Aporte #12/360. Mais BTC.

Fiquei muito impressionado com a minha pequena experiência com Bitcoin: depositei R$ 100,00 na corretora e uma semana depois eu possuia R$ 130,00. Muitos dizem que o Bitcoin é uma bolha e muitos dizem que está com o preço muito menor do que pode valer.

Se as criptomoedas são bolhas, eu não sei, mas é óbvio que se afiguram como uma grande assimetria. Existe a possibilidade de se perder todo o capital investido no pior caso e multiplicar por 10x, 20x, 30x no melhor caso. Quem vai saber? Eu não sei, mas lá vai eu.

Ter adquirido essa pequena fração foi bom pra que eu tivesse a noção do que rola no mundo das criptos. Entendo bem a tecnologia, mas muito pouco do mercado. Então, nessas férias, acompanhei bem de perto. Gostei do que vi: muito hype e especulação. Acha investir em ações arriscado? Experimente criptomoedas!

Como decidi aportar mais, fiz o primeiro teste de resgate de bitcoins para uma carteira JAXX. Até agora não apareceu a fração no aplicativo, mas foi por isso que resolvi experimentar o Bitcoin com pouco dinheiro. Afinal, não sou rico para testar com alguns milhares de reais. Resumindo, temos que pagar a taxa da corretora e a taxa de prestação de serviço da rede chamada de FEE, que varia conforme a demanda.

Sei que de R$ 130,00 ficaram presos R$ 31,00 na corretora por ser uma fraça pequena demais e foram enviados à minha carteira algo próximo de R$ 81,00 (preciso confirmar!). Ou seja, a taxa foi algo próximo de R$ 20,00.

Com relação à Foxbit, a taxa é fixa e não proporcional. Isso significa que não vale a pena ficar sacando constantemente, mas sim juntar determinado montante e sacar quando atender ao critério. Quanto ao FEE, pondera acompanhar os níveis de transações na rede para não ter sustos com as tarifas.

Bem, fiz o aporte de R$ 682,00 tudo em Bitcoin. Pretendo sacar trimestralmente para diluir a taxa da corretora. Eu até me acho meio ridículo. Há pessoas com mais de 1.000 BTC e eu tenho fração de um, mas com ações e FIIs as coisas têm sido do mesmo jeito.

Meu plano é comprar BTCs até o final do ano e zerar a posição. Se o dinheiro for multiplicado por 2, já me considero com muita sorte. Enfim, já falei demais. Abraço! Sigamos construindo um patrimônio.

 

Ativo Quantidade
Bitcoin 0,02034506
ABCP11 336
EGIE3 300
FFCI11 16
FIGS11 65
FIIP11B 23
FLRY3 200
GGRC11 30
IRBR3 300
ITSA3 1.000
MXRF11 1
ODPV3 600
SAPR11 200
VISC11 9
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O pequeno grande aporte #11/360. Welcome to Blockchain

Hoje fiz coisas que queria fazer desde o início do ano: me cadastrei em uma corretora de Bitcoin e fiz minha primeira compra: pouco mais de 0,003 BTC, que corresponde à R$ 100,00. Agora também sou moderno! Embora a minha rentabilidade tenha sido negativa nesse primeiro dia, estou muito esperançoso com o ano de 2018.

Conforme o Bitcoin vá se popularizando e recebendo o suporte de empresas do setor financeiro, mas ele vai se tornando a criptomoeda padrão, ou melhor, mais ele se mantém como padrão, já que possui mais da metade do market cap. das criptomoedas.

Digo o pequeno grande aporte por que acredito no potencial do Bitcoin, bem como acredito que o bonde ainda não tenha passado, mas está apitando chamando seus últimos passageiros, pois não quer deixar ninguém para trás. Por enquanto, tenho chance de perder R$ 100,00 ou de obter R$ 1.000,00. Esse é o meu target, 10x em 2018.

Mexi bastante na carteira esses dois últimos meses. Fiz muita sardinhada, mas pra minha sorte e para evitar a ira de minha esposa, fiz tudo certo e sempre tive algum proveito. Porém, mesmo me esforçando, parece ser quase impossível alcançar a independência financeira, então é ai que o Bitcoin entra: minha chance de acelerar o alcance.

