Vejo vários investidores afirmando selecionar empresas que possuem vantagem competitiva e resolvi falar sobre o tema neste post. Existem inúmeras teorias, mas aqui escolhi falar sobre uma que achei de mais fácil entendimento e serve, no mínimo, para iniciar o estudo do tema. O nome da teoria é As Cinco Forças de Michel Porter, que é professor  da Harvard Business School.

Quando analisamos demonstrações financeiras e os produtos e serviços comercializados por uma empresa, estamos analisando forças ou fraquezas internas à entidade. Porém, apenas essa análise pode se tornar insuficiente. Então, o estudo deve extrapolar a empresa e ir ao seu ambiente. Analisar as vantagens e desvantagens da entidade com relação à concorrência. Essa é a utilidade da teoria de Porter.

As-5-Forças-de-Porter
As 5 forças de Porter

A força central é também a mais significativa. Ela representa o comportamento das entidades concorrentes. Se tentam sempre copiar, inovar ou revolucionar. Quanto é gasto com marketing, qualidade e outras despesas administrativas que resultem no aumento do market share. Algumas empresas se mantêm na frente por muito tempo, mas algum concorrente agressivo pode tentar tomar a frente.

A barreira a entrada de novos concorrentes simboliza as dificuldades do surgimento de novos concorrentes. Por exemplo, não seria nada fácil ter os canais de comunicação da Brasil Foods ou às proteções legais da VALE. Também não seria fácil ter o apoio que A Cielo tem, afinal, é de propriedade dos bancos brasileiros, embora o PagSeguro esteja entrando no mercado e outras formas de pagamento.

Poder de barganha dos compradores. Se os produtos da entidade tem pouca diferença, ou seja, há uma uniformidade nos produtos da praça, os compradores têm grande poder, haja vista ser fácil comprar de outra empresa. Um indicador é a margem líquida pequena. Ora, se não é possível aumentar a margem é por que os compradores podem comprar de outras empresas sem sentir falta do produto ou serviço fornecido pela entidade.

Poder de barganha dos fornecedores se manifesta quando há poucos fornecedores do produto, como no caso de empresas que dependam de petróleo no Brasil, que dependem da Petrobras. Tem poder de barganha quando a entidade é pouco significativa em relação ao total faturado pelo fornecedor.

A ameaça de produtos substitutos é um dos mais interessantes. Não quer presunto? Tem apresuntado. Não quer apresuntado? Tem salame? Não quer salame? Tem “lanche”. Todos esses são produtos que se substituem, embora não sejam idênticos. Faz-se necessária a análise desses produtos que podem tirar o mercado da entidade.

Assim, enumerar todos esses aspectos parece ser uma atitude inteligente antes de investir adquirindo ações de empresas, ainda que apresentem boas demonstrações financeiras e bom market share.

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4 comentários em “A vantagem competitiva nas empresas

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