Fórmula CAGR • Lucro, EBITDA e Receita • O mais importante indicador para a análise de investimentos

CAGR é o acrônimo de Compound Annual Growth Rate, em português, Taxa Composta de Crescimento Anual. Como o próprio nome indica, é uma taxa que indica o crescimento ano a ano de determinada característica: mercado, receita, EBITDA, lucro, etc. Em outras palavras, é um indicador fundamentalista macro e será detalhadamente explicado a seguir.

Normalmente os responsáveis pela gestão das empresas fazem afirmações sobre metas a serem alcançadas, que são chamadas de guidelines – linhas guias. Essa guideline é quase que invariavelmente anual. Dessa forma, é possível avaliar a CAGR passada, bem como outros atributos da empresa e do mercado para avaliar se a guideline é factível.

No contexto empresarial, algumas empresas vêm fornecendo em seus relatórios anuais guidelines que evidenciam excelentes CAGRs. Isso quer dizer que há uma excelente expectativa, normalmente, conforme o lucro vai crescendo e atendendo as expectativas, a cotação acompanha e também cresce.

A fórmula passo a passo

CAGR = (((VF/VI) ^ 1/n) -1) * 100

  1. Substituir o VI pelo valor inicialmente aplicado;
  2. Substituir o VF pelo valor atual;
  3. Substituir o n pelo número de meses; e
  4. Realizar o cálculo.

Por exemplo, investi cerca de R$ 9.000,00 em IRBR3 há 2 anos (2.017) e hoje tenho cerca de R$ 32.300,00 nesse investimento. Substituindo na fórmula temos: (((32300/9000) ^ 1/2) -1)*100. Utilizando o auxílio de uma calculadora temos como resultado o CAGR de 89,44%. Ou seja, o investimento quase dobrou em cada um dos anos do investimento.

Uma crítica à fórmula

A CAGR é apenas uma fórmula matemática e, portanto, deve ser analisada com cuidado. Se o CAGR for utilizado durante prazos inconstantes de valorização, isso pode confundir o investidor.

Por exemplo, em um prazo de 10 anos, o crescimento pode estar concentrado nos 3 primeiros anos e vir diminuindo e zerar no último ano. Essa inconsistência não é revelada. Assim, após encontrar um investimento com um CAGR de lucro interessante, depois é extremamente importante verificar o crescimento ano a ano.

Uber – A verdade em poucas palavras

Conversando com vários motoristas, percebi que existem dois tipos: a) O que diz que é ótimo; b) O que diz que é péssimo.

Os que dizem que é bom, logo querem compartilhar um link para sermos seus “afiliados”, que é um espécie de indicação.

Essa indicação faz com que eles ganhem cerca de R$ 300,00 por novo motorista indicado.

Os que dizem que é ruim mostram quanto eles faturam, que é bem pouco, mesmo trabalhando o dia inteiro.

Quem diz a verdade?

Prefiro acreditar em quem mostra os dados. Como dizem, “contra números não há argumento”.

Será que quem diz que é bom não quer simplesmente ganhar seu dinheiro na “venda” de motoristas? Por que não mostram os dados?

Por que dizem que ganham tanto?

Conheci um motorista que disse que pagava um Up! novinho e mantinha a família somente como motorista de Uber. Acho que é possível, mas é também improvável. Quer o link pra se tornar motorista????

Um camarada que, foi sincero até demais a todo momento me buscou ontem no trabalho. Pensei: essa é a minha chance!

Perguntei, a Uber paga bem?

“Não! Trabalho o dia inteiro com algumas pequenas pausas e tiro R$ 90,00 limpo por dia”. Limpo no sentido de tirar a grana da Uber e o da gasolina. Imagine se tirar a manutenção como pneus, óleo, filtros e outras peças que se desgastam.

Meu veredito é que a Uber paga muito pouco e para comprovar, vou fazer um teste no próximo semestre para tirar a prova.

Como gastar menos do que se ganha

“Ao viver abaixo dos seus meios você cria um ambiente artificial de escassez que não lhe permite gastar o dinheiro que deve ser poupado.” Trecho retirado do livro O Caminho para a Independência Financeira.

Todos sabem que a única forma de se enriquecer é acumular patrimônio. Porém, para um assalariado ou mesmo um pequeno empreendedor, acumular patrimônio para ser algo longe da realidade devido nunca sobrar dinheiro ao final do mês.