 

Ativo Quantidade
Bitcoin 0,003
ABCP11 336
EGIE3 300
FFCI11 16
FIIP11B 23
FLRY3 200
GGRC11 30
IRBR3 300
ITSA3 1.000
ODPV3 600
SAPR3 (indo para SAPR11) 1.000
VISC11 9

Bitcoin: Você precisa ter um!

Há alguns meses atrás, estava conversando com um grande amigo. Uma pessoa de extrema inteligência. Ele dizia-me que havia vendido um lote que estava financiado e que seu pai havia brigado muito com ele por que era assim que ele mesmo adquirira um bom nível de vida e ele deveria fazer o mesmo: acumular imóveis.

Meu pai seguiu o mesmo caminho e conseguiu até bastante coisas. Funcionou para ambos a mesma fórmula: acumular imóveis para renda ou para ganho de capital, no caso de lotes. Lembro também uma colega que disse que o pai havia comprado lotes por mixaria e, alguns anos depois, cada lote valia mais de R$ 1.000.000,00. Eu mesmo já vi isso acontecer diante os meus olhos.

Se você chega em uma cidade que está no início de sua fundação, você pode comprar qualquer imóvel por um salário e receber troco. Já vi várias cidades no início, algumas crescem, outras “encruam” como diz minha sogra. Nas cidades que encruam, nem adianta tentar vender, sendo bem melhor esquecer que algum dia colocou algum trocado que seja nela. Porém, se a cidade crescer, você tirou a sorte grande! Olhe-se no espelho e diga: o mais novo milionário deste país!

Hoje, vejo uma oportunidade semelhante, mas não está sobre a terra, não tem matéria, é algo incipiente: o Bitcoin. Há alguns anos custava alguns poucos reais, eu vi valendo R$ 3.000,00 e hoje, no bitvalor.com está cotado em R$ 26.000,00. Vi o Viver de Construção dizendo em algum post de seu blog que já havia perdido o bonde. Certamente ele tem mais conhecimentos que eu, mas devo discordar. Acredito que o bonde está aguardando seus passageiros para uma bela viagem.

Acredito que a criptomoeda continuará sua escalada ascendente por muito tempo em escala logarítmica. Lembro que quando um país da América do Sul, salvo engano é a Venezuela, começou a sofrer com um cenário hiperinflacionário, boa parte dos cidadãos começaram a utilizar o Bitcoin como reserva de valor e a consequência foi a valorização expressiva da criptomoeda em meados de 2017.

Agora, em Zimbábue, as forças armadas tomaram o poder no país, o que ensejou uma valorização gigantesca da criptomoeda no país e arrastou uma valorização mundial, uma vez que a oferta da moeda é mundial, livre, digital, virtual, não tem fronteiras ou barreiras.

Crises no Zimbábue e na Venezuela mostram poder do Bitcoin como o “ouro digital” – Infomoney, 17 nov, 2017

E se um grande país iniciar um uso massivo da criptomoeda, onde ela não irá chegar? No Brasil, estima-se que menos de 1% da população invista em ativos financeiros. Aparentemente, nem a metade disso possui criptomoedas. Quando esse cenário mudar, acredito em uma crescente explosão da moeda digital.

É um caso econômico básico: oferta e demanda. Enquanto só existem 21 milhões de Bitcoins no mundo, a demanda cresce, engendrando a valorização. Caso eu esteja errado e essa “cidade” não seja a que vai florescer, certamente perderei algum dinheiro. Entretanto, caso eu esteja certo, farei a alegria de meus cabelos brancos quando eles chegarem, bem como a de minha descendência.

Obviamente não posso utilizar R$ 20.000,00 para comprar um Bitcoin, mas posso aportar mensalmente para ir comprando frações de Bitcoin. Por um momento me peguei pensando: e se ele valorizar tanto que com meus aportes eu nunca consiga comprar um Bitcoin inteiro? Logo eu pensei: ÓTIMO!!! Estou rico com meio Bitcoin! 🙂

Já escrevi um post técnico sobre o assunto aqui no blog, mas me senti na obrigação de falar sobre isso. Semana que vem faço a minha primeira compra de Bitcoin. Comprarei bem pouco apenas para fazer um teste: comprar e transferir para minha carteira, bem como fazer backup das palavras chaves para posterior recuperação em caso de perda. Durante o ano de 2018, pretendo aportar basicamente em criptomoedas.

Espero que essa cidade chamada Blockchain floresça. Se quiser comentar sobre alguma experiência ou dúvida. Fique à vontade.

