Aporte #23

Após comprar 18 papelotes de Arezzo no aporte #22, agora comprei 19 tickets de ABEV3.

A bolsa continua me surpreendendo. Como acho que disse outro dia, eu aportava religiosamente e meu patrimônio apenas caia. Agora, que não tenho frequência nos aportes, meu patrimônio só cresce. Ah… renda variável…

Falta apenas uma ação para completar o time de 25. Depois, vou inteirar os 25 FIIs e pronto, 50 papéis. Poderiam ser 60, mas acho que 50 é até demais. Depois, vou comprar parte a que ficou para trás, parte a que eu quiser comprar

Outra coisa… Ainda não tive coragem de formatar a carteira para colocar aqui. São muitos papéis…

Aporte #22 – O Retorno

Últimos acontecimentos

Não posto mais há alguns meses devido preponderantemente dois fatores:

  • Não poder mais aportar devido a questões financeiras ; e
  • Eu ter assumido a chefia de um setor.

O órgão público agindo com aquele estilo de gestor formado em Harvard abaixou o salário do meu ex-chefe, que era quem levava o setor nas costas e, manteve o salário de um monte de péssimos profissionais.

Naquele momento, pensei, como único remanescente do setor que eu estava ferrado, haja vista o volume da demanda ser massivo e eu não ganhar nada mais por aquilo.

Incrivelmente, consegui ressignificar minha visão perante meu contexto e o encarei como um desafio. Então, fixei o seguinte propósito: assumirei todas as responsabilidades de meu antecessor e farei muito mais e muito melhor.

Trabalhei dia e noite, frequentemente, nos fins de semana e feriados. Trabalhei com suporte, redes, banco de dados, desenvolvimento, forense, projetos, segurança, administração, liderança e tudo o mais: um exército de um homem só.

Depois de alguns meses de dedicação total acabei por me apegar ao serviço e consegui várias coisas: consegui trazer um excelente profissional para meu ajudar, consegui que fossem adquiridas 21 estações de trabalho, impressoras, hds externos, firewalls, switchs, storages, licenças de vmware, veem, cursos de computação forense, inteligência, contra-inteligência, infra-estrutura ágil, um sistema investigativo sensacional premiado nacionalmente e a concepção de projetos de software.

Estava tudo indo bem até que decidi pedir o cargo de chefia de meu setor, que estava vazio. Ora, eu estava trabalhando como chefe e, então, deveria receber como um. Há dois fins de semana eu precisava configurar uma conexão VPN para viabilizar que um profissional da equipe trabalhasse remotamente. Passei sábado e domingo trabalhando e, pela segunda-feira de manhã viajei programando o retorno para terça-feira.

Mesmo sendo muito exigido, eu gostava muito do meu trabalho. Eu tinha muitos planos. Chegando ao meu destino, recebi a notícia que haviam mudado a minha lotação – o chefe do órgão me demitiu porque pedi o cargo.

A gestão é tão bem feita que ele nem sabia qual era o meu trabalho e me demitiu. Não me preocupo de manter meia dúzia de sistemas de merda no meu novo setor, mas sinto muito pelo que será perdido pelo meu antigo setor, que eu prezava demais.

Todos os equipamentos e softwares se encaixam na minha cabeça num grande projeto. O setor é investigativo e eu estava projetando ter visibilidade nacional. Eu sabia como seria o backoffice, o front, como os equipamentos seriam encaixados, a interface… todo o quebra cabeças. A estação forense que consegui seria a entrada de uma perfeita cadeia de custódia gerida por uma biblioteca virtual de evidências forenses.

Enfim, eu sonhava com todas as engrenagens. Agora, sem mim, temo por tudo se perder. Afinal, tudo está na minha cabeça. Falei muitas vezes sobre como eu via aquele lugar num futuro próximo, mas percebi que ninguém dava ouvidos, pois sempre me perguntam sobre isso.

