Trabalhar faz mal à saúde

Sempre tive medo dos malefícios que o álcool poderia causar a minha saúde, mas recentemente recebi uma informação interessante: trabalhar, como eu trabalho, pode fazer mais mal que o álcool. Mais um ponto para a aposentadoria precoce!

A informação que eu tenho é que a ingestão diária de álcool pode diminuir nosso tempo de vida em 5 anos. O chocante é que, segundo o doutor Mike Evans, trabalhar sentado por 6 horas por dia pode nos levar os mesmos 5 anos de vida.

Ora, quer dizer que um desempregado que viva ingerindo alcool diariamente está fazendo menos mal para a sua saúde que eu, que fico sentado cerca de 12 horas por dia, uma vez que trabalho e estudo diariamente.

Minha intenção não é esgotar o assunto, mas informar todos aqueles que estão na corrida pela independencia financeira. Afinal, quanto mais vivermos para curtir a independência, melhor.

Segue um vídeo muito interessante do doutor Evans, que, aliás, aborda o tema.

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Investir é trocar o presente pelo futuro?

Lembro , há alguns anos, que um amigo investia e vivia de forma bem simples, coisa que não fazia sentido para mim à época. Hoje, já mais maduro financeiramente, encontro crítica de amigos e de minha esposa, que é sempre a mesma: para mim, não faz sentido investir para viver o futuro, penso que temos que viver o agora também.

Eu sei bem como é. Já passei dessa fase. Achava que guardar dinheiro era o mesmo que não viver o presente na expectativa de viver um amanhã melhor. Só que não é bem assim. Quando a gente escolhe o nosso “pay-in” – chamo dessa forma, definimos o quanto vamos poupar.

O meu pay-in era de 10% e, agora, já se encontra em 20%. Parece racional pensar que estou vivendo cada vez mais de forma miserável. O ponto é que, na prática, estou vivendo cada vez mais tranquilo. O meu pay-in simboliza o meu nível de higidez financeira.

Consegui aumentar de 10% para 20% por que quitei um empréstimo e não fiz mais outro. Foi uma tentativa de tirar um dos pés da corrida dos ratos.  Por que sempre que ganhamos mais temos que gastar mais? Não! Podemos poupar mais! Ou seja, não diminui meu nível de consumo.

Cada vez mais sei a importância do dinheiro. Faço questão de realizar o saque para o gasto semanal. uso dinheiro vivo para que eu possa ver fisicamente ele diminuindo e saber dosar o consumo.

Este ano, decidi ir trabalhar de bicicleta. No total, são cerca de 15 quilômetros diários. Meu colega de trabalho achava que era sacrifício demais. Todavia, me sinto muito bem fisicamente. Fazia anos que não me sentia tão bem. Claro que as pedaladas não me levaram os anos, mas ajudaram bastante.

Economizando gasolina por andar de bicicleta implica vida pior? Não, pelo contrário. Nosso corpo precisa de exercício. Será que sempre existiram academias? Por que não podemos incorporar exercícios em nosso dia a dia? Andando de bicicleta, economizo academia e ainda me sinto muito bem. Adoro observar o verde. Já estou até bastante habilidoso com a magrela.

Se eu for louco por viver cada vez mais de forma simples, talvez todo investidor tenha algo de louco. Lembro-me de Luiz Barsi Filho, que anda de metro possuindo mais de 20% do Santander e mais de 20% da Unipar, além de várias outras grandes participações. Qualquer desses meus conhecidos andariam de Porche. Coitados.

Ademais, será que se eu não guardasse nada e consumisse todo esses R$ 1.000,00 a mais eu teria uma vida luxuosa? O que eu faria com isso? Beberia mais cervejas? Compraria mais roupas? Comeria somente picanha? Não vejo o ponto. Digo isso por que minha esposa vem reclamando que vivemos só com o básico. Perguntou-me para que irmos além do básico?

Enfim, espero que continuemos amadurecendo. Vejam, percebi que quanto menos coisas tenho, menos problemas tenho. Já não tenho celular, agora já não uso carro. Minha vida está melhorando, sinto.

Zerei Mario 64 com meu filho

Quando eu ainda era apenas um garoto ganhei o Nintendo 64 com Mario 64.

Foi emocionante.