 

Diário de um Concurseiro de Férias 15.11.17

Sabemos que um vencedor não é aquele que vence todas as batalhas, mas aquele que ao final de todas elas, está vivo. Pela primeira vez na vida desisti de estudar um disciplina. Ontem, desisti de estudar Estatística. Tenho ciência de duas coisas: é uma matéria muito difícil e o material que usei era péssimo para meu  contexto.

Estatística é simplesmente a matéria mais complexa que já vi: muitas fórmulas e cada uma possui sua possibilidade de aplicação. Jesus! Veja, se fosse uma matéria que fosse fundamental, eu decoraria todas suas nuances, mas sempre cairá poucas questões sobre tal disciplina nos concursos que farei. Portanto, é de pequenez custo-benefício. Caso volte a estudar, será a última disciplina do plantel.

Ademais, o material utilizado foi péssimo para o meu contexto. Gosto muito do Exponencial Concursos, pois eles possuem um material bem sintético com muitos esquemas e questões, bem como terem o foco na área fiscal. Pra mim, são melhores que o Ponto dos Concursos e que o Estratégia Concursos. Entretanto, o material de estatística do Exponencial, que foi escrito por Fábio Amorim foi péssimo pra mim. Só percebi depois que ele não funcionaria.

Isso se deve justamente ao fato que eu gosto tanto: material resumido. Para disciplinas teóricas, faço uma leitura rápida, vejo os esquemas e já estou apto a responder dezenas de questões. No entanto, em estatística, o buraco foi mais embaixo. Nesse caso, ser sintético prejudicou o entendimento demasiado. Em estatística, na próxima tentativa, devo optar por um material mais extenso.

Outro ponto que prejudicou demais o desenvolvimento da aprendizagem foi o formato do material. Prefiro materiais que explicam um assunto e em seguida oferecem várias questões daquele assunto. Essa característica auxilia na massificação do conhecimento. O material do Fábio foi diferente: vomita toda a teoria e suas fórmulas, depois apresenta questões de assuntos variados. Em disciplinas mais simples, isso pode funcionar, mas não em estatística.

Desde ontem, comecei a estudar comércio internacional e, em dezembro, estudarei legislação aduaneira. Essa dupla pavimentará o meu caminho rumo à Receita Federal. Outrossim, no recesso, voltarei o meu foco para o concurso de Auditor Fiscal de Rondônia. Focarei apenas uma disciplina: legislação tributária do estado. Ela representa um terço da nota.

Se você tem dificuldade em alguma disciplina, não pense que seja estúpido. Mude o material, a metodologia, o ambiente ou talvez mude a disciplina, mas não desista de seu sonho. Eu não desisto. Decidi mudar o destino de minha família e escolhi este caminho. Se Deus quiser poderia algum dia reportar que fui aprovado e estou ganhando mais que o dobro de antes. Abraço!

Regime de Caixa vs. Regime de Competência. Entenda as diferenças e semelhanças.

Sabemos que os homens eram nômades e viviam buscando comida e abrigo contra intempéries e ameaças temporais. Posteriormente, começaram a se estabilizar em grandes grupos, bem como a plantar para tirar o seu sustento da terra de forma programada e possibilitando a sua permanência em uma terra específica.

Essas sociedades não eram capazes de produzir tudo o que era necessário e começaram a realizar trocas entre si, participando do surgimento do que é conhecido como comércio. Quem produzia legumes, cedia legumes para quem produzir a carne, em troca desse produto. Ontem, vi um exemplo fantasioso dessa realidade: os episódios finais da sexta temporada de The Walking Dead. Um grupo conseguia produzir muitos alimentos, mas não eram guerreiros e, então, decidiram ceder metade de seus estoques a fim de que o grupo de Rick Grimes pudesse eliminar seus inimigos.

Há registros de atividade comercial desde os registros iniciais da história: no Egito, Mesopotâmia, Babilônia e outros. Dá pedra polida até os tempos atuais. Ou seja, registrar o patrimônio e a atividade econômica é uma necessidade social que sempre existiu. Os homens começaram a registrar seu patrimônio na pedra polida, passaram para o papiro, papel e, hoje, em sistemas computadorizados integrados com a produção, gestão de materiais e outros setores/processos organizacionais.

