Estava me perguntando qual seria o maior fator de sucesso no mundo dos investimentos: aporte, taxa ou tempo? É difícil chegar a uma conclusão por que todas essas características são incomparáveis. Como comparar um aporte maior com tempo menor versus um aporte menor com tempo maior. 10.000 em um ano ou 1.000 em dez anos? Não me parece uma comparação inteligente.

Analisando essas características de um investimento percebi que o tempo não é melhor que a taxa, nem melhor que o aporte. Na verdade, todos são importantes e devem ser maximizados. O melhor aporte é o maior. Quem aporta um volume maior está em vantagem. R$ 1.000,00 é melhor que R$ 100,00 e R$ 10.000,00 é melhor que R$ 1.000,00. Isso, que é óbvio, é a conclusão que a maioria das leituras que faço afirmam. Foque nos aportes, eles dizem. No meu caso, estudo para concursos públicos e pretendo ser auditor fiscal para aumentar a minha renda. Quando eu atingir esse objetivo, poderei aumentar consideravelmente os meus aportes. Pretendo aportar 20% da minha renda líquida. Enfim, aumentar o aporte é difícil, mas estamos trabalhando nisso.

Do ponto de vista da taxa, também, quanto maior melhor. O que é melhor: um CDB que pague 110% do CDI ou um CDB que pague 115% do CDI? Óbvio, o que paga mais. Por que optar por um aporte maior em detrimento de uma taxa maior? Não há racionalidade na questão. Não há por que optar qual característica será maximizada.

Da mesma forma, quanto maior o tempo melhor. É melhor 1% ao ano por um ano ou é melhor 1% em dez anos? Nem vou me alongar. Dizem que quem foca em rentabilidade perde e quem foca no risco vence. Também dizem que quanto maior o tempo, é maior o risco. Nesse ponto eu concordo, em 30 anos – que é o período que essa carteira está sendo projetada para – muita coisa acontece: uma empresa quebra, um banco não paga, surge um novo imposto, a gente morre… É… é triste, mas pode acontecer. Então, embora o tempo seja tão importante quanto o aporte e a taxa, devemos planejá-lo cautelosamente. Afinal, o que realmente queremos é usufruir. Partindo desse princípio, podemos contextualizar e analisar investimentos específicos.

O Tesouro Selic tem prazo muito curto. Embora a taxa de retorno seja razoavelmente alta, seu título vence periodicamente. Você é obrigado a realizar os lucros, pagar imposto de renda e girar o seu patrimônio. Hoje, enquanto eu escrevo, há apenas o Tesouro Selic 2021 (LFT), que como o nome sugere, vence em 2021. Então daqui a 5 anos você “venderia” o papel e teria todos os custos como consequência. Seria possível aportar um bom volume com a excelente taxa real que a SELIC oferece, mas o tempo será curto peremptoriamente. Isso ocorre basicamente com quase todos investimentos em renda fixa com algumas exceções: Tesouro IPCA 2035, por exemplo.

As ações, de modo diverso, não tem vencimento. Esta, justamente, é uma das principais características da renda variável. Então podemos aplicar por 30 anos em um título privado da GRND3, por exemplo. Todavia, conforme dito, o tempo é um risco e devemos dar atenção especial para ele. Compro 10 lotes dessas ações. A entidade tem excelentes fundamentos. Até quando? Daqui a 5 anos ela pode continuar perdendo seu market share, sua receita pode despencar por causa de novos entrantes ou qualquer outro motivo, seu lucro diminuir, sua situação líquida diminuir. Teremos que vender. E a taxa? Não é possível escolher a taxa em ações: a outra característica marcante da renda variável. Você compra e espera que os fundamentos continuem atendendo os seus requisitos. Agora, o aporte se salva novamente. O volume é o cliente quem pede. Então nas ações torcemos pelas taxas e pelo tempo e temos o domínio apenas do volume do aporte.

Em resumo, nos investimentos em renda fixa, é possível escolher a taxa e o prazo dentre os títulos disponíveis. No seu turno, nos investimentos de renda variável você não escolhe a taxa e pode influenciar o prazo, uma vez que é você quem decide o momento de vender a depender do contexto econômico e da entidade. Agora o aporte, você é o seu senhor. Você decide o quanto a porta. Aumente o seu aporte! Aumente a sua renda! Embora esse seja um fator muito forte nos seus investimentos, poucos tem capacidade de aumentar em um curto prazo a sua renda.

Estudo diariamente para ser auditor. Meu prazo é até 31/12/2018 para atingir esse objetivo. Concluindo essa missão aumentarei meus aportes para atingir a independência financeira. Em breve vou dividir o blog em duas partes: a financeira ligada ao projeto Eu, Rico e a de ligada à concursos públicos com teoria das principais matérias de concursos. Se você gostou deste post, volte daqui alguns dias para ler outros post. 🙂

Anúncios

Um comentário em “Aporte vs. Prazo vs. Taxa. Qual é o mais importante?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s