Eu jogava dia e noite.

Não fazia mais nada mais da minha vida.

Esse tipo de coisa deve ter acontecido com muita gente.

O que eu não esperava era que cerca de duas décadas depois, eu pudesse jogar com o meu filho este mesmo jogo.

Não somos dos gamers mais habilidosos, bem como não temos tanto tempo assim para jogar, mas desta vez, me superei: zerei.

Quando era garoto, lembro de ter pegado 50 estrelas e, quando descobri que precisava pegar mais 20 estrelas para poder enfrentar o Bowser, meio que enjoei do jogo.

Como disse, desta vez foi diferente. Finalmente libertei a princesa Peach.

Como pode um jogo tão velho ainda ser tão divertido?

O pior é que meu filho quer continuar pegando estrelas, mesmo depois de ter zerado.

Bom, para quem ainda não zerou, segue o final (ainda bem que não tive a ideia de procurar no YouTube antes).

Desistir de concursos?

Já vão alguns anos estudando para concurso e sempre considerei que tenho talento.

Porém, esses dias estão me preocupando.

Usando a minha ferramenta de estudos, percebi que este mês eu tive o pior desempenho histórico como estudante.

Acredito estar sendo afetado por alguns problemas psicológicos, mas não sei se chega a esse ponto.

A impressão que eu tenho é que eu, de repente, me tornei alguém menos inteligente.

A minha média é acima de 70% de acerto e, neste mês, está próxima de 65%.

Pode parecer pouco, mas é um nível que considero de alguém que não irá passar em uma prova decente. Como a de Auditor Fiscal, por exemplo.

Cada questão que erro percebo que há algum tempo acertaria, mas por algum motivo, não consegui enxergar o erro.

Seria um sinal para que eu desista?

Vou continuar estudando e se pelo menos em um dia a minha média for maior que 70% vou redobrar meu ânimo.

O concurso da receita deve sair até o meio do ano. Caso contrário, só em 2019.

Espero que Deus devolva a minha sabedoria.

TUPY3, LEVE3 e FRAS3. Novamente!

Estava aqui estudando para a Receita Federal e TUPY3, LEVE3 e FRAS3 me ajudaram deveras a entender a matéria. A teoria dizia que a economia de escala é uma das bases do comércio intraindústria. Got it!

A Tupy faz blocos de motor, a leve vários componentes para a construção de veículose a a Fras-le fabrica freios. Ora, há ai uma economia de escala. Cada indústria se especializa em alguns componentes, pois sua estrutura e expertise apontam nesse rumo. Em outras palavras, não vale a pena fabricar o veículo inteiro.

Essa economia de escala enseja o comércio intraindústria, porque a montadora, que também é do mesmo setor, vai comprar peças de várias dessas empresas até possuir todos os componentes à fabricação de seu produto final.

LEVE3, TUPY3 ou FRAS3?

Não entendo muito da parte mecânica dos carros, mas sei que desde que me entendo por gente todos o compram. É evidente a desproporção entre o que é pago e o que se recebe: pagamos R$ 40.000,00 por um carrinho de merda. Simplesmente não faz sentido algum. Se for financiado então, paga-se o dobro e, quando está quitado, está valendo um terço do custo efetivo total.

Todavia, não há como negar que as vendas sempre existirão e, no momento, só aumentam. Os carros são utilizados para transportar pessoas e mercadorias. Enfim, não preciso ficar falando da sua importância, pois é evidente.

Tenho vontade de investir no setor com minhas mixarias mensais, mas ocorreu-me uma dúvida. Das empresas que gostei, qual comprar? As três? Duas? Uma? Qual? As que me chamaram atenção foram a Mahle Metal Leve (LEVE3), a Tupy (TUPY3) e a FRAS-LE (FRAS3).

Sem muito detalhamento, o foco da Tupy parece ser o motor à combustão; o da Leve, vários componentes necessários para esses motores como, por exemplo, filtros; a Fras-le foca em uma parte bem simples, os freios. Todas constumam pagar bons dividendos, que é o meu foco na formação da minha carteira prevideciária.

Se o mundo fosse estático, diria que certamente investiria nas três. Porém, tenho receio sobre o impacto dos carros elétricos sobre a Leve e a Tupy. No caso desta última, certamente seria a nova Kodak. Nem valeria a pena refazer a empresa para se adaptar, melhor mesmo era deixar quebrar.