Um exemplo bem simples de contabilização do patrimônio no mundo antigo é a de um homem que possuía ovelhas. Uma vez por mês tal homem realizava a contagem de seu rebanho: para cada ovelha que ele separava, era jogada uma pedra em um cesto. Caso houvesse mais pedras que a contagem do mês anterior, seu patrimônio havia crescido. De outra forma, seu patrimônio teria diminuído ou até mesmo se mantido. Isso é patrimônio e não dinheiro. Todo dinheiro é patrimônio, mas nem todo patrimônio é dinheiro.

Existiram momentos em que o patrimônio era majoritariamente a terra e seu cultivo. Na revolução industrial, de 1.760 à 1.840, a terra certamente tinha o seu valor, bem como os galpões industriais, mas valor maior possuíam as máquinas à vapor que ditavam a marcha da produção. Atualmente, a informação e o conhecimento possuem valor descomunal. Tudo isso é patrimônio que, por vezes geram riquezas financeiras e por vezes representam apenas fatos econômicos.

Nessa introdução, tentei evidenciar a diferença entre dinheiro e patrimônio. Terras, cultivo, animais, construções, veículos, máquinas e até mesmo o dinheiro formam o patrimônio das organizações, enquanto o seu caixa aceita apenas dinheiro ou seu equivalente. É por isso que existe um regime diferente do de caixa: registrar eventos econômicos e não apenas financeiros.

O regime de caixa é o que usamos no dia a dia e até mesmo na gestão de pequenas empresas. Funciona assim, o dinheiro sai, a saída é registrada, o dinheiro entra, a entrada é registrada. Simples assim. A gestão da sua conta bancária provavelmente é feita pelo regime de caixa. Cada salário ou benefício que recebemos representa uma entrada, enquanto que cada gasto ou pagamento que fazemos representa uma saída do caixa.

Já o regime de competência, registra eventos econômicos. Quando alguém entrega leite em troca de feijões para outra pessoa, está realizando um fato econômico, mesmo que não exista dinheiro envolvido, ou seja, não representa um fato financeiro. Agora, caso alguém troque cerveja por alguns reais, estamos frente a um evento econômico com impacto no caixa.

Enquanto o regime de caixa registre apenas a movimentação do dinheiro, o de competência evidencia todos os eventos patrimoniais. Um exemplo que utilizei para explicar para meus colegas de curso como funciona o regime de competência foi o abastecer de um carro. Quando enchemos o tanque, entregamos dinheiro e recebemos o tanque de gasolina cheio.

Desse evento, percebemos que há uma diminuição imediata no caixa: pagamento do posto de gasolina. Todavia, não houve diminuição do patrimônio: parte do patrimônio que era dinheiro se transformou em gasolina. Ainda temos o patrimônio, porém em outra forma que não dinheiro. Todavia, quando começamos a dirigir e o combustível é queimado, está ocorrendo um evento econômico, mas não um efeito no caixa.

Percebo a estranheza de muitos ao analisar as demonstrações contábeis de empresas que possuem em seu patrimônio concessões públicas. A concessão é um elemento patrimonial que vai diminuindo conforme o tempo passa, não importando a frequência de recebimento de valores. Se a concessão possuir duração de 20 anos, todo ano um vinte avos desse contrato era desaparecer. Porém, durante todo esse período, o caixa não é afetado. A empresa continua recebendo dinheiro.

Quando a concessão acaba, não há uma diminuição abrupta do patrimônio, mas há uma abrupta de caixa, haja vista o patrimônio ter sido diminuído sistematicamente, respeitando o regime de competência, enquanto o caixa não. Esse é o caso da RAP (Receita Anual Permitida) das concessionárias ligadas à transmissão de energia elétrica como ALUP11, TAEE11 e TRPL3.

Essas empresas tem o direito de serem remuneradas por transportar energia e esse fato econômico é remunerado financeiramente. Segundo a ANEEL,

A Receita Anual Permitida (RAP) é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação o serviço público de transmissão aos usuários. Paras as transmissoras que foram licitadas, a RAP é obtida como resultado do próprio leilão de transmissão e é pago às transmissoras a partir da entrada em operação comercial de suas instalações, com revisão a cada quatro ou cinco anos, nos termos dos contratos de concessão.

Esse RAP é previsto em contrato, que representa a concessão. Toda a remuneração é baseada nesse instituto e tem efeito caixa, enquanto que o passar dos anos diminui o valor patrimonial do RAP.