Não sobrar dinheiro é algo esperado, uma vez que os desejos humanos são infinitos e, sempre que houver recursos, tenderemos ao consumo esgotando nossos recursos mensais.

Existem dois caminhos mais populares para acumular patrimônio:

  • Utilizar um orçamento; e
  • Pagar-se primeiro.

A ideia de se usar um orçamento é a mais conhecida das formas e também a que exige mais esforço. Consiste em definir os gastos esperados em todas as áreas da vida e tentar gastar menos do que o definido no orçamento.

Pagar-se primeiro não é uma forma tão conhecida de acumular patrimônio, mas é a minha preferida. Consiste basicamente em definir um percentual que será poupado e, assim que receber a sua renda, enviar para a corretora para comprar ações, fundos imobiliários, títulos públicos ou outros títulos.

Separar um percentual e comprar ativos todos os meses além de diminuir a sua necessidade mensal de recursos, vai aumentar a quantidade de recursos disponíveis para serem consumidos ou gerar renda.

No livro O Milionário Mora ao lado, o autor destaque que a maioria dos milionários levam uma vida simples: incluindo suas moradias, carros, roupas, alimentos e passatempos. Ou seja, o rico não parece ser rico.

Quem vive de ostentação financiando carros importados e grandes residencias tendem a ser escravizados por suas dívidas e no fim, apenas viverão para pagar contas.

O verdadeiro milionário gasta menos do que ganha e leva uma vida simples de aparente escassez, mas abundância fática.

Portanto, pague-se primeiro.

Estudo sobre as Indústrias Romi3 – Os releases dos últimos 10 anos sintetizados

Os equipamentos que as Indústrias Romi comercializam têm me chamado muito a atenção. Considerando a retomada da economia, que em algum momento tem que sair, a demanda por tais insumos e equipamentos devem crescer conforme a confiança dos investidores for crescendo e a realidade reforçar essa confiança.

Tendo em mente a premissa de “investir apenas naquilo que conheço”, resolvi estudar os resultados da empresa dos últimos 10 anos. O que percebo é que quando a receita aumenta, há a dissolução dos custos fixos e o lucro cresce em uma proporção bem maior.

Pretendo estudar e reportar trimestre por trimestre neste post em ordem crescente. Seguem os trimestres de 2009, sendo os últimos os trimestres de 2019. Dessa forma, será possível pular os trimestres em que não há interesse. Espero que o post seja útil e economize algum tempo do leitor.

1T09

Na época, depois da crise mundial de 2008, mesmo o presidente, à época se referir a ela como uma “marolinha”, a Romi sentiu o impacto, haja vista os pedidos de seus produtos terem caído drasticamente e boa parte da carteira de clientes originarem do exterior.

A empresa se situa no início da cadeia produtiva e exibe um gráfico da Fiesp que registra a queda de demanda de artigos ligados à metalurgia básica, veículos automotores, artigos de plástico e borracha, máquinas e equipamentos, bem como de produtos de metal.

Com a retração da atividade econômica e de pedidos, a companhia revisa as perspectivas para 2009 para baixo.

2T09

Em que pese tenha havido um aumento de encomendas das máquinas-ferramentas e máquinas-sopradoras em comparação ao trimestre anterior, em comparação ao trimestre do ano anterior, há uma quena de cerca de 100% do lucro.

Aparentemente, devido a, à época, recente crise financeira internacional, os pedidos das máquinas e fundidos tiveram redução, explicando o comportamento do lucro.

Após a análise desses dois releases, já é possível perceber a grande sensibilidade das Indústrias Romi no que tange ao nível de confiança da indústria. A suspeita sobre aumento ou retração da economia impacta imediatamente os resultados da instituição, que está no início da cadeia.

Também é interessante notar a modificação dos países de destino das vendas. Tal modificação deve-se, provavelmente, devido à Crise do Subprime. A receita do mercado exterior caiu cerca de 40% e se modificou dramaticamente.

Em que pesem tais questões, o caixa da companhia iniciou o trimestre com (em mil) 73.260 e finalizou em 94.676.

3T09

Aqui, novamente a carteira de pedidos cresce em relação ao trimestre anterior, mas diminui em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Exceto as máquinas para plástico que tiverem crescimento em ambas as comparações.