É uma pena que não haja uma real gestão no serviço público. Para eles, existem alguns tipos de funcionários. O funcionário péssimo é o que trabalha. O funcionário ruim é aquele que estuda, porque, ironicamente, deveria estar trabalhando… ou não??? Sei lá… Agora, o mais surpreendente é que o excelente funcionário é aquele que passa o dia no Facebook fingindo que trabalho e é sempre assim.

Tem gente que se aposenta vendo pornografia e facebook o dia inteiro nos computadores dos órgãos públicos e quem trabalha não tem o menor valor. Que merda é esse Brasil.

O aporte foi em ações

Comprei 18 ações da Arezzo. Para mim, empresa boa é a empresa que dá lucro. Em que pese o seu valor de mercado não seja tão grande, a empresa lucra.

Vendi Odontoprev

Há um tempo, estava duvidando do negócio da Odontoprev no longo prazo e resolvi vendar as ações da empresa (700). Com o dinheiro, pulverizei em várias ações e fundos imobiliários.

Gostei do efeito. Agora, o que acontece é que sempre tem um pingado na conta da corretora devido a grande quantidade de papéis.

Meu objetivo é ter entre 50 e 60 papéis distribuídos em igual número entre ações e fundos imobiliários: Haja pinga-pinga!

Valorização da carteira

Estava em viajando para a casa da família no final do ano e, quando retornei meu patrimônio havia se valorizado dramaticamente: obrigado Bolsonaro! Espero que ele continue me ajudando a ser o próximo novo rico desse pais de mierda.

Em que pese minha esposa tenha me convencido de vender 500 ações da Itaúsa, ainda tenho muito mais patrimônio que antes de eu vender e essa é a beleza da renda variável!!!

A Carteira Atual e os pinga-pinga

No momento, estou com uma grande preguiça de colocar a carteira aqui. Amanhã ou depois devo ter coragem para isso. Por enquanto, posso dizer que há quase 50 papéis.

Todo o pinga-pinga, que é pequeno vai direto para FLMA11. Pena que ele tem se valorizado bastante. Agora, vou poder comprar menos deles, mas é para lá que vai até inteirar uns 10.

O Preço sobre o lucro (P/L) e a sua importância na avaliação do preço de ações.

Dando uma pausa nos meus estudos para o ICMS-GO para escutar o jogo do Palmeiras, decidi aproveitar o momento e escrever sobre um indicador muito interessante: O preço sobre o lucro, que para os íntimos é o P/L (leia-se Pê éle).

O Majestoso Lucro

A melhor indicação de que uma empresa é boa é ter seu lucro crescente e consistente. Existem empresas que seu lucro está crescente, existem algumas que o lucro varia – as chamadas empresas cíclicas – e existem empresas cujo lucro está caindo.

 

Nessas imagens temos um exemplo de cada situação. A Grendene possui lucro crescente e consistente; A Vale mantém seu lucro acompanhando a demanda de seus produtos, que varia por demais; A Eternit, depois de uma série de problemas jurídicos, financeiros e operacionais apresenta um lucro decadente.

O comportamento do lucro representa o nível de dificuldade de avaliação do investimento. Avaliar o investimento na Grendene, que possui lucros crescentes e consistentes, é de simples avaliação, na medida em que há mais chances de seu lucro se manter crescente e consistente que nas outras empresas.

Agora, investir em Vale e Eternit exige um grau de conhecimento muito superior. Enquanto que no primeiro caso há apenas uma avaliação contábil dos indicadores da empresa, neste caso o lucro, nos outros casos exige-se conhecimento em economia e administração.

Se, economicamente, vislumbre-se o aumento da demanda de minérios da Vale, há uma tendência de seu lucro subir, bem como o seu preço. Normalmente, quando há essa situação, o mercado tende a se adiantar com relação ao mercado real e já subir o preço de suas ações. Resumindo, o investidor precisa ter um conhecimento muito maior para comprar ações desta empresa no mercado secundário.

