito, liquidez, operacional e legal. O escopo deste post é tecer comentários sobre o risco de mercado.

Basicamente, o volume (quantidade) e a amplitude da variação do preço e o prazo do investimento perfazem o risco do mercado. Se um ativo tem seu preço alterado a todo momento, há risco de mercado. O câmbio, por exemplo, varia diariamente, ainda que alguns centavos.

Sobre a amplitude, temos o exemplo recente da JBS. Em outubro de 2016, JBS chega a cair 20% e lidera quedas do dia na Bovespa. Há 7 dias, ação da JBS cai mais de 25%. Já há 3 dias, JBS sobe 22%. Além do volume da variação ser grande, a amplitude também é acentuada. Tais fatos caracterizam esse ativo e, portanto, extremamente volátil, arriscado.

Essa volatilidade, aliás, é característica da bolsa brasileiras, que é considerada especulativa por algumas agências, basta colocar no Google Rating Mood’s Brasil: Moody’s rebaixa perspectiva de rating do Brasil para negativa. Ou seja, boa parte das empresas do país variam demais o preço, tem muita volatilidade, muito risco, são pura especulação. O risco de mercado ou volatilidade é, aliás, característica da B3, a antiga BM&FBovespa.

Nesse contexto é que os ETFs entram no Brasil: especulação. Ora, uma empresa pode cair até não valer mais nada, vide Eternit. Até o ponto de não conseguir mais recuperar o seu preço. Já os ETFs, podem cair, cair e cair que não vão quebrar, pois não são empresas. Em cenários baixistas, compra. Em altistas, vende e realiza o lucro. Simples assim.

O prazo do investimento também deve ser levado em consideração. Quanto maior o prazo, maior tende a ser a volatilidade. Nesse contexto, se torna interessante ressaltar que nem todos os títulos públicos são seguros sob o ponto de vista do risco de mercado.  Veja aqui o quanto o preço dos títulos Tesouro IPCA+ variam. É por isso que, pelo menos num curto prazo, depois de ter ajustado as minhas finanças, não pretendo aplicar em Tesouro IPCA. Certa vez vi o Bastter comentando que não existe investimento no curto prazo (Tesouro Selic), mas só no longo (Tesouro IPCA+). Discordo, ambos são investimentos, o Selic menos arriscado por ter menor risco de mercado, o IPCA+ mais arriscado pelo motivo inverso.

 

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Um comentário em “Risco de Mercado: Uma introdução. Brasil e ETFs.

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