4T09

O quarto trimestre de 2009 evidenciou que houve um aumento da demanda por seus produtos, registrando alta da carteira de pedidos trimestre após trimestre.

O grande destaque do trimestre foi o crescimento de 727,4% de pedidos de máquinas para plástico – em relação à 4T08, devido, segundo à empresa, ao aquecimento do setor de consumo da economia doméstica, bem como à política de financiamento de bens de capital.

Em que pesa a recuperação do lucro em 2009, que foi ligeiramente inferior à 2008, a entrada de pedidos ficou muito aquém, exceto para as máquinas para plástico, cujo o principal demandante é o setor de embalagens.

Por fim, registra-se que o caixa terminou o trimestre com quase o triplo de seu início.

1T10

Finalmente, comparando se trimestre contra trimestre, os pedidos registraram um crescimento de 91,5%. Consequentemente, o EBITDA avançou 287% em relação à 1T09.

No gráfico acima, a Fiesp projeta a recuperação da atividade econômica, bem como da atividade industrial. A entrada de pedidos vai confirmando os indicadores.

No que tange à distribuição dos pedidos em carteira, nota-se um aumento da importância do negócio máquinas para plástico.

É notável o aumento da margem bruta da unidade de negócios máquinas-ferramentas, que atingem 41%. Nas máquinas para plástico, a mesma margem atinge cerca de 36%. Porém, é o tipo de máquina que mais tem crescido a demanda. Já os fundidos, quase commodities, possuem margem bruta de um dígito.

2T10

Novamente a receita tem um bom crescimento tanto em comparação a o trimestre anterior, quanto ao mesmo trimestre do ano anterior.

As máquinas para plástico, novamente, tem um forte crescimento, que é de quase 90% em relação ao trimestre anterior.

Devido a essa crescente demanda por suas máquinas e fundidos, houve uma diluição dos custos fixos para a produção. Além disso, houve, segundo a companhia, um rígido controle das despesas operacionais. O resultado é o que se segue.

3T10

Neste trimestre, todas as unidades de negócio da Romi tiveram crescimento, evidenciando que robustez da entidade. O lucro totalizou quase 3 vezes o obtido no mesmo trimestre do ano anterior.

Interessante notar que os pedidos advindos dos EUA começa a aumentar e se aproximar à quantidade de demanda da Europa. O EBITDA também cresceu este trimestre.

4T10

Comparando 2010 com 2009, era possível notar que a economia estava supostamente se aquecendo. O resultado foi muito bom para a Romi que está no início da cadeia produtiva, haja vista o resultado ano a ano ter sido animador.

1T11

Não percebi nem uma diferença além da variabilidade costumeira. Das três fontes de receita, as vezes uma sobe, as vezes outra cai e por ai vai.

A única coisa notável foi a queda notável do EBITDA.

2T11

Novamente, o maior destaque foi a queda do EBITDA.

3T11

Nenhum destaque.

4T11

O grande destaque do trimestre foi, sem dúvidas, a aquisição da fabricante alemã de máquinas-ferramentas Burkhardt + Weber. Nos próximos trimestres a empresa alemã deve evidenciar seus resultados.

Não notando tanta variação entre trimestres, começarei analisar apenas o último release do ano.

4T12

Aqui, já é possível perceber os efeitos da B + W no consolidado das Indústrias Romi.

4T13

Notei que o relatório ganhou uma formatação mais interessante. Porém, o que chamou atenção foi a notícia da liquidação da Romi Itália. Sinal de que vender na Europa não é sinal de sucesso.

A entradas de pedidos finalmente tiveram melhora em todos as linhas das Indústrias Romi.

4T14

Em 2014, tudo era péssimo no contexto mundial, mas a Romi…

Interessante notar que a Europa, nos últimos releases, tem sido a maior cliente Romi. No entanto, em 2014, ano da crise global, o Brasil salvou a empresa.

4T15

Nada demais ocorreu além da alienação de imóveis não estratégicos.

4T16

Resultado líquido de R$ 20 milhões.

4T17

Neste trimestre o caixa voltou a quase ficar no positivo.

4T18

O volume de receitas progrediu nas unidades de negócio Máquinas Romi e B + W, enquanto reduziu na unidade fundidos e usinados.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial voltou as altos patamares novamente, o que possibilita a expectativa do aumento da carteira de pedidos.