O caso da Eternit é de dificuldade muito superior, haja vista investir nessa empresa representa a visão de uma recuperação dramática para voltar a ter lucro, o que parece ser improvável no momento. Em outras palavras, uma avaliação de que a Eternit vai se recuperar operacionalmente e financeiramente.

Preço – Chato, mas importantíssimo

Há sempre a discussão sobre a importância ou não do preço. A resposta é depende. Em caso de sistemáticas compras mensais, há uma tendência da importância do preço diminuir, haja vista que ao se adquirir o mesmo papel todos os meses, o investidor o comprará de vários preços: as vezes caro, as vezes barato. Assim, o preço não faria tanta diferença.

No entanto, no caso de se investir uma soma maior, faz-se importante avaliar se a ação se encontra em um patamar de preços adequado, pois se o preço cair muito, como no caso da Hering, que já caiu 40% ou mais este ano, o investidor sentirá uma forte pressão para “realizar o prejuízo”.

Há ainda uma terceira visão. Mesmo no caso de aporte sistemático mensal, pode ser interessante avaliar a empresa que apresenta um patamar de preço mais atrativo. Em tese, caso mensalmente o aporte seja destinado a papéis com melhores preços, acaba sendo razoável acreditar em um retorno maior no longo prazo. Mas como saber se o patamar de preços é bom? O P/L pode ser a solução de seus problemas!

P/L Histórico – A chave do negócio

Analisar uma empresa é diferente de analisar uma ação, uma vez que se determinada empresa, por exemplo, aumenta o número de ações por meio de um desdobramento, a quantidade de ações aumenta, mas a empresa continua a mesma em valor de mercado e em todas suas outras características.

É como se cada fatia de uma pizza fosse cortada ao meio. A pizza (empresa) continuaria sendo a mesma, mas o número de fatias (ações) teria aumentado. O ponto é que o conteúdo de cada ação foi alterado para menos em tal evento. Assim, se uma empresa desdobrar suas ações de 1 para 3, o conteúdo que cada ação possui em seu bojo também diminuirá.

Dessa forma, há pessoas que avaliam a empresa em si e há pessoas que avaliam as ações. Do ponto de vista da empresa, o indicador mais importante é o lucro, enquanto que do ponto de vista das ações, o mais importante é o LPA (lucro por ação), que consiste em dividir o lucro da empresa pelo o número de ações emitidas.

LPA = Lucro / Número de ações emitidas

A fim de exemplificar, caso a empresa Maestro possua um lucro de R$ 5.000.000,00 e possua 1.000 ações, o LPA será de R$ 5.000,00, haja vista 5.000.000 dividido por 5.000 ser 5.000. Depois de entendida a importância do lucro para a empresa e do LPA para a ação, chegamos ao link desses valores com o preço da ação por meio do P/L.

P/L = Cotação / LPA

Esse indicador revela o quanto está se pagando pelo lucro da empresa em determinado momento. Quanto menos pagamos pelo lucro da empresa, melhor negócio estamos fazendo se a empresa possuir lucros constantes e crescentes. Em outras palavras, se comprarmos uma ação como a da Grendene, há a tendência do que tenhamos um excelentes retorno, porque com o LPA crescendo, o P/L vai cair em relação ao preço pago.

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P/L histórico

Nessa imagem podemos observar o comportamento do P/L de uma empresa fictícia. É deveras interessante observar o confronto entre o LPA e o P/L. Quem adquiriu tais ações em 2011, viu o LPA crescer consistentemente e, portanto, o seu P/L próprio cair. Mais interessante ainda é observar que com o lucro baixo, o P/L era alto e esses valores variam viabilizando o estudo histórico desses famigerados indicadores. No momento atual, observa-se um lucro por ação crescente (Vermelho) e P/L baixo, ou seja, um aparente ótimo negócio.