Num último esforço na tentativa de transmitir a diferença entre o regime de caixa e o regime de competência, enumerarei vários fatos econômicos e seus respectivos efeitos em ambos os regimes, comentando os efeitos e evidenciando as diferenças.

Cenário 1. Aquisição à vista e em dinheiro de um veículo por R$ 40.000,00.

Regime de Caixa: Saída de R$ 40.000,00.

Regime de Competência: Não há efeito quantitativa neste regime. O que há de verdade é uma modificação qualitativa no patrimônio: R$ 40.000,00 em dinheiro se transformam em R$ 40.000,00 em veículo. Caso a entidade planeje utilizar tal veículo por 5 anos, deverá registrar uma despesa anual de R$ 8.000,00 com a depreciação, até zerar o valor do veículo ou apurar um valor residual.

Cenário 2. Segundo ano do contrato de concessão (RAP anual da TAEE11)

Regime de Caixa: Entrada financeira relativa ao RAP.

Regime de Competência: Receita relativa ao RAP, bem como a amortização (minoração) da concessão, que é um elemento patrimonial. Se o contrato for de 20 anos, irá amortizar durante todo esse tempo até zerar.

Cenário 3. Venda de mercadorias a prazo

Regime de caixa: zero de entrada e zero de saída.

Regime de Competência: Receita relativa à venda a prazo de mercadorias, haja vista ter ocorrido o fato econômico, embora não tenha ocorrido, ainda, a entrada de de dinheiro em caixa.

Comentários finais

Espero que tenha ficado clara a diferença entre os dois regimes. Entender a diferença nos ajuda a entender por que as vezes a empresa distribui mais do que o lucro, por exemplo. Isso pode ocorrer por que pode se ter recebido bastante caixa, mesmo sem ter ocorrido o fato econômico ainda. Por isso ocorrem distribuições, por vezes, maiores que o próprio lucro.

Quando uma empresa possui um lucro grande, mas a maioria dele ainda não refletiu no caixa, a companhia pode registrar uma conta de Reserva de Lucros a Realizar para, quando ocorrer a realização financeira, distribuir e cumprir o payout definido pela lei ou instituído.

 

Diário de um concurseiro de férias 10.11.2017

Tenho grande facilidade no aprendizado de conteúdos novos, bem como na criação de estratégias de aprendizado acelerado. Entretanto, encontrei um inimigo de mesmo nível: E-S-T-A-T-Í-S-T-I-C-A. Uma palavra que encerra em si dezenas de teorias, axiomas, princípios e fórmulas. Sem dúvida, a matéria mais difícil que já vi na vida.

A aula 0 me deixou bastante animado. Consegui vencer as questões quase que por W.O.  A partir desse momento, pensei que Estatística seria só mais uma matéria que eu iria penar, aprender e amar, só que não. Tal disciplina é medonha: probabilidade condicional, Bernoulli, binomial, Poisson, normal e normal padronizada. Será que realmente preciso saber de tudo isso? Certeza que não, mas os examinadores devem adorar. Nem deve ser necessário queimar as pestanas pra criar uma questão dessas, bastando apenas abrir um velho livro, copiar a questão e mudar apenas os números e olhe lá.

Na aula 1, vi a probabilidade condicional a fundo. Jesus! Minha esposa me viu chorar pela primeira vez. Demorei uma tarde para entender uma questão. Apanhei, apanhei e apanhei. Não sei se tenho condições de responder uma questões dessas no ápice da tensão de uma prova? Não creio. Perda de tempo. Péssimo custo benefício.

Agora, na aula 2, nem mesmo comecei a fazer as questões, ainda estou na teoria, mas já senti que a pedreira está apenas começando. Disciplina implacável que tem me tirado a paz.

Hoje, usufruí o décimo dia de minhas férias, um terço. Gostaria de estudar a legislação do estado de Rondônia que tem o peso de um terço da prova. Excelente custo benefício e se encaixa bem no meu perfil. O problema é que já faz alguns anos que venho adiando esse confronto com estatística e, por enquanto, trata-se de uma questão de honra. Preciso superar essa disciplina para que quando chegar uma prova qualquer, eu possa focar exclusivamente nas disciplinas específicas.