Ademais, a utilização da capacidade média instalada também volta a subir (2018 em verde).

A receita operacional líquida apresenta uma melhoria de pouco mais de 10%.

E o Brasil continua sendo o principal cliente.

O caixa líquido, novamente, piorou.

Enfim

Antes de começar a estudar, acreditei que veria uma evolução, mas o que as Indústrias Romi realmente passam é uma montanha russa.

O que ela vem tentando fazer é, na verdade, sobreviver. Porém, acredito que em uma ou duas décadas, mesmo ocorrendo crises globais, a empresa terá um grande potencial de aparelhar a indústria.

Considerando que a expansão e a retração econômicas fazem parte de um grande ciclo, em algum momento, a Romi terá a chance de mostrar o seu valor.

Porém, por enquanto, o que há é promessa.

O Preço sobre o lucro (P/L) e a sua importância na avaliação do preço de ações.

Dando uma pausa nos meus estudos para o ICMS-GO para escutar o jogo do Palmeiras, decidi aproveitar o momento e escrever sobre um indicador muito interessante: O preço sobre o lucro, que para os íntimos é o P/L (leia-se Pê éle).

O Majestoso Lucro

A melhor indicação de que uma empresa é boa é ter seu lucro crescente e consistente. Existem empresas que seu lucro está crescente, existem algumas que o lucro varia – as chamadas empresas cíclicas – e existem empresas cujo lucro está caindo.

 

Nessas imagens temos um exemplo de cada situação. A Grendene possui lucro crescente e consistente; A Vale mantém seu lucro acompanhando a demanda de seus produtos, que varia por demais; A Eternit, depois de uma série de problemas jurídicos, financeiros e operacionais apresenta um lucro decadente.

O comportamento do lucro representa o nível de dificuldade de avaliação do investimento. Avaliar o investimento na Grendene, que possui lucros crescentes e consistentes, é de simples avaliação, na medida em que há mais chances de seu lucro se manter crescente e consistente que nas outras empresas.

Agora, investir em Vale e Eternit exige um grau de conhecimento muito superior. Enquanto que no primeiro caso há apenas uma avaliação contábil dos indicadores da empresa, neste caso o lucro, nos outros casos exige-se conhecimento em economia e administração.

Se, economicamente, vislumbre-se o aumento da demanda de minérios da Vale, há uma tendência de seu lucro subir, bem como o seu preço. Normalmente, quando há essa situação, o mercado tende a se adiantar com relação ao mercado real e já subir o preço de suas ações. Resumindo, o investidor precisa ter um conhecimento muito maior para comprar ações desta empresa no mercado secundário.

O caso da Eternit é de dificuldade muito superior, haja vista investir nessa empresa representa a visão de uma recuperação dramática para voltar a ter lucro, o que parece ser improvável no momento. Em outras palavras, uma avaliação de que a Eternit vai se recuperar operacionalmente e financeiramente.

Preço – Chato, mas importantíssimo

Há sempre a discussão sobre a importância ou não do preço. A resposta é depende. Em caso de sistemáticas compras mensais, há uma tendência da importância do preço diminuir, haja vista que ao se adquirir o mesmo papel todos os meses, o investidor o comprará de vários preços: as vezes caro, as vezes barato. Assim, o preço não faria tanta diferença.

No entanto, no caso de se investir uma soma maior, faz-se importante avaliar se a ação se encontra em um patamar de preços adequado, pois se o preço cair muito, como no caso da Hering, que já caiu 40% ou mais este ano, o investidor sentirá uma forte pressão para “realizar o prejuízo”.

Há ainda uma terceira visão. Mesmo no caso de aporte sistemático mensal, pode ser interessante avaliar a empresa que apresenta um patamar de preço mais atrativo. Em tese, caso mensalmente o aporte seja destinado a papéis com melhores preços, acaba sendo razoável acreditar em um retorno maior no longo prazo. Mas como saber se o patamar de preços é bom? O P/L pode ser a solução de seus problemas!

P/L Histórico – A chave do negócio

Analisar uma empresa é diferente de analisar uma ação, uma vez que se determinada empresa, por exemplo, aumenta o número de ações por meio de um desdobramento, a quantidade de ações aumenta, mas a empresa continua a mesma em valor de mercado e em todas suas outras características.