Resumindo, um P/L 9 não necessariamente é caro ou barato, pondera asseverar que observar o comportamento do lucro da empresa em termos de recorrência, consistência e tendência é importantíssimo para a aferição. O P/L histórico também: quanto menor, melhor. Um P/L que é historicamente de 6, que se apresenta em 9, pode ser uma indicação de que é melhor esperar para a aquisição. Entretanto, não utilize indicadores de forma isolada, pois eles são cegos no que se refere ao negócio e ao mercado real. Use com moderação.

 

Estratégia Concursos x Ponto dos Concursos – Review

Estudando para o ICMS-GO percebi a realidade atual dos principais criadores de conteúdo em PDF para concursos da atualidade: Ponto e Estratégia. Neste post, pretendo dar a minha opinião sobre esses dois “cursinhos”.

Qual tem o melhor conteúdo?

Antigamente o Ponto dos Concursos era a melhor escola e todos queria comprar seus materiais. A concorrência chegou, mas nenhum de seus similares obteve tanto sucesso quanto o Estratégia Concursos.

Não é possível dizer com facilidade que uma escola é melhor que outra por que tudo depende dos professores. Se o professor é bom, os arquivos do curso tendem a ser bons. No entanto, dos últimos materiais que comprei, que não foram poucos, a maioria dos professores do Estratégia eram superiores aos do Ponto.

Afirmo peremptoriamente, baixe o material demonstrativo para avaliar o professor – normalmente há a Aula 0 gratuita -, mas não confie 100% na qualidade apresentada. Neste arquivo demonstração, pode haver um capricho maior do professor que não se estende a todas as páginas.

Busque informações sobre o professor, mas também não se deixe enganar. Por vezes, tenho a impressão que o professor terceirizou a produção do conteúdo ou reaproveitou o material de um concurso parecido.

Um exemplo, comprei um curso do Ponto do prof. Marcelo Seco por que gostei da aula 0. Conclusão, o material era um lixo. Parecia que havia sido reaproveitado de outro: havia frases do tipo “vamos ter sucesso nesse ICMS-BA”. Meus Deus! Comprei o material para o ICMS-GO!

Além disso, o material era penoso e extremamente mal explicado. Achei que a matéria fosse difícil e minha cabeça ficava lutando para tentar entender. Lutava tanto que eu percebia que o material estava errado e estava mesmo! Em vários pontos!

Depois, comprei um material do Estratégia e minha nossa… Era muito fácil. No começo pensei: é por que já estudei uma vez. Só que não! O material do Estratégia era muito mais cuidadoso e cheio de gráficos e detalhes que me fizeram entender matérias que eu havia relido o maldito material do ponto.

Isso não significa que o Ponto seja ruim. Lembro-me que comprei um material de TI, salvo engano, da professora Patrícia que era excelente. Sinceramente, não me lembro de outro bom material no ponto.

Qual tem a melhor diagramação?

Parece idiota, mas prefiro muito mais as cores do Estratégia. O branco com o azul é bastante agradável para a leitura, mas o branco com verde do Ponto é muito cansativo. Não sei se tenho essa impressão por causa dos sofridos conteúdos ou se era só pela cor mesmo.

Outra coisa, dos materiais que comprei, as imagens, gráficos e tabelas do Estratégia eram muito superiores, pois tinham cores interessantes e harmônicas. Tenho a impressão que, no Ponto, o próprio professor diagrama seu material, uma vez que são estranhos e possuem muito imagens pretas ou retiradas da internet.

Onde comprar o material?

Cada empresa possui o seu site: Ponto dos Concursos e Estratégia Concursos. O grande problema é o preço: não raro ultrapassam a casa dos milhares no caso dos pacotes. Disciplinas isoladas custam, normalmente, pouco mais de 100 conto de réis. Ou seja, não é tão acessível para o estudante brasileiro.