Já a Leve, possui bastante diversificação no seu mix de produtos. Porém, mesmo que seus produtos não fossem requeridos pela indústria, ainda assim haveria muitos carros com os bons e velhos motores a combustão andando pela rua e, considerando que boa parte de sua receita vem do after market (troca de peças de carros usados), vejo que ela pode se sair muito bem.

A Fras-le parece bem interessante, pois os freios nunca deixarão de ser utilizados. Porém, a pergunta que me vem a cabeça é: será que, assim como com a Tupy, as tecnologias utilizadas para frenagem automotiva não será modificada drásticamente? Alguns diriam: deixem o gestor pensar sobre tal assunto. Só que acho que se der zica, ele simplesmente mudaria de emprego e tudo ficaria bem com ele, enquanto que meu dinheiro terá ido para o ralo.

A boa e velha bicicleta nunca vai sair de moda, mas não invisto na Monark rs… Será que não seria melhor investir na Ambev e na Hering? Ninguém vai parar de tomar cervejas ou de vestir camisas. Por falar nisso, a Hering já caiu cerca de 20% em 2018. Talvez seja a melhor pedida.

Mais um dia na terra das ideias

Gosto muito do blog do Viver de Construção e vejo que ele o utiliza como uma forma de dialogar com as pessoas, desabafar. Imagino que todas as vezes que ele faz isso, senti-se melhor e é isso que preciso agora. Sentir-me bem.

Há alguns anos fui perseguido em meu trabalho por uma corja. Todos os que passaram por lá afirmam que há um problema de caráter generalizado nessas pessoas. Todos que começavam a ser perseguidos iam embora rápido. Porém, eu precisava sustentar a minha família e não podia simplesmente ir embora.

Fiquei alguns meses sendo perseguido até ser chamado para outro concurso melhor. Sofri muito. Um dia simplesmente o chefe do setor me chamou na sala e disse que não queria “pessoas como eu” lá. Sinceramente, nem fiz questão de saber o que seria uma “pessoa como eu” só disse que não se preocupasse, pois eu já estava indo embora para um concurso melhor.

No dia seguinte, bloquearam a minha senha, impossibilitando que eu trabalhasse. Peguei a senha de um colega e continuei trabalhando. Porém, sempre apagavam as tabelas que eu fazia, alteravam os códigos que eu programava. Enfim, sempre destruíam o meu trabalho.

Por pior que fosse o ambiente, eu não podia ir embora. Eu precisava ficar lá. Agravaram -se as perseguições para ofensas morais e coações físicas e, embora eu seja muito bom em defesa pessoal, eu tinha medo de precisar agredir algum deles e perder o meu emprego. Eu me mantinha firme, pois eu já iria sair dali. As coações morais foram muito profundas e sistemáticas contra mim e minha família.

Esse foi um brandíssimo resumo. Não quero entrar em detalhes. O problema é que não era tão simples quanto eu imaginava. Aqueles momentos se tornaram cicatrizes em minha mente e hoje, sinto vontade de destruí-los com minhas próprias mãos. Todos os dias luto contra esse sentimento, mas ele está ficando forte demais e não sei até quando vou resistir.

Em um de meus empregos aprendi a matar com porrete, faca, revolver, pistola, sub-metralhadora e escopeta (ainda bem que trabalho em outro lugar). Dois segundos são mais que suficiente para que eu saque uma arma e acerte dois tiros no peito, ganhando tempo para acertar a cabeça. Só que não posso fazer nada contra eles.

Denunciei formalmente a corja e um deles perdeu o emprego, enquanto os outros dois continuam lá. Não aguento ver a injustiça dia após dia. Hoje me preparei para sair mais cedo do trabalho e esperar qualquer dos dois malditos saírem. Eu planejava socar r, chutar e pisar até sentir os ossos quebrarem. Graças ao bom Deus não o fiz.

Peço para quem acredita em Deus orar por mim para que esse ódio sai do meu coração. Agora tenho dois filhos e, por isso, não posso ser preso. Sou obrigado a conviver eternamente com isso? E os bandidos ficarão impunes? Terei que eu mesmo puni-los?

Espero que eu resista.