É como se cada fatia de uma pizza fosse cortada ao meio. A pizza (empresa) continuaria sendo a mesma, mas o número de fatias (ações) teria aumentado. O ponto é que o conteúdo de cada ação foi alterado para menos em tal evento. Assim, se uma empresa desdobrar suas ações de 1 para 3, o conteúdo que cada ação possui em seu bojo também diminuirá.

Dessa forma, há pessoas que avaliam a empresa em si e há pessoas que avaliam as ações. Do ponto de vista da empresa, o indicador mais importante é o lucro, enquanto que do ponto de vista das ações, o mais importante é o LPA (lucro por ação), que consiste em dividir o lucro da empresa pelo o número de ações emitidas.

LPA = Lucro / Número de ações emitidas

A fim de exemplificar, caso a empresa Maestro possua um lucro de R$ 5.000.000,00 e possua 1.000 ações, o LPA será de R$ 5.000,00, haja vista 5.000.000 dividido por 5.000 ser 5.000. Depois de entendida a importância do lucro para a empresa e do LPA para a ação, chegamos ao link desses valores com o preço da ação por meio do P/L.

P/L = Cotação / LPA

Esse indicador revela o quanto está se pagando pelo lucro da empresa em determinado momento. Quanto menos pagamos pelo lucro da empresa, melhor negócio estamos fazendo se a empresa possuir lucros constantes e crescentes. Em outras palavras, se comprarmos uma ação como a da Grendene, há a tendência do que tenhamos um excelentes retorno, porque com o LPA crescendo, o P/L vai cair em relação ao preço pago.

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P/L histórico

Nessa imagem podemos observar o comportamento do P/L de uma empresa fictícia. É deveras interessante observar o confronto entre o LPA e o P/L. Quem adquiriu tais ações em 2011, viu o LPA crescer consistentemente e, portanto, o seu P/L próprio cair. Mais interessante ainda é observar que com o lucro baixo, o P/L era alto e esses valores variam viabilizando o estudo histórico desses famigerados indicadores. No momento atual, observa-se um lucro por ação crescente (Vermelho) e P/L baixo, ou seja, um aparente ótimo negócio.

Resumindo, um P/L 9 não necessariamente é caro ou barato, pondera asseverar que observar o comportamento do lucro da empresa em termos de recorrência, consistência e tendência é importantíssimo para a aferição. O P/L histórico também: quanto menor, melhor. Um P/L que é historicamente de 6, que se apresenta em 9, pode ser uma indicação de que é melhor esperar para a aquisição. Entretanto, não utilize indicadores de forma isolada, pois eles são cegos no que se refere ao negócio e ao mercado real. Use com moderação.

 

Estratégia Concursos x Ponto dos Concursos – Review

Estudando para o ICMS-GO percebi a realidade atual dos principais criadores de conteúdo em PDF para concursos da atualidade: Ponto e Estratégia. Neste post, pretendo dar a minha opinião sobre esses dois “cursinhos”.

Qual tem o melhor conteúdo?

Antigamente o Ponto dos Concursos era a melhor escola e todos queria comprar seus materiais. A concorrência chegou, mas nenhum de seus similares obteve tanto sucesso quanto o Estratégia Concursos.

Não é possível dizer com facilidade que uma escola é melhor que outra por que tudo depende dos professores. Se o professor é bom, os arquivos do curso tendem a ser bons. No entanto, dos últimos materiais que comprei, que não foram poucos, a maioria dos professores do Estratégia eram superiores aos do Ponto.

Afirmo peremptoriamente, baixe o material demonstrativo para avaliar o professor – normalmente há a Aula 0 gratuita -, mas não confie 100% na qualidade apresentada. Neste arquivo demonstração, pode haver um capricho maior do professor que não se estende a todas as páginas.

Busque informações sobre o professor, mas também não se deixe enganar. Por vezes, tenho a impressão que o professor terceirizou a produção do conteúdo ou reaproveitou o material de um concurso parecido.

Um exemplo, comprei um curso do Ponto do prof. Marcelo Seco por que gostei da aula 0. Conclusão, o material era um lixo. Parecia que havia sido reaproveitado de outro: havia frases do tipo “vamos ter sucesso nesse ICMS-BA”. Meus Deus! Comprei o material para o ICMS-GO!