Partindo deste ponto, surgem dois caminhos para se comprar o material com um preço mais em conta: o ilícito e o lícito. Vamos começar com o ilícito: Muitos compram os materiais em sites como o dos Concurseiros Unidos, mas o certo que não parece ser algo muito honesto. Eles compram o material no Ponto ou no Estratégia depois revendem por um décimo do preço. Não recomendo este caminho.

Agora, o lícito. Já vi decisão afirmando que era um caminho lícito, então, recomendo. Veja, se o pacote for R$ 1.000,00 basta conseguir mais 9 pessoas para ratear o material que ele sairá para você por R$ 100,00. Simples assim. A decisão afirmava que ao comprar em grupo e usar exclusivamente para o grupo estudar, estava se fazendo o uso legítimo do material adquirido.

Veredito

Eu compro apenas material do Estratégia. Sinceramente, parece que todas as pessoa que conheço concordam comigo tacitamente, porque o que vejo de computador com arquivo azul e branco por aí não está no gibi. Infelizmente, o Ponto parece ter virado um grande caça níquel, haja vista ter perdido muito a qualidade.

Acho que os donos já devem ter ficado ricos e não se importam tanto mais que o espaço: já tem livro, editora, site. Enfim, pesquisem, experimente e tirem suas conclusões.

Carta à família. Princípios fundamentais de finanças em família.

Queridos,

Caso aconteça algo comigo e eu não tenha tempo hábil para lhes transmitir estas ideias. Deixo este pequeno texto sobre finanças pessoais que irá lhes trazer uma noção de como as coisas devem ser. No entanto, não se preocupem, porque não pretendo me ausentar tão cedo.

Quero lhes dizer que a coisa mais importante nas suas vidas são vocês mesmos. Nada é mais importante do que ter uns aos outros. Há muitas coisas boas na vida como pizza, sorvete, churrasco, cinema, pipoca, praia, farras e outras. No entanto, o mais importante é olhar para a família e se sentir feliz.

O dinheiro será o suporte para a vida de vocês. Entretanto, a felicidade não está à venda, portanto fiquem juntos e resolvam as divergências. Assim, serão unidos e felizes. Vocês sempre terão em quem confiar.

Para as coisas que estão à venda, o dinheiro é o rei: Cash is king. Com dinheiro vocês têm acesso comida, moradia, transporte, educação, saneamento básico, energia, remédios, academia, internet e outras coisas da vida. Então, dinheiro tem mais ligação com segurança que com a felicidade. Assim, sejam felizes, mas tenham dinheiro.

O principal conceito no que tange ao acúmulo de patrimônio é a ideia de gastar menos do que se ganha. Ora, quem gasta mais do que ganha, terá que recorrer a empréstimos e não conseguirá poupar, mas aumentará sua dívida e sua necessidade por novos empréstimos. Quem gasta menos do que ganha, terá um excedente e poderá guardar, ou seja, poderá armazenar segurança. Vocês entendem?

A forma mais fácil de se gastar menos do que se ganha é determinando limites aos gastos por meio de um orçamento familiar. O jeito que eu recomendo é dividir o orçamento em três: despesas com contratos, despesas sem contratos e despesas financeiras. Todas as suas despesas podem ser classificadas em um desses três tipos.

Aluguel? Despesas com contrato.

Combustível? Despesas sem contrato.

Energia? Despesas com contrato.

Supermercado? Despesas sem contrato.

Cartão de crédito? Despesas financeiras.

Netflix? Despesa com contrato.

Empréstimos? Depesas financeiras.

Água? Despesa com contrato.

Poupança? Despesa financeira.

É fácil classificar, não? Quando se lida com instituições financeiras, despesa financeira. Do resto, basta analisar se há um contrato ou não. Essa classificação facilita bastante a forma de se olhar as despesas. É muito interessante manter um controle de suas despesas que possuam contratos, sejam financeiras ou não. O controle pode ser simples: uma identificação, o valor pago e a data são suficientes.