Espero que eu consiga.

distribuicao normal

Foco: Como se manter focado e conseguir qualquer coisa

Comumente pessoas me chamam de focado e eu acho que eles tem razão. Não conheço muitas pessoas, mas das que eu conheço, sou a mais focada, sem dúvidas. Então, me perguntei como fiz pra ser como sou, além disso, pretendo abordar um pouco mais da minha história de vida e, o principal, vou enumerar ideias que ajudariam até o mais tolos dos tolos a ter foco. Começo contando parte de minha vida, se não se interessar, você pode pular para o próximo tópico.

Quando meu pai morreu há 1 década atrás, eu tinha uma vida excelente. Eu poderia passar o dia vendo documentários, lendo livros literários, sem me preocupar com renda, pois meu pai cuidava de tudo. No posto, eu só pedia pra abastecer e podia ir embora, pois eles anotavam e, posteriormente, meu pai pagava. Igualmente no mercado, na faculdade e em todos os outros lugares. Eu nem mesmo precisava pegar no dinheiro.

O dinheiro era tão desnecessário que se tornava desinteressante pra mim. Meu pai dizia que queria me dar dinheiro e eu respondia: não precisa. Eu vivia em minha própria matrix. Ela me fazia permanecer distante deste mundo onde as pessoas destroem qualquer um por alguns trocados ou até mesmo por diversão.

Quando ele morreu, percebi que minha vida iria mudar drasticamente, cheguei a trabalhar como pedreiro e minha especialidade era cavar buracos. Eu adorava cavar buracos. Pena que pagavam muito pouco por isso. Era um trabalho muito simples, eu cavava até chegar à profundidade exigida. Quando alguma pedra atrapalhava, eu pegava uma haste de metal e batia nela até que se quebrasse e eu pudesse continuar a cavar.

Não sei se já disse isso antes, mas a única coisa ruim era o chefe. Um canalha como os que existem aos montes por ai. Não entro em detalhes, mas digo que foi, talvez, a única vez que a convivência com alguém perverso me beneficiou. Digo isso por que certa vez me disse o seguinte: “Este não é um lugar pra você. Se você quiser algo da vida, lute por isso agora, porque quanto mais o tempo passa, mais difícil será”. Pensei sobre isso muito tempo. E decidi ir para a casa de minha mãe.

Para resumir, eu já havia tentado a iniciativa privada e já havia tentado empreender: ambos muito difíceis. Só me restava ser como meu pai: servidor público. Eu não dependeria de outras pessoas e nem precisaria puxar o saco de ninguém. A partir dessa decisão, percebi que estudar para concurso exigiria foco. Eu não tinha nada e havia passado muito necessidade e eu já tinha também tido uma vida boa. Escolhi a segundo e eu precisava passar em um concurso mesmo nunca tendo estudado antes e até mesmo reprovado duas vezes na escola. Resumindo, eu era um péssimo aluno e eu tinha uma missão difícil. Eu precisava de foco e, nesses 5 anos de estudo aprendi muito sobre e conto o que aprendi nos próximos tópicos.

1. Objetivo – Defina onde se quer chegar

Parece óbvio e é mesmo. Acontece que existem pessoas que dizem: “queria ser focado como você”. Entretanto, não sabem dizer no que tem foco claramente e dizem algo como: “passar em um concurso”, “ter um corpo legal” ou “juntar algum dinheiro”. É preciso definir com clareza um objetivo. O meu target atual é ser Auditor Fiscal que ganhe o dobro do que eu ganho atualmente.

Tenho estudado diariamente desde 2012 e já tive muitos focos. Atingi todos eles, tendo passado pela polícia federal, ministério público federal, ganhei 10 quilos em 1 ano com o exame de bioimpedância dizendo: uau! Tudo isso por que eu sabia onde queria chegar. Não sou esperto, mas sou tão focado que pareço ser: ninguém vê o esforço que é feito. meu amigo, defina claramente onde você quer chegar.

2. Resiliência – Acredite que é possível e tenha fé

Em que pese possa parecer bobagem, não o é. As pessoas, por vezes, sabem o que querem, mas não acreditam que possam ser capazes de conseguir. Esse é um erro crucial. A ideia é perceber que, se uma pessoa pode, todos podem. Certamente, alguns conseguirão alcançar o mesmo objetivo com mais facilidades a depender de seu background e de suas habilidades, mas ninguém pode se tornar outra pessoa. O jeito é se adaptar.