Além disso, o material era penoso e extremamente mal explicado. Achei que a matéria fosse difícil e minha cabeça ficava lutando para tentar entender. Lutava tanto que eu percebia que o material estava errado e estava mesmo! Em vários pontos!

Depois, comprei um material do Estratégia e minha nossa… Era muito fácil. No começo pensei: é por que já estudei uma vez. Só que não! O material do Estratégia era muito mais cuidadoso e cheio de gráficos e detalhes que me fizeram entender matérias que eu havia relido o maldito material do ponto.

Isso não significa que o Ponto seja ruim. Lembro-me que comprei um material de TI, salvo engano, da professora Patrícia que era excelente. Sinceramente, não me lembro de outro bom material no ponto.

Qual tem a melhor diagramação?

Parece idiota, mas prefiro muito mais as cores do Estratégia. O branco com o azul é bastante agradável para a leitura, mas o branco com verde do Ponto é muito cansativo. Não sei se tenho essa impressão por causa dos sofridos conteúdos ou se era só pela cor mesmo.

Outra coisa, dos materiais que comprei, as imagens, gráficos e tabelas do Estratégia eram muito superiores, pois tinham cores interessantes e harmônicas. Tenho a impressão que, no Ponto, o próprio professor diagrama seu material, uma vez que são estranhos e possuem muito imagens pretas ou retiradas da internet.

Onde comprar o material?

Cada empresa possui o seu site: Ponto dos Concursos e Estratégia Concursos. O grande problema é o preço: não raro ultrapassam a casa dos milhares no caso dos pacotes. Disciplinas isoladas custam, normalmente, pouco mais de 100 conto de réis. Ou seja, não é tão acessível para o estudante brasileiro.

Partindo deste ponto, surgem dois caminhos para se comprar o material com um preço mais em conta: o ilícito e o lícito. Vamos começar com o ilícito: Muitos compram os materiais em sites como o dos Concurseiros Unidos, mas o certo que não parece ser algo muito honesto. Eles compram o material no Ponto ou no Estratégia depois revendem por um décimo do preço. Não recomendo este caminho.

Agora, o lícito. Já vi decisão afirmando que era um caminho lícito, então, recomendo. Veja, se o pacote for R$ 1.000,00 basta conseguir mais 9 pessoas para ratear o material que ele sairá para você por R$ 100,00. Simples assim. A decisão afirmava que ao comprar em grupo e usar exclusivamente para o grupo estudar, estava se fazendo o uso legítimo do material adquirido.

Veredito

Eu compro apenas material do Estratégia. Sinceramente, parece que todas as pessoa que conheço concordam comigo tacitamente, porque o que vejo de computador com arquivo azul e branco por aí não está no gibi. Infelizmente, o Ponto parece ter virado um grande caça níquel, haja vista ter perdido muito a qualidade.

Acho que os donos já devem ter ficado ricos e não se importam tanto mais que o espaço: já tem livro, editora, site. Enfim, pesquisem, experimente e tirem suas conclusões.

Carta à família. Princípios fundamentais de finanças em família.

Queridos,

Caso aconteça algo comigo e eu não tenha tempo hábil para lhes transmitir estas ideias. Deixo este pequeno texto sobre finanças pessoais que irá lhes trazer uma noção de como as coisas devem ser. No entanto, não se preocupem, porque não pretendo me ausentar tão cedo.

Quero lhes dizer que a coisa mais importante nas suas vidas são vocês mesmos. Nada é mais importante do que ter uns aos outros. Há muitas coisas boas na vida como pizza, sorvete, churrasco, cinema, pipoca, praia, farras e outras. No entanto, o mais importante é olhar para a família e se sentir feliz.

O dinheiro será o suporte para a vida de vocês. Entretanto, a felicidade não está à venda, portanto fiquem juntos e resolvam as divergências. Assim, serão unidos e felizes. Vocês sempre terão em quem confiar.

Para as coisas que estão à venda, o dinheiro é o rei: Cash is king. Com dinheiro vocês têm acesso comida, moradia, transporte, educação, saneamento básico, energia, remédios, academia, internet e outras coisas da vida. Então, dinheiro tem mais ligação com segurança que com a felicidade. Assim, sejam felizes, mas tenham dinheiro.