Uma ideia extremamente interessante é determinar o quanto se quer gastar com cada tipo de despesa. Por exemplo, atualmente, gastamos cerca de R$ 2.000,00 com contratos e mantenho uma planilha para controlar o que paguei e o que falta pagar. Dessa forma, não cometo enganos e não temos nenhum serviço cortado. Ou pelo menos, quase nunca.

Já as despesas sem contrato são, na maioria, variáveis. Isso significa que elas podem ser muito grandes ou muito pequena. Como exemplo, temos o combustível. Se formos utilizar o carro para irmos para todos os lugares que quisermos, certamente gastaremos muito dinheiro. Agora dá pra entender o porquê de eu ir e voltar do trabalho de bicicleta não é mesmo?

Um conceito interessante é sacar o dinheiro que se pretende utilizar nas despesas sem contrato. Dói muito mais consumir vendo as notas desaparecendo da carteira que passando cartões de crédito ou débito. Saque o que pretende gastar. Atualmente, realizo saques de R$ 800,00 por semana para despesas sem contrato. Quando acaba, saco novamente apenas na semana seguinte. É por isso que conseguimos poupar!

A parcela da renda destinada à despesa financeira deve ser muito bem administrada. Se houver empréstimos, financiamentos, faturas ou qualquer outro forma de dívida, o correto é destinar todo o dinheiro destinado para esta finalidade até quitar tudo. Jamais tenha dívidas. Atualmente, ainda temos uma, que é fruto da falta de educação financeira do passado, mas em breve será finalizada. O certo é que se não for feita dívida, ela não existirá.

Possuindo toda a parcela destinada à despesas financeiras livres de pagamentos, vocês devem armazenar os recursos de alguma forma que vocês sejam capazes de entender. Pode ser até na poupança, mas o mais adequado é investir em boas empresas e bons fundos imobiliários.

Um conceito interessante é o de pagar-se primeiro. Pague-se primeiro! Isso quer dizer que quando receber a renda, separe o que será destinado à poupança (englobando todos os tipos de investimento) em primeiro lugar. Depois, pagar as obrigações ligadas a contratos, e o que sobrar deverá ser dividido por 4 e ser sacado todo início de semana. Dessa forma, o orçamento tende a se manter estável no longo prazo.

Sempre que uma emergência surgir, basta realizar o resgaste de recursos que foram anteriormente armazenados. Dessa forma, evita-se o endividamento. Outro importante vetor de manutenção da saúde financeira é a diminuição de supérfluos: consuma-os o mínimo possível.

Com as finanças nos eixos a vida se torna muito mais leve e tranquila. Sem o stress do descontrole financeiro é possível curtir a companhia uns dos outros. Concomitantemente, recomendo a leitura de livros ligados à investimentos: Pai Rico Pai Pobre, O Homem mais rico da Babilônia, Filosofia Bastter.com, Investindo em ações no longo prazo, Faça fortuna com ações, Investindo para vencer, A bola de neve, Warrent Buffet e a análise de balanço e outros.

Ouça o que eu digo, não ouça ninguém

Em Natal, ouvi a história de um senhor que me intrigou. Ele me disse que havia acabado de se formar em medicina, mas que não gostava. Foi levando a vida e ganhando dinheiro, que guardava no poupança até juntar uma boa quantia.

Meio inquieto, fez curso de contabilidade. Adorava a nova profissão. Ele havia juntado uma boa quantia e poderia viver lecionando contabilidade mesmo mantendo um padrão de vida mais elevado.

Certo dia, um amigo, ligou para ele e disse que tinha em suas mãos, a oportunidade do século: sua empresa iria fazer uma jogada de mestre, uma fusão. Este evento mudaria o rumo dos negócios e que nos múltiplos em que se encontrava, qualquer um que comprasse enriqueceria.

Tolamente, foi o que ele fez. No entanto, as demonstrações contábeis das duas empresas que se fundiram eram fraudulentes e ele havia comprado um abacaxi podre. Perdeu todo o seu dinheiro já na terceira idade.