Fracassos no caminho são esperados. Muitos mais são os que desistem dos que os que não conseguem atingir seus objetivos. Resiliência é o nome da moda justamente por que é o que faz com que o competidor continue sua peleja dia após dia. Acredite e tenha fé, incluindo a fé religiosa. Havia 4 horas que tentava entender uma teoria da estatística, mas quando pedi a Deus para que me fizesse entender por que precisava dar uma vida melhor a minha família, ele atendeu as minhas preces de pronto.

3. Planeje – Crie metas e mantenha-se firme

Esse ponto é extremamente importante, pois é o dia a dia em direção ao objetivo. As metas precisam ser pequenas e, de preferência, possam ser executadas diariamente. Isso facilita a criação do hábito, que é essencial para se manter no caminho por longos períodos. Além disso, por serem metas pequenas e diárias, são fáceis de ser mensuradas, bastante apenas comparar com o desempenho dos outros dias.

Tenho algumas metas diárias:

  • Revisar x tópicos das disciplinas ligadas aos concursos da área fiscal diariamente. Todos os dias, com raras exceções eu faço isso de forma que já tenho esse hábito e sei quando vou bem e mal. No fim das contas, se eu for resiliente, sei que vou conseguir ser auditor fiscal;
  • Academia e Ingestão de 1,5 gramas de proteína por quilo corpóreo, ambas diariamente. No longo prazo, tendo a ter menos gordura, uma vez que a saciedade trazia pela proteína encerra em si uma diminuição da busca por alimentos menos saudáveis, também tendo a ter mais massa muscular, haja vista a junção da alimentação correta somada ao exercício de hipertrofia trazem esses resultados.

Essas metas me levam dia após dia ao atingimento de meus objetivos. Lembro sempre de um provérbio chinês que diz que “toda jornada começa com um primeiro passo”. Certos objetivos desejados parecem ser de muito difícil alcance e isso se deve ao fato de realmente serem. Todavia, com pequenas metas vamos alimentando a sensação de estarmos cada vez mais próximos de nossos objetivos. Veremos o sucesso de maneira cada vez mais clara, um passo de cada vez.

4. Estude e Pratique – Aprenda e treine o máximo possível

Duas de suas metas devem obrigatoriamente ser estudar e praticar. Despiciendo é falar que a instrução é a base de qualquer coisa, mas não resisto. Reforçando, a instrução é a base de qualquer tipo de sucesso, ainda que adquirida sem a leitura de um livro. Sem instrução não há como se desenhar o caminho. Sem instrução, por vezes, acreditamos estar com as metas corretas, mas na verdade, elas nos levam à direção oposta, o que é péssimo e desanimador.

Pratique! Sem a prática, o conhecimento perece. Certa vez, li num livro do Paulo Coelho que o conhecimento sem prática é como uma espada que nunca sai da bainha e, quando for necessário o seu uso, provavelmente ela estará enferrujada. Pratique! Se a meta for passar numa prova, faça questões. Se for ficar musculoso, vá à academia. Se for ficar rico, invista. A mera leitura não fará ninguém atingir seus objetivos práticos.

5. Afinando. Livre-se de seus vícios

O que me fez escrever este post foi um outro sobre o foco: 10 ways to stay ridiculously focused on your goals. Em que pese a abordagem seja no formato de dicas, pondera recomendar a leitura. Nesse post aprendi uma coisa só, o que é excelente. Adoro aprender algo e isso é muito preciso. Aprendi um conceito de vício: vício é aquilo que a gente faz quando não quer fazer o serviço pesado.

Detecte os seus vícios. Eu, quando me deparava com uma questão de concurso que fosse complexa, automaticamente ia checar o e-mail, ver um vídeo ou começava a viajar na maionese. Quando eu tinha que pensar em algo difícil e tomar uma decisão, comprava uma cerveja e relaxava. Esses são meus vícios e me atrapalham. Conhecendo meus inimigos, terei aumentado minhas chances de sucesso. Agora, quando surge a vontade de fazer algo, digo pra mim mesmo: só depois de resolver essa questão; só depois de resolver esse problema. Liberte-se!

Comentários finais

Sempre quando houver dúvidas sobre se uma meta está lhe ajudando ou não, reflita. Altere suas metas se for necessário, aumente o tamanho das metas se for possível, diminua também se for necessário. Adapta-se e não desiste. A glória nos espera. 🙂

Espero que tenha gostado do post. Tentei me esforçar pra refletir em um texto a ideia geral. Levou umas duas horas pra escrever, então, por favor, comente! 🙂