O principal conceito no que tange ao acúmulo de patrimônio é a ideia de gastar menos do que se ganha. Ora, quem gasta mais do que ganha, terá que recorrer a empréstimos e não conseguirá poupar, mas aumentará sua dívida e sua necessidade por novos empréstimos. Quem gasta menos do que ganha, terá um excedente e poderá guardar, ou seja, poderá armazenar segurança. Vocês entendem?

A forma mais fácil de se gastar menos do que se ganha é determinando limites aos gastos por meio de um orçamento familiar. O jeito que eu recomendo é dividir o orçamento em três: despesas com contratos, despesas sem contratos e despesas financeiras. Todas as suas despesas podem ser classificadas em um desses três tipos.

Aluguel? Despesas com contrato.

Combustível? Despesas sem contrato.

Energia? Despesas com contrato.

Supermercado? Despesas sem contrato.

Cartão de crédito? Despesas financeiras.

Netflix? Despesa com contrato.

Empréstimos? Depesas financeiras.

Água? Despesa com contrato.

Poupança? Despesa financeira.

É fácil classificar, não? Quando se lida com instituições financeiras, despesa financeira. Do resto, basta analisar se há um contrato ou não. Essa classificação facilita bastante a forma de se olhar as despesas. É muito interessante manter um controle de suas despesas que possuam contratos, sejam financeiras ou não. O controle pode ser simples: uma identificação, o valor pago e a data são suficientes.

Uma ideia extremamente interessante é determinar o quanto se quer gastar com cada tipo de despesa. Por exemplo, atualmente, gastamos cerca de R$ 2.000,00 com contratos e mantenho uma planilha para controlar o que paguei e o que falta pagar. Dessa forma, não cometo enganos e não temos nenhum serviço cortado. Ou pelo menos, quase nunca.

Já as despesas sem contrato são, na maioria, variáveis. Isso significa que elas podem ser muito grandes ou muito pequena. Como exemplo, temos o combustível. Se formos utilizar o carro para irmos para todos os lugares que quisermos, certamente gastaremos muito dinheiro. Agora dá pra entender o porquê de eu ir e voltar do trabalho de bicicleta não é mesmo?

Um conceito interessante é sacar o dinheiro que se pretende utilizar nas despesas sem contrato. Dói muito mais consumir vendo as notas desaparecendo da carteira que passando cartões de crédito ou débito. Saque o que pretende gastar. Atualmente, realizo saques de R$ 800,00 por semana para despesas sem contrato. Quando acaba, saco novamente apenas na semana seguinte. É por isso que conseguimos poupar!

A parcela da renda destinada à despesa financeira deve ser muito bem administrada. Se houver empréstimos, financiamentos, faturas ou qualquer outro forma de dívida, o correto é destinar todo o dinheiro destinado para esta finalidade até quitar tudo. Jamais tenha dívidas. Atualmente, ainda temos uma, que é fruto da falta de educação financeira do passado, mas em breve será finalizada. O certo é que se não for feita dívida, ela não existirá.

Possuindo toda a parcela destinada à despesas financeiras livres de pagamentos, vocês devem armazenar os recursos de alguma forma que vocês sejam capazes de entender. Pode ser até na poupança, mas o mais adequado é investir em boas empresas e bons fundos imobiliários.

Um conceito interessante é o de pagar-se primeiro. Pague-se primeiro! Isso quer dizer que quando receber a renda, separe o que será destinado à poupança (englobando todos os tipos de investimento) em primeiro lugar. Depois, pagar as obrigações ligadas a contratos, e o que sobrar deverá ser dividido por 4 e ser sacado todo início de semana. Dessa forma, o orçamento tende a se manter estável no longo prazo.

Sempre que uma emergência surgir, basta realizar o resgaste de recursos que foram anteriormente armazenados. Dessa forma, evita-se o endividamento. Outro importante vetor de manutenção da saúde financeira é a diminuição de supérfluos: consuma-os o mínimo possível.

Com as finanças nos eixos a vida se torna muito mais leve e tranquila. Sem o stress do descontrole financeiro é possível curtir a companhia uns dos outros. Concomitantemente, recomendo a leitura de livros ligados à investimentos: Pai Rico Pai Pobre, O Homem mais rico da Babilônia, Filosofia Bastter.com, Investindo em ações no longo prazo, Faça fortuna com ações, Investindo para vencer, A bola de neve, Warrent Buffet e a análise de balanço e outros.