31 de julho

Como as crianças falam coisas engraçadas. Ontem, meu filho disse para mim enquanto minha esposa saia para trabalhar: “papai, seria tão bom se a gente já soubesse de tudo né?”. Ele acredita que se a gente souber de tudo, não precisa estudar nem trabalhar. É verdade, seria bom se a gente já soubesse de tudo.

Resultados

Não consigo entender o Senhor Mercado. Buffet tinha razão, ele é maníaco-depressivo. Os resultados de várias empresas saíram excelentes e mesmo assim ele não ficou satisfeito e desabou ibovespa.

Pela manhã vi Cielo desabar 7% e Ultrapar, que não divulgou seu resultado ainda, cair 5%. Depois de tantas sucessivas quedas, isso é que é estar abaixo de seu valor intrínseco.

Na empresa de pagamentos, o medo é de suas margens diminuírem, mas quem se importa? Muita gente, mas não eu. Continuar uma excelente empresa. Já na distribuidora de combustíveis o medo é dos carros elétricos. Meu Deus, quem ainda não entendeu que não adianta colocar no Jornal Nacional? Os carros elétricos não têm infraestrutura no nosso país. Além disso, tanto a sua fabricação, quanto o seu descarte são muito mais poluentes ao meio ambiente que os carros movimentos a motor de combustão interna.

O Itaú está caindo neste momento cerca de 3%, mesmo com um resultado excelente. Alguns vão dizer que é por que o resultado veio abaixo do que o mercado esperava. Burro! Quem mandou esperar alguma coisa? Ações são investimentos e não atividade de expectativa. No mercado de ações, quem espera nunca alcança.

ICMS-GO

Continuo a minha saga para aumentar a renda. Se eu conseguir ser aprovado, mais que dobrarei a minha renda. Isso será fantástico para os aportes e vai aumentar consideravelmente minha segurança – também conhecida como tranquilidade financeira.

A legislação estatual tem sido a grande barreira, assim como a carência de meus filhos. Toda hora estão me atrapalhando e toda hora tento aprender. Quando isso acontece, é dor de cabeça na certa.

Estou bastante confiante. Se eu finalizar a legislação, vai faltar apenas revisar algumas disciplinas e já possuo material adequado para isso. Que seja feita a vontade de Deus!

Idiota do boteco

Esses dias fui comprar uma cerva num boteco e uma jovem moça estava alegre dizendo em sua mesa: o segredo da bolsa é comprar na baixa e vender na alta. Tive que tomar um domperidona para conseguir realizar a digestão.

Será mesmo que ela acha que o segredo da bolsa é comprar barato e vender caro? Essa talvez seja a ideia mais idiota do mercado de renda variável. Ora, se fosse possível, ninguém trabalharia nesse país, porque estaria ganhando seus trocados comprando barato e vendendo caro.

Já pensou? Poderíamos expandir essa ideia para batatas. Compraríamos batatas baratas e venderíamos caras. Eu seria milionário! Por que não fazer o mesmo com imóveis, veículos, roupas. Por que fazer na bolsa já que é o mais profissional dos mercados?

Idiotice…

Buffet compra barato e vende caro?

Depois do post que fala dos pilares do Value Investing, alguns podem ser tentados a acreditar que Buffet comprava barato e vendia caro. Se pensar, não entendeu nada. Buffet era capaz de entender o negócio da empresa e estimar seu valor intrínseco. Quando o valor de mercado estava abaixo do valor intrínseco, ele comprava a empresa.

Ele dizia que se fizer isso em várias empresas, há mais chances de ganhar do que perder dinheiro. Ou seja, “há mais chances de ganhar do que perder” é muito diferente de comprar barato e vender caro.

Love Ball e Futebol

Agora que faltei ao trabalho, vou jogar um pouquinho de Love Ball com meu filho e, depois, futebol. Ele adora…