Olá, bom dia. Neste post quero acentuar o caráter vertical da demonstração de resultado de exercício. Tal característica é meramente teórica e, provavelmente, devo ter falado sobre isso no primeiro post da série. Registro que este post é para iniciantes e, se você já tiver conhecimento, talvez não haja o que aproveitar. Em todo caso, espero que lhe seja útil.

Seguindo o ICON, agora é a vez da JBS, haja vista ser a terceira maior empresa. A AmBev é a maior, seguida da Brasil Foods. Bem, tirei as informações da tabela que segue este parágrafo da página 14 de um documento chamado resultado consolidado de 2016, no site do RI da JBS. Recomendo a leitura dos outros posts e uma visita ao documento de resultado a fim de ter um contato inicial. No arquivo é possível ter um contato com o próprio negócio da empresa, bem como com sua estratégia. Os números estão em milhões.

Receita Líquida 170.380,50
Custo dos Produtos Vendidos (149.066,70)
Lucro Bruto 21.313,80
Despesa com Vendas (9.849,70)
Despesas Administrativas e Gerais (4.861,30)
Resultado Financeiro Líquido (6.311,30)
Resultado de Equivalência Patrimonial 17,50
Outros Receitas e Despesas 127,30
Resultado Operacional 436,40
Imposto de Renda e Contribuição Social 271,10
Participação de acionistas não controladores (331,50)
Lucro Líquido/Prejuízo 376,00
EBITDA Ajustado 11.286,90
Lucro por ação (R$) 0,14

Observe que, economicamente, a origem do desempenho da empresa vem de sua receita. Dá receita é que são retirados todos os custos. A contabilidade, com a finalidade de dar sentido aos dados, organizou a dedução dos custos e despesas. O primeiro é o custo das mercadorias vendidas, ensejando o lucro bruto. Ou seja, o lucro bruto considera apenas a dedução do custo das mercadorias da receita líquida.

Seguindo, há a dedução de várias despesas e resultados intermediários: despesa administrativa, com vendas, outras despesas, além do resultado financeiro e de equivalência patrimonial. Estes dois últimos são interessantes, pois podem e devem ser positivos. São chamados de resultado por que há o confronto das receitas e das despesas.

O resultado financeiro é fruto de todas as receitas financeiras, por exemplo, de títulos públicos em confronto com todas as despesas com empréstimos, por exemplo. Já o resultado de equivalência patrimonial, advém de um investimento específico: capital social de outras entidades. Se esse investimento for positivo, o resultado de equivalência patrimonial é positivo. O inverso é verdadeiro também.

O lucro bruto deduzido de todas essas despesas e resultados enseja o lucro líquido. Perceba que há uma progressão. Começa-se com a receita bruta, passa-se pela receita líquida, seguimos para o lucro bruto e, por fim, o lucro líquido. O resultado operacional é intermediário entre o lucro bruto e o líquido. Após tal resultado, deduz-se o IRPJ, a CSLL e a participação de beneficiários. Por fim, chegamos ao lucro. O lucro por ação (LPA) é o o lucro líquido da empresa dividido pelo número de ações no mercado.

É isso. Vale a pena ver o documento. Ele dá várias explicações sobre o resultado. Isso, por si, é uma aula. Espero poder continuar com essa séria até ir para outras demonstrações financeiras e ir aprofundando. Segue uma parte do relatório para provocar.

ebitda_jbs
Ebitda JBS 2016
Anúncios

Um comentário em “Como analisar DRE – Estudo de caso #3/10 – JBS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s